Tuesday, December 08, 2009

Unidade de Missão das PPP's

Enquanto o orçamento do SNS se mostra avantajado globalmente (aumento da despesa com pessoal em cerca de 3,7%, até ao fim do 3º trimestre de 2009), há outros colaboradores que padecem do mesmo tratamento privilegiado: Quatro dos oito técnicos da estrutura de missão que acompanha as parcerias público-privadas (PPP) na Saúde têm um contrato de trabalho temporário, o que «constitui um sério entrave» à preparação do Estado para avaliar os novos hospitais.

Quando se coloca nas mãos de pessoal temporário a tarefa árdua de gerir contratos com empresas privadas, que valem centenas de milhões de euros, podem-se estar a cometer autênticos crimes de lesa-contribuinte!

Post Scriptum: parece que o Ministério da Saúde está esquecido da razão alegada para a denuncia do contrato PPP, no Hospital Amadora - Sintra!

Sunday, December 06, 2009

As contas do SNS: a erosão continua

Sairam as Contas do SNS, referentes ao 3º trimestre de 2009. Para além da habitual engenharia financeira, ou contabilidade criativa, que passa por tirar verbas de umas rúbricas e colocá-las noutras, para criarem confusão e prejudicarem a transparência, verificamos que foi já preciso vender património no valor de 100 milhões de euros, para que o resultado se ficasse pelos -71 milhões de euros (prejuízo de 71 milhões de euros nos 3 primeiros trimestres de 2009).

Ou seja, e resumindo:
  • Receitas totais (3º trimestre de 2009, acumulado): 6.487 milhões de euros (+4,6%).
  • Despesas totais (3º trimestre de 2009, acumulado): 6.558 milhões de euros (+5,3%).
  • Prejuízo (3º trimestre de 2009, acumulado): -71 milhões de euros (+162,4%).

Claro está, que se retirarmos os 100 milhões de venda de património, as receitas só cresceriam 2%, e os prejuízos seriam de -171 milhões. Ou seja, o rombo nas Contas do SNS, já não se tapa com a venda de património.

Depois, as transferências do Orçamento de Estado cresceram 3,4%, ou seja, muito acima da inflação de 2009, que deverá ser próxima de 0 (zero)%.

Do lado da despesa, é de salientar o "maná" que o SNS é para uma série de gente, sobretudo se pensarmos que estamos num ano de inflação zero: 1) a despesa de pessoal tem um aumento de 3,7%; 2) a despesa com medicamentos tem um aumento de 4,4%; 3) a despesa com meios complementares de diagnóstico tem um aumento de 7,1%.

Post Scriptum: depois da OMS anunciar que a Gripe A está a diminuir de impacto nos EUA e Canadá, de que irá falar a Dra. Ana Jorge, nos próximos tempos? Será da Gripe B?

Friday, December 04, 2009

Alô, Drs. Jorge e George?

H1N1 swine flu has not peaked yet but seems to be waning in Canada and the United States, signaling that the end of the pandemic may be on the horizon, the World Health Organization (WHO) said on Thursday. The WHO and its advisory committees are gathering scientific data to assess the possible end of the pandemic, Fukuda said, telling journalists: "I anticipate that at least sometime in 2010 we will be discussing this in formal settings, in more concentrated ways."

Post Scriptum: quem irá ficar com as vacinas adquiridas pelo Estado português, mas que não foram utilizadas? E para quê?

Thursday, December 03, 2009

Manuel Machado

O que se pretende esconder com tanta "informação":

1. Técnico do Nacional contraiu infecção após lipoaspiração, mas notícia de que o seu estado é devido a outra cirurgia está a causar apreensão. Não há evolução no estado clínico de Manuel Machado, internado desde o dia 27 no Hospital dr. Nélio Mendonça, no Funchal, após uma lipoaspiração abdominal, realizada, três dias antes, numa clínica do Porto. as verdadeiras razões que levaram o técnico à urgência seriam para ficar no silêncio dos deuses. Só que a sépsis contraída - uma infecção generalizada do organismo com graves complicações - saltou para a praça pública. Nesse momento, surgiu a versão da hérnia abdominal quando, na realidade, Machado foi sujeito a outro tipo de cirurgia. O silêncio parece, agora, querer tomar conta do acontecimento.
2. Hospital suspende informações sobre Machado. Em termos de historial, sabe-se que após a "lipo" no Porto, Machado regressou à Madeira, dando entrada na urgência do Hospital com sintomas de sepsis, infecção grave desenvolvida por via sanguínea a partir de outra infecção já existente, resultante de uma pirotonite, ou seja, perfuração do intestino.
3. A Ordem dos Médicos proibiu todos os clínicos de darem qualquer informação sobre a intervenção cirúrgica que terá estado na origem do internamento e coma induzido do treinador de futebol do Nacional Manuel Machado. Manuel Machado foi operado a uma hérnia na zona abdominal no início da semana, numa unidade hospitalar do continente, tendo obtido alta e regressado ao Funchal na passada quarta-feira. Uma segunda versão, avançada por dois jornais diários, indica que Manuel Machado terá sido submetido a uma lipoaspiração que correu mal e da qual teria resultado a perfuração do intestino.
4. Surpresa. É esta a reacção dos cirurgiões plásticos às notícias que avançam que Manuel Machado, treinador do Nacional, está internado há três dias nos cuidados intensivos devido a complicações decorrentes de uma alegada lipoaspiração abdominal. "A lipoaspiração é uma cirurgia cada vez mais recorrente e muito simples. As complicações são invulgares, podem contar-se pelos dedos das mãos as que correm mal", assegura o cirurgião João Anacleto.

A entidade corporativa, Ordem dos Médicos, pode exigir o silêncio dos médicos. A nós e a todos os cidadãos que pugnam pela transparência dos processos é que não nos fazem nenhuma exigência. Era o que faltava!

Post Scriptum: como qualquer cidadão, estamos solidários com o técnico de futebol Manuel Machado e respeitamos integralmente a sua privacidade e direito à assistência adequada.

Wednesday, December 02, 2009

Os Ibéricos

Os dois vizinhos da Peninsula Ibérica tiveram quase sempre uma convivência tensa, ou pelo menos desconfiada. Hoje, achamos que a civilização passa por nos darmos bem com os vizinhos, pois de outra forma não conseguimos viver descansados, até porque no caso dos portugueses, não têm outros vizinhos.

Agora, passamos essa marca, a da convivência, e os portugueses passaram a ir nascer a Espanha, e até mesmo por rotina. Imagine-se isto: Tinha de nascer e em Badajoz estava o hospital mais próximo. Depois dela, mais de 800 bebés de Elvas e de Campo Maior seguiram o exemplo. Tornaram-se na primeira "geração ibérica". Uma geração cuja primeira palavra que ouviu foi bienvenido e para quem a fronteira, no futuro, ficará muito esbatida.

Pois bem, de Espanha passaram a vir as mamãs e os bébés, para além dos caramelos, da gasolina mais barata, dos medicamentos e do tabaco, também mais baratos!

Mas, há efeitos colaterais: Quanto a ser portuguesa ou espanhola, diz que a filha é natural de Badajoz mas tem nacionalidade portuguesa. O melhor é tirar as dúvidas com a pequena: "És portuguesa ou espanhola?". Margarida morde o lábio e arregala os olhos brilhantes. Sorri e responde de forma automática que é "espanholita".

Será por isto, que nos vamos sentir menos portugueses? Talvez não. Mas, é com pequenos detalhes que se fazem nações, ou se desfazem! Ontem, foi dia de início do Tratado de Lisboa, tratado que tira alguma da autonomia às pequenas nações, mas transporta consigo o "chapéu de guarda" das grandes nações europeias.

Contudo, algo de mais grave retem-se aqui: Badajoz é ali ao lado, a 15 quilómetros. E, como ela, 90 por cento das pessoas preferem o Hospital Universitário Materno-Infantil da cidade espanhola, apesar de lhes ser dada a possibilidade de terem os bebés no hospital de Portalegre (a 60 quilómetros) ou no hospital de Évora (a 90), onde dos 1428 bebés que nasceram em 2008 apenas 24 eram de Elvas.

Será este pequeno detalhe, a melhor prova de que o SNS, de Portugal, não é escolhido, quando em comparação com o Serviço de Saúde de Espanha? Ou seja, as mães de Portugal, preferem ter os seus filhos em Badajoz, do que te-los em Évora ou Portalegre? Provavelmente, no Ministério da Saúde, esta notícia até é boa, são menos custos para o SNS! Ou será que o SNS paga ao Ministério da Saúde de Espanha, um preço mais caro do que pagaria por cá?

Tuesday, December 01, 2009

Not very NICE

This (NICE) execrable organisation - run by self-appointed demi-gods who get to say who lives and who dies - are the same idiots who days before - decided liver cancer patients should be denied drugs that could extend their lives by six months or more.

And who just a few months before that decided kidney cancer patients wouldn't be given drugs that could save them either. Their pathetic excuse for robbing people of hope is always that there's not enough money in the NHS pot to save everyone (by "everyone" they obviously mean people with cancer who cost a lot of money to keep alive).

Sunday, November 29, 2009

Exercício canino faz bem

The average dog owner gets more exercise walking their pet than someone with a gym membership, a pet health care expert has claimed.

Researchers found animal lovers exercise their pet twice a day for 24 minutes each time – a total of five hours and 38 minutes a week. On top of that, the average dog owner also takes their pet out on three long walks each week adding another two hours and 33 minutes to the total. But in comparison, those without a dog spend an average of just one hour and 20 minutes per week exercising by going to the gym or heading out for a stroll or jog.

And almost half (47 per cent) of non-pet owners admit they do absolutely no exercise whatsoever.

Friday, November 27, 2009

A explosão da diabetes

A diabetes é uma doença difícil. A diabetes implica uma perda de qualidade de vida significativa. A diabetes tem tendência a aumentar, atendendo à má alimentação que as pessoas têm nos dias de hoje.

  • The number of Americans with diabetes may almost double in 25 years, and the annual cost of treating them may triple to $336 billion, according to a study published today in the journal Diabetes Care.
  • Without new programs to assure that people get health care to manage their condition, 44.1 million people in the U.S. will have diabetes by 2034, from 23.7 million today.
  • The number of diabetics on Medicare, the government plan for the elderly, will reach 14.1 million from 6.5 million today.
  • Diabetes drugs were the fourth-best selling medications in 2008, with $27.3 billion in global sales, according to IMS Health.
  • “To do nothing is going to be extremely expensive,” O’Grady said in a Nov. 24 telephone interview. “It’s going to mean millions of Americans continuing to get this disease and a lot of heartache.”.
  • The analysis by O’Grady and his colleagues included the impact of aging and obesity rates as well as the natural progression of the disease over time to come up with estimates on numbers and costs. They found diabetes treatment estimates of $113 billion this year would increase to $336 billion by 2033.

Este estudo é importante. Este estudo deveria ser feito em Portugal.

Apenas e só um aspecto lateral, mas de relevo: Copenhagen-based Novo Nordisk A/S, the world’s biggest maker of insulin, funded the study. The company sold $6.1 billion of insulin products in 2008.

Thursday, November 26, 2009

Os incentivos e os médicos

Os recursos humanos devem ser incentivados. Os recursos humanos devem ser motivados. Mas, os recursos humanos devem ter desempenhos adequados.

Vai-se dizendo por aí, que há poucos médicos em Portugal. Mais, importam-se médicos de Espanha, da Ucrânia, dos PALOP's, e até do Ministério da Saúde de Cuba.

Para nós, esta é mais uma falsidade. Os rácios não mentem. O rácio de número de médicos por 1.000 habitantes em Portugal está acima de vários países da União Europeia. Portanto, estamos perante mais uma falácia do Estado e da élite médica. Porquê? Porque há médicos a mais nos hospitais de Lisboa, Porto e Coimbra, e há médicos a menos em Alpiarça, Penedono ou Alijó! A média não mente. Faltam médicos nuns sítios, porque há médicos a mais nos outros.

Então porque não se incentivam ou motivam a ir para onde são necessários os médicos? Pois, cosmopolitismos!

Vejamos este paliativo da Dra. Ana Jorge: Os médicos que decidam trocar os centros urbanos pelo interior do país vão receber uma bolsa mensal de 750 euros, durante os anos de formação da especialidade que se seguem ao terminar do curso (internato).

Cadê os outros? Os que enchem o Hospital de Santa Maria ou o Hospital Egas Moniz, e que até têm pouco que fazer? Não há incentivos para irem para Ponte de Sôr? Porquê, Dra. Ana Jorge? Não chama a isto, o actual Governo, "mobilidade da função pública"?

Wednesday, November 25, 2009

O maior ataque ao doente da saúde

Isto é o primeiro passo para o ataque à liberdade de escolha do prestador de serviço de saúde: O Governo está a estudar a possibilidade de limitar as despesas de saúde que podem ser deduzidas em sede de IRS pelos contribuintes.

Porque não deixa o Governo, que os cidadãos escolham livremente o serviço de saúde que querem? Os que escolhem uma alternativa privada, pagando até mais dinheiro, libertam até o serviço público. Qual a razão de tentar impedir a escolha de serviço de saúde?

Se o Governo continuar por este caminho, então deveremos exigir o "opting-out", ou seja, aqueles que querem pagar exclusivamente do seu bolso os serviços de saúde, devem deixar de contribuir para o SNS. É uma questão de justiça.

SIDA: a negação da realidade

Primeiro lemos esta notícia: Portugal é apontado no relatório anual das Nações Unidas como o país da Europa Ocidental com a mais alta taxa de novas infecções com o vírus VIH. Que tem esta fonte: A informação do relatório da ONUSida e da Organização Mundial de Saúde (OMS) coloca Portugal no topo dos países com mais infecções na Europa Ocidental em 2008.

Depois, aparece a Coordenação de Portugal: a Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida desmente estes dados.

Pior, a tal Coordenação Nacional para o VIH/Sida mete-se por caminhos enviesados: A coordenação nacional garante que "não há qualquer razão para afirmar que a incidência da infecção está a aumentar em Portugal" e acusa a ONU e a OMS de terem "confundido" notificações com diagnósticos. Segundo a coordenação nacional, o documento em que a ONUSida se baseia apresenta dados sobre as infecções notificadas em 2007, "o que implica a acumulação de infecções diagnosticadas em anos anteriores" e que corresponde a um "esforço" para conhecer os casos diagnosticados anteriormente e que "são tardiamente reportados às autoridades".

Para agravar, chuta-se com a barriga: De acordo com esta tabela, entre 2004 e 2007, o número de novos casos de sida desceu consecutivamente em Portugal, passando de 1764 para 894 em 2007. No entanto, a verdade é que o último relatório do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge revela um aumento de casos em 2008: os dados do Núcleo de Vigilância Laboratorial de Doenças Infecciosas mostram que foram diagnosticados 1201 novos casos de infecção por VIH, o que corresponde a um aumento de 307 novos casos relativamente a 2007.

Nós sabemos que o poder político e administrativo é hábil na leitura de estatísticas, sobretudo quando sabem que há em Portugal um contraditório muito fraco, por parte dos media, que na maioria dos casos nem sabe do que escreve.

Custa a esta gentinha da Coordenação aceitar que Portugal tem graves problemas com o VIH/Sida, e que nem por isso o problema tem estado a ser resolvido. Custa sempre a aceitar que aquilo que aquilo que se faz, não tem resultados nenhuns que justifiquem os lugares pomposamente ostentados!

Tuesday, November 24, 2009

Simplex nos óbitos

Com o conhecimento da causa de morte de cada pessoa, podemos e devemos investigar mais e melhor, de forma a prevenir as doenças que causam muitas mortes. A relação entre câncro e tabaco, ou a relação entre o consumo de gorduras e os acidentes vasculares, entre outras, só foi possível detectar através de investigação nesta área.

Por cá, vamos tendo conhecimento que o preenchimento dos certificados de óbito é, muitas vezes, pouco profissional. Cai-se muitas vezes na situação de que "morreu por causas cardíacas", sem a necessária explicitação. Pior, em doentes que morrem por causas múltiplas, escolhe-se casualmente uma das doenças.

Naturalmente, que esta falta de profissionalismo causa estragos à sociedade, porque não se chega a ter o necessário conhecimento sobre as causas de morte de uma parte significativa da população.

Agora, vai o Ministério da Saúde iniciar o processo do "Simplex do Óbito", tendo como objectivo reduzir as "imprecisões" no preenchimento na causa dos óbitos: Certificados de óbito electrónicos, que deverão estar em vigor em meados de 2010, permitirão descobrir as causas de morte indeterminadas e mal definidas, superiores a 13 por cento.

Nós temos dúvidas que a plataforma electrónica vá diminuir o mau preenchimento da documentação. O médico que preenche mal o certificado de óbito a caneta e papel, também o fará numa qualquer plataforma electrónica.

Apesar de não pensarmos que o "Simplex do Óbito" vá resolver a irresponsabilidade no preenchimento do certificado, saudamos que o programa simplex tenha chegado aos óbitos!

Estaremos atentos ao tempo que demorará a pôr isto em prática: Para tal, foi criada "uma aplicação informática segura que o médico preencherá e enviará para as bases de dados centrais do Ministério da Saúde (Registo Nacional de Utente e Direcção Geral da Saúde) e do Ministério da Justiça (Instituto dos Registos e Notariado)".

Sunday, November 22, 2009

O gato escondido de José Sócrates

Há muito tempo, nos idos de 1979, quando o SNS foi criado, era gratuito. Depois, nos meados da década de 80, arranjou-se uma frase lapidar: "o SNS é tendencialmente gratuito" (referência ao artº 64º da Constituição da República).

Os políticos portugueses habituaram-se a falar por meias palavras e através de meias-verdades. Ou se quiserem, os políticos vivem dizendo inverdades!

Vejamos a última etapa de um SNS para os que podem, e um SNS para os outros: “Deve haver igualdade e todos devem pagar em função das possibilidades.” Sócrates recusou explicar se vai alterar o financiamento do SNS ou o pagamento das taxas moderadoras.

Que o SNS era insustentável, já nós o sabemos há muito. Mas, a classe política (relembremos que José Sócrates esteve em funções governativas durante mais de 10 anos, nos últimos 15 anos) entretém os portugueses a dizer que não. O SNS está aí para durar, dizem eles, em versão de canto gregoriano.

Não estaremos longe de um SNS pago em função do rendimento de cada um. O problema é que quem paga muito, passa a escolher serviços melhores. E aí, só irá ao SNS aqueles que não têm escolha! Pois.

Friday, November 20, 2009

New cervical cancer screening guidelines

The advice is intended to cut down on unneccesary testing and reduce the risk of harmful invasive procedures to remove non-cancerous lesions that may show up on tests but often disappear if left alone, the group said.

The new recommendations overturn previous guidance, which suggested women should be tested yearly starting within three years of their first sexual intercourse.

In addition to waiting longer for a first test, the group said women over 30 with three consecutive normal test results can wait for three years before their next Pap.

Thursday, November 19, 2009

Os hospitais portugueses são perigosos

Não é novidade que nos hospitais se ganham doenças. Dito de outra forma, há vários tipos de focos infecciosos que atacam as pessoas que estão nos hospitais (profissionais, doentes e visitantes).

O que já é novidade é isto: Quase dez em cada cem doentes (9,8 por cento) contraem infecções nos hospitais em Portugal, indicam os resultados preliminares do último inquérito de prevalência ontem divulgados no Porto por Cristina Costa, da Direcção-Geral da Saúde.

E fazendo uma comparação internacional, aquele resultado é mau: Mesmo com estes números, Portugal está dentro das médias a nível internacional, que oscilam entre os quatro e os 12 por cento. É que não sabemos quem fará parte da média internacional. Farão parte apenas os países desenvolvidos (UE-27, Japão, Canadá, EUA, Austrália e afins)? Ou também os sub-desenvolvidos (Angola, Burkinafasso, Nigéria, Butão e afins)? Se nos tivermos a comparar com todos os países do mundo, estamos próximos da média pior.

Mas, como temos sempre Coordenadores para justificar tudo, não nos surpreende que se diga isto: no inquérito realizado em Março deste ano as definições de infecção hospitalar foram actualizadas e tornaram-se mais abrangentes, o que pode justificar uma parte do incremento.

Pior, as instituições de saúde continuam a ligar muito pouco à investigação: Também o número de hospitais que respondeu quase duplicou em relação a 2003 (114, públicos e privados).

Como a investigação em saúde em Portugal tem um nível de colaboração por parte das instituições baixo, dá nisto: Em Portugal, não há dados sobre a mortalidade provocada por este grave problema de saúde pública. Mas na Europa todos os anos cerca de quatro milhões de doentes contraem infecções nos serviços de saúde e 37 mil acabam por morrer.

Parece que sempre é melhor não se saber das coisas negras!

Wednesday, November 18, 2009

Efeitos da Gripe A

Lê-se: A venda online de medicamentos falsificados contra a gripe A por parte de um gangue virtual gerou milhões de dólares de lucro, denunciou ontem a Sophos, uma empresa britânica de software de segurança.

Anda meio mundo a enganar a outra metade. Pois anda: A empresa terá interceptado centenas de milhões de sites e de anúncios farmacêuticos falsos, muitos deles a tentar vender contrafacção de medicamentos antivirais como o conhecido Tamiflu.

No entanto, há o medicamento "oficial" para retardar a doença: Este antiviral é comercializado pela Roche Holding da Suíça, sendo reconhecido como a droga de primeira linha recomendada pela Organização Mundial de Saúde para tratar e retardar a progressão dos sintomas da gripe.

Tuesday, November 17, 2009

Quando fazer uma mamografia?

For many women, getting a mammogram is already one of life's more stressful experiences. Now, women in their 40s have the added anxiety of trying to figure out if they should even be getting one at all.

A government task force said Monday that most women don't need mammograms in their 40s and should get one every two years starting at 50 - a stunning reversal and a break with the American Cancer Society's long-standing position. What's more, the panel said breast self-exams do no good, and women shouldn't be taught to do them.

For most of the past two decades, the American Cancer Society has been recommending annual mammograms beginning at 40, and it reiterated that position on Monday. "This is one screening test I recommend unequivocally, and would recommend to any woman 40 and over," the society's chief medical officer, Dr. Otis Brawley, said in a statement.

Sunday, November 15, 2009

Dengue: uma ameaça terrível II

Esta ameaça imensa está à nossa porta: A guerra que as autoridades cabo-verdianas estão a travar para erradicar a dengue pode estar perdida. Segundo o médico e parasitólogo colombiano Edwin Pile, citado ontem pelo jornal local ‘A Semana’, "Cabo Verde corre o risco de ter a dengue como doença endémica", um perigo para a saúde pública.

Há cerca de 100 mil Cabo-Verdeanos a viverem em Portugal, a que se juntam outros tantos de gerações jovens já nascidas em Portugal, mas que mantém contacto permanente com Cabo-Verde.

Não podemos pensar, num mundo global, que o problema do dengue de Cabo-Verde, é dos Cabo-Verdeanos. Vejamos de onde veio o "dengue Cabo-Verdeano": Edwin Pile explica que "o vírus veio do Brasil", país onde a doença matou até Julho 166 pessoas. Trata-se de um tipo de mosquito que sempre esteve associado a epidemias por causa da sua constante e rápida taxa de evolução. "É o que está a acontecer em Cabo Verde, onde a epidemia vai passar para endemia, ou seja, nas próximas temporadas vão surgir casos porque não se vai conseguir, de maneira nenhuma, erradicar a doença", refere o especialista.

Por cá, fala-se da Gripe A.

Post Scriptum: não queremos deixar qualquer mensagem, ainda que subliminar, contra a presença de Cabo-Verdeanos em Portugal. Antes pelo contrário, a sua presença em Portugal tem uma história, e já faz parte de Portugal.

Friday, November 13, 2009

Cuidado com os hipocondríacos!

A doença dos porcos, também conhecida por Swine flu ou por Gripe A, ou ainda por, H1N1, faz parte da agenda mediática, sabe-se lá porquê!

Vejamos este caso de um patrão dos EUA que aproveita a onda do H1N1, para tirar partido da situação: Last week, my son's school was closed down because of an H1N1 outbreak there. A colleague's daughter also attends that school. Neither child has any flu symptoms, luckily. My colleague and I are also symptom-free. I'm assuming that if we were going to get sick, we already would have, since the incubation period is past.

Mas, o referido patrão dos EUA, segue os conselhos da OMS, do Dr. George e da Dra. Jorge, e não cede perante o "monstro da gripe suína": Nevertheless, my crazy boss sent my colleague and me home on "indefinite leave." When we asked why, he said he was doing it "as a precaution." Both my banished coworker and I are out of sick days now, so we're losing pay for no good reason. Is this legal?

Pois é, às vezes dá jeito a alguém, criarem-se bolhas mediáticas!

Thursday, November 12, 2009

As novidades da Farmácia

Chegou o novo Bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, Carlos Maurício Barbosa.

Cada um que chega de novo, quer logo marcar agenda: 1) criação de um seguro de responsabilidade civil que faça a cobertura dos riscos inerentes à actividade daqueles profissionais nas diversas áreas; 2) Outra proposta garantida do bastonário para a ministra da Saúde visa pôr fim à expansão das farmácias nos hospitais; 3) o bastonário vê "com toda a naturalidade" que alguns medicamentos de dispensa restrita dentro dos hospitais passem a estar à venda nas farmácias. É o caso de produtos para doenças oncológicas ou a sida.

Senhor Bastonário, welcome to the real world.

Tuesday, November 10, 2009

Dengue: uma ameaça terrível

A Gripe A pode ser perigosa. A Gripe A pode ser ameaçadora. Mas, o Dengue é terrivelmente ameaçador. Está a atacar os Cabo-Verdeanos: Sobe para 12 001 os casos suspeitos de dengue em Cabo Verde, doença que já matou seis pessoas. Segundo os últimos dados do Ministério da Saúde há também 76 doentes com febre hemorrágica. Segunda-feira registaram-se 656 casos suspeitos de dengue e 11 de febre hemorrágica.

Não ganhamos nada com a criação de pânico. Mas, também ganhamos pouco, com atitudes que revelam perigos relevantes, quando eles afinal não são assim tão assustadores, como o fazem diversas autoridades de saúde pública em Portugal e noutros países desenvolvidos, no que se refere à Gripe A.

Isto sim, assusta: Pela primeira vez, a República de Cabo Verde depara-se com um surto de dengue que representa uma séria ameaça à saúde da população cabo-verdiana.

Sunday, November 08, 2009

Taxas "moderadoras" à beira da extinção

Apesar dos "ziguezagues" evidentes dos actuais detentores políticos: Depois de ter chumbado a revogação das polémicas taxas moderadoras no internamento e na cirurgia de ambulatório no início deste ano, o Executivo prepara-se agora para suprimir estes pagamentos.

É positivo acabar com algo que fazia pouco sentido. E pelas seguintes razões: 1) à partida estavam isentos do pagamento das taxas moderadoras de internamento e de urgência, quase metade dos portugueses (pensões mínimas, desempregados, rendimentos mínimos, etc.); 2) da restante metade de portugueses, uma parte significativa não pagava as referidas taxas, por incapacidade administrativa dos hospitais e por desrespeito pela obrigação imposta pela Lei.

Claro que o SNS é insustentável, sob ponto de vista económico e financeiro, mas não é com medidas paliativas de pagamento de serviços simbólicos que se vai controlar o "monstro"! Depois, a taxa moderadora deve ser para "moderar" consumos! Mas, moderar as idas às urgências dos hospitais? A não ser que se pense que ir ao hospital pode ser um "passatempo"!

Claro que a actuação do actual Governo não tem motivação na racionalidade dos argumentos, mas antes é apenas uma táctica política: o PS deixou então a promessa de rever estes pagamentos na legislatura seguinte (a actual). Uma intenção que não foi transposta para o programa eleitoral. Já a oposição deu mostras de que o assunto não ficaria na gaveta: o Bloco de Esquerda já anunciou a apresentação, na AR, de um projecto de lei para revogar as duas taxas moderadoras.

Saturday, November 07, 2009

O sonho de George e Jorge

An employee of the Saudi Arabian Health Ministry, right, is administered a swine flu vaccine during the launch of a swine flu vaccine campaign in Riyadh, Saudi Arabia, Saturday, Nov. 7, 2009.

Saudi Arabia's health minister said Saturday the kingdom will not ban anyone considered high risk for swine flu from performing the hajj pilgrimage this year.

Thursday, November 05, 2009

A dependência da droga

Tal como o alcool, o tabaco ou o jogo, a droga causa vício. Por variadas razões, o consumo de droga é crescente e intemporal. Associado à droga está também muito crime económico, nomeadamente relacionado com braqueamento de capitais.

Há quem advogue a liberalização do consumo de drogas, tendo como objectivo eliminar os incentivos económicos associados ao tráfico ilegal de droga. Qualquer coisa que assenta no exemplo da Lei Seca, nos idos de 1920 e 1930, nos EUA.

Vai-se lendo em alguma imprensa internacional, que Portugal é um bom caso, no que toca ao tratamento da questão da redução dos impactos do consumo de droga, porque há alguns anos saiu uma legislação que liberalizou parcialmente o consumo de algumas drogas chamadas "leves"!

Há sempre a leitura do "copo vazio" e do "copo cheio", relativamente às estatísticas que resultam de alguma análise de dados. Vejamos o que se tem passado em Portugal, segundo o Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência:

1. Portugal continua entre os países da União Europeia que lideram a tabela quanto a consumidores de droga infectados com HIV, embora se tenha verifica um ligeiro decréscimo dos casos.
2. Em 2007, Portugal registou 670 casos novos de HIV sida entre os consumidores de droga injectada. Apesar deste número ter diminuído ligeiramente em relação a 2006, não foi o suficiente para Portugal deixar de ser um dos piores países da União Europeia.
3. Portugal está, juntamente com Espanha, Itália e França, entre os países com maior taxa de mortalidade entre os consumidores que se injectam.
4. Portugal é ainda apontado como uma das portas de entrada da cocaína da Europa, embora a Espanha continue a ser o país que mais intercepta esta droga.
5. "Os padrões de policonsumo de drogas são a norma e o consumo combinado de diversas substâncias é responsável pela maioria dos problemas ou complica-as", conclui o OEDT no relatório.
6. Observatório Europeu da Droga e Toxicodependência considera que o modelo legal português de descriminalização do consumo de drogas não contribuiu para o aumento do consumo.
7. "Este programa está a funcionar há oito anos e os receios iniciais de que essa abordagem suscitasse um aumento do turismo da droga ou aumentasse os níveis de consumo não parecem ser confirmados pelos dados disponíveis", afirma o Observatório.

Apesar de gostarmos de uma forma liberal de vida, não somos daqueles que advogam que se deve encontrar um "pacotinho" no supermercado mais próximo! A ser assim, o Estado até cobrava mais IVA.

Nem nos revemos nos que afirmam que sociedade ancestrais, como a dos Incas, eram inteligentes e organizadas, e faziam do consumo da folha da coca um hábito.

Wednesday, November 04, 2009

Há médicos a mais em Portugal

A versão das Corporações é de que há médicos a menos em Portugal. Basta ver o rácio do número de médicos por 1.000 habitantes, e fácilmente se verifica que Portugal não tem um rácio mais baixo do que, por exemplo, a Finlândia! Relembre-se que a Finlândia não é própriamente um país com má qualidade de serviços de saúde.

No entanto, há doentes que têm que ir para Cuba fazer cirurgias oculares. Há médicos a actuar em Portugal, provenientes de Cuba, de Espanha, da Ucrânia, dos PALOP's, etc.

Depois, há mais estes, que pagam do seu bolso, o curso no estrangeiro, mas querem o "lugarzinho" garantido: Os estudantes de Medicina no estrangeiro lamentam que a ministra da Saúde nada tenha feito, dez meses depois, quanto à promessa de que estes alunos podiam acabar o curso em Portugal.

Portugal é uma festa! Para além do cozido à portuguesa, há pastéis de nata, bom vinho e muito Sol. Já agora, os Hospitais de Lisboa, Porto e Coimbra, estão cheios de médicos, que por acaso poderiam ser úteis em Sátão, Monsaraz ou em Alcoutim!

Tuesday, November 03, 2009

Almost 50% Of 11-16 Year-Old Girls Dieting

The researchers found a watershed after the age of 10 when it came to appearance. Among seven to 11-year-olds, 2% were unhappy with their appearance but this rose to 11% of 11 to 16-year-olds.

Cheryl Cole is by far the most popular female role model among 11 to 16-year-olds. Half as many girls in this group chose model Katie Price, aka Jordan, and fewer than one in 10 favoured America's First Lady Michelle Obama or Olympic athletes Kelly Holmes and Rebecca Adlington.

Sunday, November 01, 2009

A partidocracia do Ministério da Saúde


No início de 2005, o Professor Correia de Campos era Ministro da Saúde, tendo como principal activo, o facto de pertencer à Escola Nacional de Saúde Pública. Da sua equipa, faziam parte dois técnicos relacionados com a saúde: o Dr. Francisco Ramos, também oriundo da Escola Nacional de Saúde Pública, e a Dra. Carmen Pignatelli, oriunda do Programa Saúde XXI.


Com a saída do Professor Correia de Campos, veio o Dr. Manuel Pizarro com a Dra. Ana Jorge. O que tinham ambos em comum? O facto de serem médicos! Longe vão os tempos em que o facto de apenas se ser médico era razão suficiente para se ser Ministro da Saúde. Contudo, para quem gosta de olhar para a escassez dos recursos que existem na saúde, ficou a satisfação com a manutenção do Dr. Francisco Ramos. Pelo menos, ficou um pequeno "aval" de que as Corporações ávidas da saúde, teriam alguém que os tentaria colocar na linha!

Agora, o Dr. Francisco Ramos regressa à Escola Nacional de Saúde Pública. E quem o substitui? Este Senhor: o estreante Óscar Gaspar, vindo directamente do gabinete do primeiro-ministro.

Em resumo: em 2005, o Ministério da Saúde era constituído por 3 responsáveis com passado profissional na área da saúde; em 2009, o Ministério da Saúde é constituído por 2 médicos e por um ex-assessor do Primeiro Ministro.

Não se avistam melhorias para os contribuintes no Ministério da Saúde. Avista-se um descontrolo económico-financeiro no Ministério da Saúde, o que será sempre uma excelente notícia para as tais Corporações!

Friday, October 30, 2009

Getting enough sleep?


Fonte: aqui.




Thursday, October 29, 2009

Negócios

A saúde é um negócio. Ou a saúde não tem preço. Ou com a saúde não se brinca. Ou ainda, a saúde não tem valor.

Bem, sem teias ideológicas, a saúde tem que se pagar. Pois de outra forma, os medicamentos seriam feitos por bons samaritanos, os médicos trabalhavam de borla, os administradores hospitalares funcionavam em regime de voluntariado, e por aí fora.

A realidade é outra, e quem não a perceber, está tramado: O volume de negócios dos hospitais privados deverá ultrapassar os 700 milhões de euros este ano e atingir os 1.200 milhões de euros nos próximos dois a três anos, segundo Teófilo Leite, presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP).

Bem, mas o que são 1.200 milhões de euros? O Modelo-Continente factura anualmente 5 vezes este valor. Contudo, se levarmos em conta o crescimento dos últimos anos e o potencial que aí está, o negócio dos hospitais vai ser ainda mais apetitoso: estão já concretizados ou em fase de concretização mais 25 novas unidades de saúde privadas em todo o País. Estas novas unidades representam um investimento global de 500 milhões de euros e deverão gerar nos próximos anos um volume anual de negócios de 525 milhões de euros.

Wednesday, October 28, 2009

Vacinas em refugo?

Será isto verdade, Dr. George e Dra. Jorge: A vacina que está a ser usada em Portugal contra a gripe A não foi aprovada pelos Estados Unidos por conter substâncias na sua composição que podem alegadamente causar danos à saúde dos que a tomam?

Será que a vacina comprada pelo Ministério da Saúde, tem mesmo defeito? Parece que sim: a vacina escolhida pela Agência Europeia do Medicamento para ser usada em todos os Estados membros, é a Pandemrix. No entanto, nos EUA, a Pandemrix não foi aprovada porque contém uma substância, o escaleno, que alegadamente provoca a alteração do sistema imunitário.

Lá teremos que voltar aos "folhetins diários do Dr. George e Dra. Jorge".

Se a Dra. Jorge e o Dr. George não tivessem transformado um problema de saúde pública, numa pandemia, estes assuntos não estariam a ter este tipo de impacto.

Voodoo

Será isto ciência, Voodoo ou negócio "puro e duro": Um novo medicamento contra a gripe A está a ser estudado. O fármaco chama-se Peramivir® e está em testes de aprovação mas já recebeu uma autorização de emergência. Os médicos podem utilizar o Peramivir® nos casos de doentes confirmados com a nova gripe e que não estão a responder ao Tamiflu® ou que não podem tomar o remédio por via oral. O Peramivir® funciona como o Tamiflu®: inibe a enzima que faz com que o H1N1 chegue a todo o corpo.

Monday, October 26, 2009

Medicamentos: o grande bolo III

Acertar na gestão futura é tão possível como acertar no "euromilhões". Contudo, a gestão tem que ser encarada como algo que é executado por pessoas profissionais e fundamentalmente, sérias. Se a gestão está entregue a aprendizes de feiticeiros e a pessoas que têm outros objectivos que não a melhoria das organizações onde estão, dá nisto: Os gastos dos hospitais com medicamentos subiram 7,4 por cento nos primeiros oito meses do ano, face ao período homólogo, para 304 milhões de euros, referem os dados publicados pelo Infarmed sobre Agosto.

Pior ainda, isto: Os gastos do Estado com os medicamentos vendidos nas farmácias subiram 7,6 por cento em Setembro, face ao mesmo mês de 2008, para 138 milhões de euros, referem os dados do Infarmed.

Quando o Estado, que somos todos, os que pagam as contribuições e impostos, prega a retribuição com base na prosecução de objectivos, e o Estado, representado por representantes políticos, não se preocupa com a definição e responsabilização do cumprimento dos mesmos, então os contribuintes têm que se queixar, pois vão pagar, tarde ou cedo, a falta de rigor e de profissionalismo de quem gere os interesses do Estado!

Post Scriptum: com todos os defeitos que tem, o Professor Correia de Campos conseguiu conter o despesismo dos medicamentos. A Dra. Ana Jorge cuida bem da Gripe Suína.

Sunday, October 25, 2009

Swine flu IV


The H-1-N-1 vaccine has only been offered to health care workers and other at-risk groups so far. It should also be available to the general public starting next month.

Thursday, October 22, 2009

O que é isto?

Estaremos a ler bem: O presidente do Infarmed, Vasco Maria, admitiu à Lusa ter «grandes dúvidas» sobre os gastos dos hospitais com medicamentos, uma vez que os dados enviados ao Infarmed chegam atrasados e representam menos de 50 por cento do total.

Como? O Presidente da entidade reguladora do medicamento não acredita na informação reportada pelos Hospitais públicos, que por acaso também são tutelados pelo Ministério da Saúde, da Dra. Ana Jorge, tal como o Infarmed?

Parece que sim: «Os dados que publicámos nos últimos relatórios representam menos de 50 por cento do mercado», afirmou Vasco Maria.

Parece irrelevante, mas a factura dos medicamentos na Gestão Hospitalar não é dispicienda! Será a contabilidade criativa do Ministério da Saúde para esconder alguns "buracos"?

HIV vaccine: doubts over trial

Just a few weeks ago, some scientists thought they were one step closer to finding a vaccine for HIV/Aids.

In the large-scale trial in Thailand, a combination of vaccines seemed to give volunteers a protective effect of 31%. However, new data, being published at a conference in Paris, is believed to question that assertion.

Tuesday, October 20, 2009

Investigação em saúde


O presidente da Comissão Executiva do estabelecimento, Hugo Meireles, disse que estão já acertados, entre o Hospital e a Escola de Ciências da Saúde da Universidade, os termos do protocolo que criará o Centro, a curto prazo. 'O Centro vai conjugar tudo o que se faz na Universidade em termos de investigação com a prática clínica do novo Hospital, que começa a funcionar em Maio de 2011', adiantou, frisando que, 'embora pareça brincadeira, a nova estrutura pode vir a produzir os novos prémios Nobel da medicina portuguesa'.

O gestor hospitalar representa a empresa Escala Braga, do Grupo Mello Saúde que começou a gerir o Hospital em Setembro, no quadro do contrato de parceria-público-privada assinado com o Estado para a construção - já em curso - do novo Hospital Central da cidade.

Sunday, October 18, 2009

A responsabilidade tem custos

É muito bonito andar para aí a falar em "responsabilidade social". Vende jornais. Vende seminários e conferências. O problema relaciona-se com a prática da responsabilidade. Nada é mais duro e efectivo do que assumir a responsabilidade quando ela tem que ser assumida.

Tudo isto a propósito desta notícia: Os administradores hospitalares receberam na última semana um despacho recente do Secretário de Estado do Tesouro e Finanças que, segundo eles, poderá obrigá-los a suportar custos de seguros ou cauções para cobertura de riscos de gestão que afectem os doentes.

Ora bem, o Senhor Secretário de Estado do Tesouro e das Finanças, apesar de paternalista, assumiu a decisão correcta. Ou seja, qualquer pessoa que desempenhe um cargo que envolva responsabilidade sobre terceiros, deverá preparar-se para a eventualidade de vir a ser condenado por más práticas, e por isso, vir a ressarcir terceiros por danos causados.

Só que, as pessoas gostam de ter o estatuto, as regalias e mordomias, mas não gostam de assumir as responsabilidades negativas! Pois é, o bolo doce é sempre bom. Aquele que é mais ácido, corrói sempre mais.

O argumento da corporação dos administradores hospitalares do Estado é de que estes não gostam de pagar do seu bolso um seguro de responsabilidade civil! Que topete, Senhores Administradores. E alguns dos seus argumentos são risíveis:
  • Os gestores já sentiam a necessidade de estar protegidos por seguradoras, tal como já acontece nas empresas privadas. Só que os custos destes seguros poderiam ser muito elevados, dados os riscos que a actividade hospitalar implica.
  • O problema é que o administradores acham que devem ser os hospitais a pagar o prémio de seguro ou uma caução para efeitos de indemnização. E não eles próprios, como parece depreender-se do despacho do Governo.
  • "A medida é muito importante numa altura em que cada vez mais as administrações dos hospitais são responsabilizadas em tribunal por actos praticados nas instituição que gerem e em que os utentes estão cada vez mais conscientes do seu direito de reclamar", explicou ao DN Pedro Lopes, o presidente da Associação dos Administradores Hospitalares
  • são os gestores a suportar estes custos", diz Pedro Lopes, garantindo que "isso não será possível", até porque "quando os gestores foram contratados não lhes foi colocada essa questão"
  • Para Adalberto Fernandes, presidente do conselho de administração do Santa Maria, o seguro "é um princípio de bom governo e responsabilidade , previsto no código das Sociedades Comerciais e que deve estender-se ao sector empresarial do Estado". Mas acrescenta que ainda não se sabe como poderá ser aplicado, até porque, alerta, os hospitais tem especificidades.

Porque é que será que cada sector tem mais especificidades do que outros? Será o sector hospitalar mais exigente do que o sector judicial? Ou será mais exigente do que o sector financeiro ou de que o sector da restauração? Umbigos...

Tanta desculpa, só porque os doentes estão a acordar para os direitos que têm. Nomeadamente, quando são mal tratados e objecto de incúria ou negligência.

Post Scriptum: o paternalismo do Senhor Secretário de Estado ajuda os Administradores Hospitalares, pois perante uma eventual penalização em Tribunal, lá teríamos a ladaínha de que estes Senhores não tinham bens pessoais para fazerem face a uma choruda indemnização.

Friday, October 16, 2009

A cotação elevada da depressão

Globalização. Flexibilidade. Mudança. Geradores de ansiedade. Geradores de depressão.

Juntam-se: indústria farmacêutica perita em marketing agressivo, médicos prescritores ambiciosos e sobre pressão, e doentes cada vez mais exigentes.

Estamos perante a maior doença do século XXI: a doença mental.

Vejamos as consequências: O consumo de psicofármacos subiu 36,6 por cento em cinco anos e só em 2008 foram vendidos quase 28 milhões de embalagens, que custaram mais de 372 milhões de euros, segundo dados do Infarmed.

Isto é aterrador: em média, cada mil habitantes consumiram diariamente 152,1 medicamentos ansiolíticos, hipnóticos, sedativos e antidepressivos, enquanto em 2002 esse consumo era de 115,6 medicamentos, bem longe do melhor valor da União Europeia em 2006 (42,3).

Portugal está em estado comatoso.

Post Scriptum: para a Ministra da Gripe A, esta é uma realidade irrelevante!

Thursday, October 15, 2009

Memory loss woman wins £4m payout


Cristina Malcolm from Durham collapsed with a headache in 2002 but was diagnosed with a virus, and later suffered a more serious haemorrhage. The 41-year-old now needs round-the-clock care from husband Sandy.

Two hospital trusts and her then-GP, Dr James Harrison, have apologised for the failings. After the second haemorrhage, Mrs Malcolm was rushed to Newcastle General Hospital where she underwent life-saving surgery to remove half a litre of blood from her brain.

She was left permanently brain-damaged and unable to remember anything for more than 10 minutes. Mr Malcolm, who describes his wife as being like "a 10-year-old child with Alzheimer's", said the couple had to abandon their dream of having children.

He launched a compensation claim for gross clinical negligence against Dr Harrison of Chevely Park Medical Centre in Durham, Durham and Darlington Acute Hospitals NHS Trust, and Newcastle upon Tyne Hospitals NHS Trust.

Não se trata da Gripe A

Esta notícia passa despercebida: «É trágico constatar que a diarreia mata 1,5 milhões de crianças por ano, segundo as estimativas», afirmou Ann Veneman, directora-geral da Unicef.

Irrelevante? Para nós, não. Ou será que há doenças importantes, dos países ricos e doenças irrelevantes, dos países pobres?

Isto não causa preocupação: Quase uma em cada cinco mortes de crianças é causada por diarreia, que ceifa anualmente mais vidas no mundo do que a sida, a malária e o sarampo juntos.

Tal como a Rainha Maria Antonieta: "se não têm pão, comam brioche".

Tuesday, October 13, 2009

Reforma da reforma oral


The British Dental Association said while hospitals and GPs had largely solved access problems, the issue was still dogging dentistry in England. A report by the union said there was so little information available on local people that they did not know who they needed to focus their efforts on.

NHS dentistry has been a long-running problem for the government. Ministers sought to improve access by introducing a new contract in 2006 to entice more dentists into NHS work - unlike GPs they have significant portfolios of private patients.

But it made little impact. In fact, in the two years immediately following the start of the new system 1m fewer patients saw an NHS dentist. The government has already agreed to another reform of the system after commissioning a review of dentistry by independent experts.

Monday, October 12, 2009

O caminho para a eutanásia?

As causas fracturantes são mais mediatizáveis pela via negativa: 1) o aborto ilimitado, numa sociedade com baixa taxa de natalidade e com múltiplos instrumentos existentes que possibilitam a contracepção; 2) o testamento vital ou a eutanásia, numa sociedade que tem horror aos velhos, arrumados em lares ou em hospitais.

Há, no entanto, sempre alguém que não tem medo de mexer nas "vacas sagradas": A presidente da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP), Isabel Galriça Neto, lamentou hoje que o governo ainda não tenha apresentado um plano nacional de cuidados paliativos que estava previsto desde finais de 2008.

E que atinja de modo cirúrgico as inverdades oficiais: é mais importante haver maior qualidade nos serviços prestados, através de recursos humanos devidamente preparados, do que anunciar mais camas.

Saturday, October 10, 2009

SNS em acentuada degradação IV

No início, o SNS era gratuito. A partir da alteração da Lei de Bases da Saúde, do tempo da Dra. Leonor Beleza, o SNS passou a ser tendencialmente gratuito. Entretanto, os gastos com a saúde dispararam, e representam já mais de 10% do PIB de Portugal. O barco vai no pior caminho, o da privatização do SNS, ou se quisermos, o da "saúde a 2 velocidades": os que têm recursos terão uma saúde satisfatória, os que não têm recursos, aguentarão por aquilo que lhe derem!

As dívidas do SNS são um tema permanente. Já não há surpresas. Vejamos o que aqui nos dizem: A dívida dos hospitais do Sector Empresarial do Estado (SEE) cresceu de forma abrupta no segundo trimestre de 2009, atingindo já os 735 milhões de euros.

Contudo, os hospitais EPE pagaram as dívidas através de uma injecção de capital por parte do Estado, ao estilo da "engenharia financeira" à moda de Wall Street: A ‘nuance' contabilística é, assim, óbvia: por um lado, as dívidas a fornecedores, que não apareciam na rubrica "dívidas remuneradas", são pagas; por outro lado, este pagamento é feito com recurso a empréstimos contraídos junto do Fundo - que, por renderem juros, aparecem, estes sim, como "dívidas remuneradas". Actualmente, estas dívidas representam cerca de 13,6% do total dos activos dos hospitais EPE.

Ainda há quem pense que não vêm aí aumentos de impostos! Só para quem ainda acredita no Pai Natal.

Friday, October 09, 2009

Tuberculose: a batalha continua

Enquanto o aparato mediático do Ministério da Saúde se entretém com a Gripe A, a tuberculose ainda não está domada: A incidência da tuberculose em Portugal continua a baixar sustentadamente, embora o país continue a ter, juntamente com a Espanha, a mais elevada taxa da União Europeia.

Para mal dos nossos pecados, arranjam-se sempre algumas desculpas, em vez de soluções que tragam melhores resultados: Ramalho de Almeida considera que esta situação se deve ao facto de «em Portugal a tuberculose ter começado a ser controlada mais tarde do que na generalidade dos restantes países da União Europeia».

Thursday, October 08, 2009

Cocaine addiction vaccine shows early promise

A widely reported experimental vaccine used to counteract coke addiction showed strong results - at least initially. But, as the medical news syndicate HealthDay now reports, it lost its effectiveness after a few months.

Thirty-eight percent of the study’s participants developed enough antibodies to curb their cocaine use. But after two months, the effects tapered off, reports Healthday.

The study’s findings are published in the October issue of the Archives of General Psychiatry, which also reports that cocaine addiction affects 2.5 million people nationally, only 809,000 of whom are being treated.

Monday, October 05, 2009

Porque será?

A pandemia da moda que dá pelo nome de Gripe A ou ainda conhecida por H1N1, parece que só tem impacto pelos fait-divers. Antes assim!

Agora, são alguns dos mais importantes grupos de profissionais de saúde que se recusam a ser objecto da vacina:
  • Os profissionais de saúde estão incluídos no primeiro grupo de risco prioritário para a vacinação contra o vírus da gripe A (H1N1), mas há muitos médicos e enfermeiros renitentes em ser vacinados.
  • Pilar Vicente, médica nos hospitais civis de Lisboa e dirigente do Sindicato dos Médicos da Zona Sul, garante que "a maior parte" dos médicos não quer ser vacinada e que até têm sido "desaconselhados por grande parte dos colegas que trabalham na área do medicamento".

E porquê?

  • A "desconfiança" dos médicos assenta no facto de a vacina ter sido concebida "à pressa" e na convicção de que "não foram corridos todos os passos e realizados todos os testes que são habituais na experimentação e na confirmação da sua segurança".
  • A médica diz, inclusive, que já foram publicados em revistas médicas inglesas (cita o New England Journal of Medicine) artigos que dão conta de efeitos adversos relacionados com perturbações neurológicas e alterações do sistema nervoso periférico e central para justificar as "fortes desconfianças" da comunidade médica em relação à vacina.

Já aqui manifestamos as nossas dúvidas relativamente à seriedade desta campanha, que apesar de ser promovida pela OMS, organismo da ONU, parece não ter muito impacto em muitos países, por esse mundo fora.

Para nosso mal, parece que a gripe sazonal fará estragos bem maiores do que a Gripe suína!

Prémio Nobel da Medicina 2009

Americans Elizabeth H. Blackburn, Carol W. Greider and Jack W. Szostak won the 2009 Nobel Prize in medicine on Monday for discovering a key mechanism in the genetic operations of cells, an insight that has inspired new lines of research into cancer.

The trio solved the mystery of how chromosomes, the rod-like structures that carry DNA, protect themselves from degrading when cells divide.

The Nobel citation said the laureates found the solution in the ends of the chromosomes — features called telomeres that are often compared to the plastic tips at the end of shoe laces that keep those laces from unraveling.

Sunday, October 04, 2009

la objeción para no vender la píldora abortiva

La primera semana de libre dispensación de la píldora postcoital, también conocida como «del día después», en las farmacias se ha desarrollado entre la falta de información oficial a los usuarios y con las primeras adhesiones a la objeción de conciencia por parte de algunas boticas cordobesas.

Entre las cuestiones básicas que explicarán en las boticas se encuentra que la píldora no es un medicamento que se pueda tomar habitualmente y que se siga usando el preservativo en las relaciones.

Asimismo, el Colegio cordobés ha instado a las farmacias de la provincia a que no vendan más de una caja por cliente, ya que podría darse el caso de que alguien pida varias con otros fines que no son los adecuados. Pese a todo, la ausencia de un registro informático de los compradores posibilita que quien lo desee adquiera varias píldoras en distintas farmacias que desconozcan que otras ya se la han facilitado recientemente.

Friday, October 02, 2009

"A culpa não pode morrer solteira"

"A culpa não pode morrer solteira", é assim que pensa um dos doentes objecto de cirurgia oftalmológica do Hospital de Santa Maria, e que perdeu a visão dos dois olhos e que ainda continua internado.

Ao contrário do que se vai escrevendo por aí, isto não se trata de "caça às bruxas", mas antes de um acto de justiça. Bem sabemos que errar é humano. Mas, o Hospital com todos os seus responsáveis e com todos os seus recursos, tem por obrigação não se deixar cair nestas situações: PJ concluiu que houve falhas na farmácia hospitalar e que dois funcionários podem ser responsabilizados.

É que, independentemente da actuação individual dos profissionais de saúde, há a responsabilidade organizacional do Hospital de Santa Maria, tal como aqui se acentua: "O hospital tem sempre responsabilidade porque viemos aqui para sermos tratados", defende Walter Bom, o único dos seis doentes que perdeu a visão dos dois olhos e que ainda continua internado.

E a responsabilidade do Hospital de Santa Maria não pode ser apenas suportada pelo Contribuinte.