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Saturday, June 26, 2010

Já se esperava II

Há muito que se percebia que "gestão" é palavra amaldiçoada no Ministério da Saúde. Aliás, até é provável que seja desconhecida, por lá. Ou talvez não, o que se foi fazendo no Ministério da Saúde, foi a "gestão" de interesses de vários lobbies: a sacrossanta corporação médica, o lobby retalhista farmacêutico, o colaboracionismo entre médicos e Laboratórios, o funcionalismo centralista do Ministério da Saúde (aqueles órgãos inúteis, do Alto-Comissariado, até à Direcção Geral de Saúde), etc.

Agora, os isentados que paguem a crise: Pelo menos 1,3 milhões de pensionistas que recebem apoios do Estado na comparticipação de medicamentos e que estão isentos das taxas moderadoras estão em risco de perder estas ajudas a partir de 1 de Agosto, quando entrar em vigor a lei que aperta o acesso aos apoios sociais.

Mas, esta medida, que ajudava com toda a certeza a uma diminuição com a despesa dos medicamentos não interessa à Dra. Jorge: O CDS/PP propôs ao Parlamento a obrigatoriedade da prescrição por substância activa.

E porquê? Porque prefere proteger o seu lobby médico-laboratorial: A ministra da Saúde pede aos médicos para avaliarem a situação económica dos doentes ao receitarem medicamentos. Na altura, a ministra da Saúde mostrou-se contra a obrigatoriedade de subscrição do medicamento por substância activa proposta mais uma vez pelo CDS-PP.

Post Scriptum: nós até somos dos que não nos importávamos da futura existência de um sistema opting-out, mas com a contrapartida efectiva de redução de impostos.

Wednesday, November 25, 2009

O maior ataque ao doente da saúde

Isto é o primeiro passo para o ataque à liberdade de escolha do prestador de serviço de saúde: O Governo está a estudar a possibilidade de limitar as despesas de saúde que podem ser deduzidas em sede de IRS pelos contribuintes.

Porque não deixa o Governo, que os cidadãos escolham livremente o serviço de saúde que querem? Os que escolhem uma alternativa privada, pagando até mais dinheiro, libertam até o serviço público. Qual a razão de tentar impedir a escolha de serviço de saúde?

Se o Governo continuar por este caminho, então deveremos exigir o "opting-out", ou seja, aqueles que querem pagar exclusivamente do seu bolso os serviços de saúde, devem deixar de contribuir para o SNS. É uma questão de justiça.