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Monday, February 27, 2012

O calote não compensa

Por vezes, ficamos espantados porque ficarão alguns credores tanto tempo à espera do pagamento dos devedores. A razão pode ter vários contornos. Um passado decente do devedor. A importância do devedor para o credor.

No entanto, somos dos que acreditam que chegará uma altura em que o credor se cansa: A Roche Farmacêutica suspendeu hoje o pagamento a crédito a 23 hospitais públicos com dívidas há mais de 500 dias.

A Roche poderá estar ainda na fase de forçar o devedor a curvar-se. Mas, sendo a Roche suíça, rapidamente passará à fase de abandono de Portugal. Depois da saída, entre outras multinacionais, da Shell, do Carrefour, ou da Vitória Seguros, mais multinacionais que ainda actuam em Portugal, aproveitarão para sair.


Gente séria, não gosta de lidar com gente escorregadia: No caso destes 23 hospitais, apresentam "dívidas acumuladas há mais de 500 dias, chegando mesmo em alguns casos a superar os 1.000 dias, em claro incumprimento do prazo de pagamento de 60 dias, acordado contratualmente por ambas as partes".

Sunday, November 20, 2011

Portugal de joelhos

De 3 em 3 meses, Portugal é objecto de avaliação por parte dos seus credores, mais conhecidos como Tróika. Ou seja, formalmente, Portugal tem um Presidente da República, um Parlamento eleito e um governo executivo. Na prática, Portugal é dirigido pelos funcionários da UE, BCE e FMI. Ou seja, os poderes democráticos, associados ao poder financeiro nacional, já não mandam em Portugal.

Noutros domínios se verifica a diminuição de Portugal no cenário internacional, sendo este só mais um pequeno detalhe de completa incúria dos interesses de Portugal: A farmacêutica Roche anunciou hoje que vai alterar a sua política de crédito, a partir de dezembro, junto de cinco hospitais portugueses com dívidas acumuladas há mais de 750 dias.

Prazos de pagamento de 750 dias? Como? Portugal está de joelhos, não por causa da Tróika, mas por culpa própria. O que os suíços da Roche estão a afirmar na cena internacional é que Portugal não é um país honrado, nem um país em quem se pode confiar. E se não se pode confiar, não se pode fiar.

Coitados dos portugueses que estejam doentes, e precisem dos medicamentos da Roche, pois a partir de agora, essa farmacêutica vai restringir o acesso dos seus medicamentos em Portugal. Por agora em 5 hospitais. Daqui a pouco tempo, a todos os hospitais.

Portugal não se consegue corrigir.

Sunday, September 18, 2011

A irresponsabilidade limitada

Já aqui tínhamos escrito, que tarde ou cedo, a poderosa Indústria farmacêutica imporia a sua força perante um Estado português em falência económica e financeira, e sem alma e definição.

Depois de sucessivamente, o Ministério da Saúde ter ignorado os prazos de pagamento dos medicamentos, a Indústria farmacêutica, bem mais poderosa do que o soçobrante Estado português, acabaria por reagir. Aí estão os suíços da Roche: O presidente da farmacêutica Roche, numa entrevista hoje do presidente ao Wall Street Journal, anunciou ter suspendido a entrega de alguns medicamentos, incluindo para tratamento de cancro, aos hospitais públicos gregos com elevadas dívidas à empresa e precisou que esta medida pode vir a ser aplicada em Portugal, Espanha e Itália, pelas mesmas razões.

Gostaríamos de poder ouvir os comentários do sempre tonitruante Prof. Correia de Campos.

Wednesday, November 18, 2009

Efeitos da Gripe A

Lê-se: A venda online de medicamentos falsificados contra a gripe A por parte de um gangue virtual gerou milhões de dólares de lucro, denunciou ontem a Sophos, uma empresa britânica de software de segurança.

Anda meio mundo a enganar a outra metade. Pois anda: A empresa terá interceptado centenas de milhões de sites e de anúncios farmacêuticos falsos, muitos deles a tentar vender contrafacção de medicamentos antivirais como o conhecido Tamiflu.

No entanto, há o medicamento "oficial" para retardar a doença: Este antiviral é comercializado pela Roche Holding da Suíça, sendo reconhecido como a droga de primeira linha recomendada pela Organização Mundial de Saúde para tratar e retardar a progressão dos sintomas da gripe.