Saturday, June 16, 2012

Deja vu

Há bastantes anos que se antevia a decadência e até a morte do chamado Serviço Nacional de Saúde. Desleixe no controlo de pessoal. Acumulação de pessoal a mais. Angariação sucessiva de outsourcings, mantendo toda a gente interna. Descontrolo da factura dos medicamentos, quer em hospitais, quer em farmácias. Mistificação permanente de factos, como seja a existencia de médicos a mais, tapada pelo amiguismo dos lobbies. Administradores hospitalares sem qualquer qualificação de gestão.

Apenas Correia de Campos percebeu que o fim estaria á vista. Apenas Correia de Campos tentou travar a hecatombe. Contudo, um conjunto de gente com responsabilidades na administração hospitalar, no ministério da sáude ou na direcção geral da saúde, foi conivente com actos sucessivos de gestão danosa. Agora, assemelham-se a clamar, esquecendo-se das suas responsabilidades.

Clamam agora, depois de terem contribuído para a devastação e queda do SNS:

  • Crise & saúde: um país em sofrimento.
  • Em Portugal, o programa acordado com a  Troika não implica uma reforma do sistema de saúde, mas aponta para um vasto conjunto de  medidas de racionalização e melhoria da eficiência a vários níveis do sistema.
  • Entre os três países com MdE com a Troika, Portugal é o país com um sistema de saúde mais bem estruturado e pior financiado (em termos de gastos per capita em cuidados de saúde). Também revela menor grau de racionalidade na utilização  dos seus recursos financeiros, humanos e tecnológicos do que a Irlanda, e maior do que a Grécia.
  • Os múltiplos apoios recebidos da UE durante este período e o endividamento de sectores público e privado não proporcionaram investimentos de que resultasse uma economia mais competitiva (suficientemente capaz de produzir bens transacionáveis exportáveis) e uma sociedade mais justa.
Muitas pessoas que realizaram o Relatório da Primavera - 2012, do Observatório Português dos Sistemas de Saúde, ocuparam múltiplos cargos na administração pública, nos hospitais públicos, no sector privado, e vêm agora dizer que Portugal não aplicou devidamente os imensos fundos que a União Europeia lhe concedeu? De quem será a culpa? Do contribuinte holandês e belga? Do contribuinte português? Será que se vai culpar só o Dr. Mário Soares, o Dr. Jorge Sampaio e o Prof. Cavaco Silva? E todos os altos quadros da administração pública após a entrada na UE, em 1986, o que estiveram lá a fazer?

Lágrimas de crocodilo, apenas. Coitados dos portugueses trabalhadores e contribuintes, que ainda têm que aguentar pseudo-élites irresponsáveis.

Wednesday, June 13, 2012

Use of imaging tests soars, raising questions on radiation risk




Study finds use of CT scans has nearly tripled in the last 15 years. Such radiation exposure increases the risk of cancer. The use of CTs, MRIs and other advanced medical imaging tests has soared over the last 15 years, according to new research that raises questions about whether the benefits of all these scans outweigh the potential risks from radiation exposure and costs to the healthcare system.

An examination of data from patients enrolled in six large health maintenance organizations found that doctors ordered CT scans at a rate of 149 tests per 1,000 patients in 2010, nearly triple the rate of 52 scans per 1,000 patients in 1996. MRI use nearly quadrupled during the period, jumping from 17 to 65 tests per 1,000 patients, according to results published in Wednesday's edition of the Journal of the American Medical Assn.

Monday, June 11, 2012

A máscara das contas

Há muito tempo que se vai escrevendo por aqui, que não há gestão no chamado SNS. Antes, há uma tentativa de apresentar uns slides, sob a forma de "powerpoints", e tentar parecer que "os números dêem certo". Naturalmente que quem sabe um pouco de gestão, e em particular de contabilidade, chega ao ponto de achar ridícula a forma como se "martelam" as contas. Isto é, usa-se e abusam-se das alterações das regras contabilísticas, em anos consecutivos, apenas e só, para parecer que não há possibilidade de comparação de contas. Amadores. Puros amadores, que caiem fácilmente perante pessoas com alguma experiência. Mas, amadores com apoio político. Logo, amadores armados em profissionais. Aprendizes de feiticeiros.

Vejamos alguns dos amadores a serem apanhados:

1. O Tribunal de Contas (TC) dá nota negativa à Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) no que toca ao exercício das demonstrações financeiras do Serviço Nacional de Saúde. "A análise à consolidação de contas do Serviço Nacional de Saúde de 2009 permitiu identificar que as demonstrações financeiras da entidade ACSS não expressam a totalidade dos direitos e obrigações, nem dos custos e proveitos gerados, o que provoca distorções quando se procede à agregação das demonstrações financeiras das entidades que integram o SNS". O TC lembra que, para 2009, a ACSS reportou um défice consolidado do SNS de 375 milhões de euros que foi corrigido, entretanto, pelo tribunal para um défice de 663 milhões, mais 77%.


2. O reforço do controlo do endividamento do Serviço Nacional de Saúde é a tónica da auditoria do Tribunal de Contas, que detetou um aumento da dívida entre 2008 e 2010 em 117 por cento para os 2,9 mil milhões de euros. O tribunal faz várias recomendações, entre elas a responsabilização direta dos administradores dos hospitais, com demissão em caso de incumprimento.


3. A Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) não controlou os hospitais do sector administrativo público (SPA) e a Direcção-geral do Tesouro e Finanças descuidou o controlo dos hospitais-empresa (EPE). As críticas partem do Tribunal de Contas que não deixa de fora a Direcção-geral do Orçamento (DGO).

Coitados dos contribuintes que ainda pagam impostos. Julgam que estão a ajudar Portugal, mas afinal remam contra uma maré de incompetentes e até eventuais corruptos.

Post Scriptum: note-se que o Presidente da ACSS em 2009, é o actual Secretário de Estado da Saúde.

Monday, June 04, 2012

Finalmente, a receita por DCI


Custou várias legislaturas. Custou vários Ministros. Desta é de vez: A partir de hoje quando receber uma receita não terá o nome do medicamento. A prescrição médica vai passar a ser feita pela substância activa. É a chamada prescrição pela denominação comum internacional (DCI).

O "problema" era este: O que esta lei origina é que o médico, passando a receita pela substância activa, deixa para o doente a opção de escolha do medicamento, podendo escolher pela marca ou pelo mais barato. Antes, os médicos tinham de assinalar com uma cruz, na receita, a possibilidade de o medicamento receitado poder ser substituído por um genérico.

Naturalmente, que a medida em causa beneficia o Estado, e logo o contribuinte, mas prejudica muita gente que vive na sombra do erário público: A Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma) defende ao "Público" que algumas medidas desta lei "põem em causa a autoridade do médico, criam riscos desnecessários para o doente e têm consequências críticas para as empresas nacionais, ao pôr em causa o sistema de licenças, em que se baseia parte da sua actividade, criando graves prejuízos para a sua sustentabilidade e existência".

Mesmo outros, que aparentemente eram a favor desta alteração, agora vêm queixar-se: "as farmácias devem ter sempre disponíveis para venda no mínimo três medicamentos com a mesma substância activa, forma farmacêutica e dosagem, de entre os que correspondem aos cinco preços mais baixos de cada grupo homogéneo, devendo dispensar o de menor preço, salvo se for outra a opção do doente". E é aqui que as farmácias falam da dificuldade, já que em alguns casos têm de ter muitos medicamentos disponíveis, de marcas diferentes, em cada unidade.

O doente informado é beneficiado. O Estado e o contribuinte suportam menos custos. Os que se sentem prejudicados devem procurar novas oportunidades de negócio.

Wednesday, May 30, 2012

Suspeição generalizada

Ministros suspeitos. Banqueiros suspeitos. Presidentes de Camara suspeitos. Presidentes de clubes suspeitos. Portugal está sob suspeita. Andaram uns quantos a comerem de mais, durante demasiado tempo. Agora, a suspeita é generalizada. Só o trabalhador incauto que paga cada vez mais impostos, não está ainda suspeito de nada. Está apenas e só condenado a pagar a devastação moral do país. Mais uns suspeitos:


  1. A autoridade do medicamento está a ser investigada pela Procuradoria Geral da República (PGR) e pela Polícia Judiciária (PJ) no âmbito do alegado favorecimento na comparticipação do primeiro medicamento português fabricado pela Bial.
  2. Jorge Torgal justificou a situação com o facto de ter sido feita uma queixa contra o Infarmed por alegadamente esta entidade reguladora ter "favorecido a comparticipação deste medicamento".
E qual é a empresa, supostamente favorecida? É esta: Infarmed investigado por alegado favorecimento à Bial. 

Sunday, May 27, 2012

A visão do estrangeiro

Nós sabemos bem o que se cá passa. Contudo, é sempre bom, ver como nos vêem lá de fora:


  1. Free state-funded health care is one aspect of the post-WWII political settlement of which Europeans are most proud. But now it could be under threat as governments are strapped for cash, and in Portugal, one of the continent’s poorest performers, the question of whether free health provision is still affordable is pressing.
  2. Forty years ago, 1-in-20 Portuguese children didn’t survive infancy, and now it’s only 1-in-300, and general life expectancy has increased by 12 years over the same period. But the specter of massive government-spending cuts has thrown this success story in question: What happens when a billion euros get slashed from a 7.5 billion euro health budget?
  3. The Malo Clinic in Lisbon is one the world's largest center in implantology and dental aesthetics. Dental care is not covered by the state, and the clinic's boss, Paolo Malo, said Portugal's financial difficulties mean more people should pay.
  4. If the country has to continue cutting government spending for years to come, perhaps a system almost all of the country still holds dear will have to be slimmed down.

Wednesday, May 23, 2012

SNS gratuito para estrangeiros

Sabemos há muito que o descontrolo no Estado é quase generalizado. Com excepção da recolha de impostos, quase tudo no Estado, não tem função de controlo. Isto acontece apenas pelo facto do contribuinte ainda aguentar uma das maiores cargas fiscais do mundo. Em Portugal, claro.

Contudo, nos "dias de Saigão", que Portugal vive, muita coisa se vai sabendo, que há poucos meses seria impensável: Uma dessas entidades foi a Direcção Geral da Saúde (DGS), organismo que contabilizou 18,3 por cento de mulheres de nacionalidade estrangeira que, em 2011, realizaram uma Interrupção de Gravidez (IG).

Vivemos o dealbar do fim de Portugal, ou da República. Até quando teremos que ver esta realidade agonizante?

Sunday, May 20, 2012

A evidente insustentabilidade

Portugal viveu parcialmente e durante as últimas décadas, graças ao crédito internacional e aos subsídios comunitários. Apesar desse apoio constante, o país não ganhou autonomia económica e financeira. Contudo, a classe dirigente, políticos, professores universitários, empresários e afins, não quiseram ver a realidade. Acreditaram sempre, que os amigos internacionais ajudariam sempre o país.

Agora, a realidade é dura, atingindo mesmo a "creme de la creme":

  1. A Administração Regional de saúde de Lisboa está determinada em retirar 90 milhões de euros ao orçamento do Hospital de Santa Maria, um corte que o seu administrador já classificou como impossível de suportar.
  2. O cardiologista Correia da Cunha, o cirurgião Fernandes e Fernandes e o neurocirurgião Lobo Antunes estão a unir esforços numa operação complexa para salvar o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, de um golpe profundo no orçamento que, garantem os referidos especialistas, irá "amputar" também a Faculdade de Medicina e o Instituto de Medicina Molecular.
O que querem os responsáveis do Hospital de Santa Maria? Será que estes Senhores, já se deram conta de que há cerca de 20% da população portuguesa no desemprego? Será que estes Senhores, já se deram conta que a carga fiscal sobre os ainda - contribuintes é das maiores do mundo? Será que estes Senhores, já se deram conta de que o Estado cortou sucessivamente, abonos de família, rendimento mínimo, subsídios de desemprego, pensões, salários da Função Pública? Será que estes Senhores, já se deram conta de que Portugal vive dependente do financiamento externo? Querem que o Hospital de Santa Maria fique incólume?

Wednesday, May 16, 2012

SNS: a revolução em curso

O SNS, tal como existiu no passado, acabou-se. Não sabemos se o que aí virá será bom. Mas, a mudança veio para ficar:

1. A partir de 01 de junho, as prescrições de medicamentos passam a ter de incluir a Denominação Comum Internacional (DCI) do respetivo princípio ativo, indica uma portaria do Governo publicada em Diário da República. A portaria 137-A/2012, publicada na sexta-feira, também obriga as farmácias a ter disponíveis pelo menos três dos cinco medicamentos mais baratos com o mesmo princípio ativo.


2. As negociações entre os médicos e o Governo sobre grelhas salariais e trabalho em urgência poderão estar à beira da rutura, encarando a estrutura sindical a possibilidade de encetar formas de luta, que poderão culminar com uma greve nacional.


3. O aumento das taxas moderadoras está a levar cada vez mais utentes para os hospitais privados. No primeiro trimestre, os hospitais públicos tiveram menos 6,7 por cento de atendimentos nas urgências. Em alguns casos, os beneficiários da ADSE pagam menos no privado do que no Serviço Nacional de Saúde.


4. A indústria farmacêutica aceitou hoje reduzir a despesa pública do mercado hospitalar em 170 milhões de euros e 130 milhões de euros no ambulatório, tendo o Governo garantido que pagará 60 por cento das dívidas este ano.

Monday, May 14, 2012

16% of Cancers Are Caused by Viruses or Bacteria



Strictly speaking, cancer is not contagious. But a fair number of cancers are clearly caused by viral or bacterial infections: lymphomascan be triggered by the Epstein-Barr virus, which also causes mononucleosis. Liver cancers can be caused by Hepatitis B and C. Cervical cancers can be caused by human papillomavirus, the major reason behind the development of a vaccine against it.  For some of these cancers, nearly 100% of the cases have an infectious link—when researchers check to see if a virus or bacterium is working in the tumor or has left signs of its presence in a patient’s blood, the answer is nearly always yes.

Tuesday, May 08, 2012

Two-thirds of American adults are too fat

Two-thirds of American adults are too fat, and a major overhaul of US policies -- from schools to restaurants to urban planning -- is needed to stem the epidemic, medical experts said Tuesday. In a hefty, 400-plus page report, the Institute of Medicine (IOM) called for urgent action to reverse national obesity trends that are costing the US $190.2 billion a year in illness-related costs.

Peppered with terms like "synergies," "empower" and "systems approach," the report called for a renewed focus on schools as the place where eating habits take hold for life, noting that 17 percent of US children are obese, a figure that has tripled in 30 years. Offering lunches packed with veggies and whole grains and limiting access to sugar-sweetened drinks were among the recommendations for kids age six to 18.

"Action must occur at all levels -- individual, family, community, and the broader society."

Sunday, May 06, 2012

Massive rise in Asian eye damage

Up to 90% of school leavers in major Asian cities are suffering from myopia - short-sightedness - a study suggests. Researchers say the "extraordinary rise" in the problem is being caused by students working very hard in school and missing out on outdoor light. The scientists told the Lancet that up to one in five of these students could experience severe visual impairment and even blindness.


In the UK, the average level of myopia is between 20% and 30%. According to Professor Ian Morgan, who led this study and is from the Australian National University, 20-30% was once the average among people in South East Asia as well.


"What we've done is written a review of all the evidence which suggests that something extraordinary has happened in east Asia in the last two generations," he told BBC News. "They've gone from something like 20% myopia in the population to well over 80%, heading for 90% in young adults, and as they get adult it will just spread through the population. It certainly poses a major health problem."

Thursday, May 03, 2012

Lei dos compromissos ou a miragem das Leis

O actual governo decidiu travar "às quatro rodas" o despesismo nos Hospitais do SNS, criando a chamada Lei dos Compromissos. Em Portugal, já o sabíamos, as Leis são sempre só para alguns. Esta Lei dos Compromissos pode ter muito boas intenções, mas as nomenklaturas instaladas nos hospitais são mais fortes. Agora, temos a Lei dos Compromissos aplicada a uns quantos hospitais, mas não a estes: A lei dos compromissos está no terreno há apenas dois meses, mas o Ministério da Saúde já identificou oito hospitais onde vai ser quase impossível cumprir a lei. Destes oito hospitais, sete são da região de Lisboa e Vale do Tejo, entre eles o Santa Maria, o maior do País.

Seu Chico Buarque bem dizia, "não tem governo, nem nunca terá"!

Wednesday, May 02, 2012

Farmácias Portuguesas: a esperada queda aos infernos

Durante décadas, o negócio farmacêutico viveu de um proteccionismo, muito para além do condicionamento industrial dos tempos de Salazar. Abertura de novas farmácias limitada. Posse de farmácia limitada a farmacêuticos. Margens de lucro fixadas por Lei. Acordo vantajoso conseguido com o seu principal cliente, o SNS.

Só um cego, conseguiria que uma farmácia não desse lucro. Tudo isto, perante a perda de força dos contribuintes e dos doentes. Tudo isto, com o beneplácito da poderosa Indústria farmacêutica.

Como muitos sonhos acabam em pesadelos, os donos de farmácia descobriram finalmente o que é ter riscos com a posse de um negócio: 

  1. As sucessivas mexidas nos preços dos medicamentos e a redução das margens de lucro das farmácias estão a levar o setor à asfixia.
  2. A Associação Nacional de Farmácias (ANF) apresenta hoje um estudo, encomendado à Universidade de Aveiro e a uma empresa de contabilidade, que traça um cenário negro do setor.
  3. há 844 farmácias com fornecimentos suspensos por dívidas aos fornecedores.
A solução que a ANF apresentará como mais provável para a melhoria do sector, deverá passar inapelavelmente por algumas ajudas do sempre vilipendiado, mas amigo, Estado! Já se devem ter esquecido dos rios de dinheiro que ganharam com o condicionamento concorrencial providenciado pelo Estado, por décadas. É tempo de os colocarem em cima da mesa, para fazerem a necessária reengenharia do negócio, pois o Estado português faliu por décadas.

Friday, April 27, 2012

Why Do So Many Doctors Regret Their Job Choice?

In an online questionnaire of 24,000 doctors representing 25 specialties,only 54%, said they would choose medicine again as a career, down from 69% in 2011. Just 41% would choose the same specialty again. Only a quarter of doctors said they would choose the same practice setting, compared with 50% a year ago. Why such frustration and discontent among physicians? The Medscape survey cites declining incomes, excessive paperwork, and vast uncertainty about changes dictated by the Affordable Care Act.


Especially for patients over 65, doctors must fill out multiple layers of insurance forms. A single elderly patient can have Medicare, and then secondary and tertiary insurance coverage, all of which require separate forms.


The Medscape survey also describes how hospitals are buying up private practices both in primary care and other specialties. This makes some doctors feel less independent and discouraged, says Howard Forman, a professor at the Yale School of Management who researches diagnostic radiology, health policy and healthcare leadership. “The transformation of the field from independence and professionalism to being commoditized and feeling like you’re just another worker is disheartening to some,” he says.

Saturday, April 21, 2012

Aborto recorrente: uma prática irracional

Independentemente de se concordar ou discordar do aborto, há situações que caiem no âmbito da chamada IVG (interrupção voluntária da gravidez), que não cabem na cabeça de um tinhoso!

Repare-se nisto: O último estudo feito sobre o número de abortos em Portugal foi realizado pela Federação Portuguesa pela Vida (FPV) e teve por base os dados oficiais disponíveis: da Direcção-geral da Saúde e do Instituto Nacional de Estatística, até 2010. De acordo com esses números, desde 2007 realizaram-se em Portugal mais de 80 mil interrupções, das quais perto de 13.500 foram repetições. 

Não vamos discutir se é preferível que os pais optem pelo aborto, em vez de um previsível futuro atroz. Não vamos discutir que é dramático que em Portugal, em que existem apenas 1,7 activos por cada reformado, o que deveria levar-se a cabo seria uma política de apoio ao nascimento de crianças, e não à sua morte.

Agora, estes números que vêm de 2007 para cá deixam-nos estes números devastadores: 13.500 dos cerca de 80.000 abortos, são repetições. O quê? Como? Um deslize é aceitável. Isto não são deslizes, isto é irracionalidade, paga pelo erário público, ou seja paga pelos contribuintes e pelos credores de Portugal!

Mas, mesmo sob ponto de vista humano, é caso para perguntar, que raio de pessoas são estas que abortam sucessivamente?! Não vale a pena vir dizer que há um déficit de informação e de formação. Mentira. A escola pública existe, e só não anda lá, quem não quer. Os Centros de Saúde têm políticas de planeamento familiar. Há distribuição de formas de contracepção. Isto é desleixo. Isto é gente tonta.

Portugal não tem tino. Portugal não merece continuar nesta irracionalidade.

Friday, April 13, 2012

Lições de Professor jubilado

Correia de Campos parece que ainda é deputado em Estrasburgo. Correia de Campos deixa de ser funcionário público no activo. Correia de Campos, de forma sempre abrasiva, deixa um conjunto de ideias confusas e controversas, a propósito da Maternidade Alfredo da Costa:
  1. O ex-ministro da Saúde Correia de Campos defende que os partos realizados no Hospital São Francisco de Xavier sejam transferidos para a Maternidade Alfredo da Costa.
  2. O ex-ministro manifesta-se frontalmente contra o encerramento da MAC.
  3. “A MAC é um modelo de alta qualidade mas insustentável no futuro. A integração em hospital central é lógica e evidente, não o fecho. Todo aquele edifício deve ser integrado no Hospital de Todos os Santos. Até lá a MAC deve ficar onde está”
  4. “Reconverter as instalações ótimas do S. Francisco Xavier para outras áreas”, como a oncologia.
  5. O ex-ministro lembra ainda, para sustentar a sua opinião, que o serviço de saúde privado “se está a sentir” com a crise e que, provavelmente, a franja de 35 por cento de partos realizados no privado vai regressar ao setor público.
  6. “Não falta dinheiro. O Governo português tem que encontrar meios, tem que saber que o encargo de seis ou sete hospitais será superior a um novo e tem que aproveitar os fundos comunitários e não desperdiça-los, deitá-los fora, como fez com a Parque Escolar”.
  7. Embora sublinhe que “nem todos os exercícios de planeamento tenham sido bem feitos”, Correia de Campos não tem dúvidas de que se “justificava” a construção da maternidade do Hospital de Loures, até porque vai “drenar as grávidas de Mafra”.
Sinceramente, parece que a jubilação de Correia de Campos vem no momento certo. A dúvida é um importante companheiro da ciência. Embora, a dúvida é inimiga de um gestor de recursos. Ao ver tanta dúvida e caminho transversal, fácilmente se percebe o estado comatoso do chamado SNS. E Correia de Campos não foi dos piores Ministros da Saúde.

Wednesday, April 11, 2012

Evidentemente que não, Senhor Ministro

O Gestor Paulo Macedo, que desempenha funções de Ministro da Saúde afirmou isto: Apesar dos esforços, "a sustentabilidade do SNS não está minimamente assegurada".

Que surpreendente, Senhor Ministro! O peso do SNS é tão grande na economia portuguesa, que só com um crescimento económico relevante, o SNS se mantem sustentável. Ora, como não se vislumbra crescimento económico relevante, provavelmente nem sequer ao longo da presente década, é natural que o co-pagamento das despesas de saúde ou o seu racionamento, são as únicas vias a seguir, por muito que isso doa. Quem disser o contrário, ou é um fantasista ou é mentiroso.

No entanto, o Gestor Paulo Macedo, ou é ingénuo, ou finge que não sabe a história toda, quando afirma isto: o Governo quis discriminar a Saúde numa "época de emergência nacional" e que por isso reforçou com o Orçamento Rectificativo a verba da Saúde em 1.500 milhões de euros, sendo que em 2012 o sector disporá da maior dotação de sempre: 9 mil milhões de euros. O importante agora, diz o ministro, é que "depois da sua aplicação não voltemos à mesma situação que encontrámos em 2011".

Evidentemente que em 2013, a situação vai-se repetir, apesar de um controlo de gestão superior ao que se verificava no tempo da antecessora de Paulo Macedo.

Monday, April 09, 2012

Sítio mal frequentado

Parece que foi Eça que o terá dito, que Portugal era um sítio mal frequentado. Já lá vai mais de um século, e de facto, a gente que frequenta o sítio que dá pelo nome de Portugal é, como Eça dizia, muito fraca: Fabricar medicamentos falsos é um delito que, em Portugal, dificilmente levará o infractor à prisão. Tal só acontece se se provar, posteriormente, que alguém sofreu danos ao consumir esse medicamento. O alerta foi feito pelo vice-presidente do Infarmed, Hélder Mota Filipe, que defende uma alteração da lei para, desse modo, se poder travar este tipo de criminalidade.

Que raio andam a fazer os Senhores Deputados, os tais que fazem as Leis? Que raio anda a fazer a Entidade que supervisiona a farmácia e os medicamentos? Podem-se fazer medicamentos e vende-los, e caso não façam mal, nem bem, o impostor não é penalizado. Que sítio tão mal frequentado.

O pior é que segundo o especialista da Entidade reguladora até é difícil provar a relação causa-efeito: "É muito difícil provar esse risco [do dano causado pela ingestão de medicamentos contrafeitos], a não ser que morra alguém ou que fique altamente debilitado. Mesmo assim, é preciso provar que não há inequivocamente dúvida nenhuma de que aquela situação resulta só e apenas da utilização do medicamento. Tudo o resto é difícil de criminalizar", adiantou ainda Mota Filipe à Lusa.

Afinal, para que pagam impostos aqueles que ainda não saíram de Portugal, e que têm o privilégio de ter rendimentos? Para sustentar esta gente que ocupa os mais altos lugares da República? Assim, como assim, não há vantagem nenhuma em haver supervisão. Sempre se poupavam uns patacos!

Vivam as "minis" II

O falhanço é total: O secretário de Estado Adjunto e da Saúde afirmou que tem «falhado tudo» para desincentivar os jovens do consumo de álcool e defendeu a realização de uma campanha que envolva a escola, a família e os serviços de saúde.

Que grande novidade, Senhor Secretário de Estado. Só quem anda a dormir, ou está alheado das festas académicas acha isto uma novidade. O coma alcoólico é comum, é endeusado, é o máximo. Quem não atingir o coma alcoólico não é bom estudante. Naturalmente que há excepções.

Pior é impossível: 1) Um estudo recente do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT) sobre o consumo de álcool, tabaco e drogas em meio escolar refere que os jovens portugueses começam a consumir álcool cada vez mais cedo, a beber em maiores quantidades e a embriagarem-se mais vezes; 2) Segundo o estudo, 37,3 por cento dos alunos com 13 anos já experimentou beber álcool, número que sobe para 90,8 por cento nos jovens com 18 anos.

E não se venha culpar a Tróika por esta situação. Esta situação calamitosa é que trouxe a Tróika.

Wednesday, March 28, 2012

Vivam as "minis"


Portugal vai mal, dizem alguns. Portugal, vai andando, dizem outros. Portugal vai bem, dizemos nós: Portugal está entre os dez países europeus onde se consome mais álcool. Segundo um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), o velho continente lidera o consumo mundial.

Em frente, marchar, marchar: Na Europa, assiste-se a uma média anual de 12,4 litros por habitante; em Portugal, essa média é de 13,4 litros, colocando o País no 9º lugar da lista de maiores consumos no conjunto de 34 Estados europeus. No topo da lista estão países do leste da Europa, onde o consumo é de 14,5 litros de álcool por ano.

Sunday, March 25, 2012

First drug to 'slow' progression of arthritis


Arthritis patients could be given a £1 a day drug to delay progression of the disease and reduce the need for hip and knee replacements, a study has suggested. The drug Strontium ranelate, marketed as Protelos, is already used for people with the brittle bone disease, osteoporosis because it prevents the bone dissolving and stimulates new growth. However it has been found it can also slow the progression of osteoarthritis, the first drug to do so. The new findings, presented at the European Congress on Osteoporosis and Osteoarthritis (ECCEO) in Bordeaux, France, showed that Protelos reduced deterioration of knee joint cartilage in a group of arthritis patients by a third over three years. It also led to a significant reduction in pain and improved day-to-day mobility. Experts said the findings were 'exciting' and could change the way arthritis is treated. 

Sunday, March 18, 2012

Comadres

A operação relax redux:

  1. A IMS explica que “tomou conhecimento da imputação de suspeitas de alegados crimes informáticos que envolveriam dados de farmácias e está totalmente confiante de que, no que toca à IMS Health, não há qualquer fundamento para estas suspeitas”.
  2. “A IMS Health investiu muito esforço para tentar reconstruir o seu Painel de Farmácias no seguimento do litígio que a opõe à ANF, de forma a ser capaz de prestar informação no mercado como qualquer outro concorrente, e limitou-se a recolher dados transaccionais sobre vendas de farmácias, cuja recolha estava contratualmente legitimada”, refere a empresa.
  3. “A IMS Health tomou também conhecimento de que esta investigação teve origem numa queixa da ANF, entidade com quem a IMS Health, como é do conhecimento público, tem um litígio pendente há vários anos, com base em diversos fundamentos”.

Friday, March 16, 2012

A saúde dá lucro

Pelo menos é o que parece, a pensar no Grupo Espírito Santo: A ESS obteve um resultado líquido de 5,0 milhões de euros em 2011, face a 1,5 milhões de euros de 2010, perfazendo o segundo ano consecutivo de lucros. Em 2009, a empresa tinha registado um prejuízo de 3,4 milhões de euros. 

Não somos contra o lucro. Não somos contra os prejuízos pontuais. Somos contra o charco, a má gestão, a incompetência, os prejuízos crónicos. Goste-se ou não do estilo da Eng. Isabel Vaz, parece estar a dar retorno ao patrão Espírito Santo. É para isso que lhe pagam.


E abalança-se a mais: "Já anunciámos publicamente o interesse em analisar os HPP", disse hoje Isabel Vaz, presidente da Espírito Santo Saúde num encontro com jornalistas, em Lisboa, acrescentando que esta operação seria importante para a "expansão e crescimento" do grupo.


Saúda-se alguém que aposta num país em evidente falência, financeira e de ânimo.

Thursday, March 15, 2012

Medicamentos genéricos

Dizem que o Brasil é um país emergente, pertencendo ao grupo dos países que fazem parte do acrónimo BRIC (Brasil, Rússia, Índia, China). No Brasil é assim: Os medicamentos similares (genéricos de marca) representam 65% da indústria farmacêutica nacional, de acordo com dados do IMS Health. E com a queda da patente de, aproximadamente, mais 12 fármacos de referência em 2012, a tendência é de aquecimento no mercado. O Laboratório Teuto, que é pioneiro na produção de medicamentos genéricos no Brasil e possui um completo portfólio de similares, pretende crescer 30% nas vendas do segmento.


Portugal faz parte da União Europeia, embora esteja integrado no grupo de países do acrónimo PIIGS (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia, Espanha). Em Portugal é assim: Os medicamentos genéricos atingiram em 2011, uma quota de mercado de 21,65%, o que representa um crescimento de 14% face a 2010, segundo dados da IMS Health.

Wednesday, March 14, 2012

IMS: grande relax

Afinal, o tráfico é algo global e aparentemente realizado com grande ligeireza: através do sistema informático a IMS Health conseguia ter acesso a informação privilegiada que em circunstâncias legais estaria apenas disponível à ANF. A multinacional tinha assim acesso ao tipo de medicamentos que eram mais vendidos, quem eram os destinatários, os historiais clínicos dos doentes, bem como informação sobre o receituário dos médicos. Estes dados eram por sua vez vendidos a outras empresas além-fronteiras, com o objectivo de controlar a concorrência.


Entidades reguladoras? Ministério Público? Lei? A festa continua em Portugal!

Tuesday, March 13, 2012

IMS: relax?

Tempos turbulentos. Tempos de volatilidade. Por vezes resultam em tempos de vale tudo!

Não percebemos o que quer dizer isto: A Polícia Judiciária (PJ) desmontou uma fraude no sector farmacêutico, como resultado da “Operação Relax”, desencadeada no âmbito de uma investigação de seis meses. Segundo informações da PJ, o caso envolve crimes de “burla informática, sabotagem informática, dano a programas ou outros dados informáticos, acesso ilegítimo, acesso indevido e tratamento transfronteiriço de dados pessoais”.

Sabemos que as farmácias estão mal económica e financeiramente. Mas, estes contornos são surreais: esta rede era encabeçada por uma farmácia bastante famosa em Portugal que, a partir de um software informático, estaria a controlar os movimentos de cerca de 250 outros estabelecimentos farmacêuticos. Ainda segundo a mesma fonte, a recolha destes dados permitia à referida farmácia conseguir ganhar vantagem em concursos públicos.

Depois da falência de Portugal, perpetrada intencionalmente,  a que mais teremos que assistir?

Wednesday, March 07, 2012

Autoridade de supervisão?

Anacom. Banco de Portugal. Autoridade da Concorrência. ASAE. Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos. Entidade Reguladora da Saúde. Tantas autoridades. Temos dúvidas sobre o seu valor acrescentado. Custam muito aos contribuintes que pagam impostos, que são uma espécie em vias de extinção. Não esquecer que os desempregados não pagam impostos. Os sem - abrigo não pagam impostos. E tantos outros, não auferem rendimentos em Portugal. Preferem fazê-lo num Off-Shore próximo.

Vejamos mais uma entidade reguladora: O bastonário da Ordem dos Médicos (OM) pediu ao Infarmed - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, para que “faça uma rigorosa auditoria à legalidade da substituição de medicamentos nas farmácias durante os anos de 2010 e 2011”.

Agora, a regulação e a supervisão é a pedido. Ao que chegámos! Pior, a suposta Autoridade do medicamento é avisada: O bastonário dos médicos questiona Jorge Torgal se é “hábito” do Infarmed pesquisar esta matéria e com que resultados. “Pode a Ordem dos Médicos ter acesso a essas auditorias?”


A situação a que Portugal chegou não é dramática. É risível. Pode vir a transformar-se num drama. Mas, antes é mais tragicomédia!

Wednesday, February 29, 2012

Metal scare over hip replacement joints

Nearly 50,000 people with all-metal hip replacements are to be called in for annual blood checks because of fears that metal particles shearing off the joint could cause them harm. The Medicines and Healthcare Regulatory Authority (MHRA) issued new guidance hours before the British Medical Journal (BMJ) was due to publish an investigation into the implants, linked to a Newsnight programme in the evening. The BMJ and Newsnight allege that hundreds of thousands of people around the world have been exposed to dangerously high levels of toxic metals in their bodies as a result of the introduction of metal-on-metal implants. One type, the DePuy ASR, was banned by the MHRA after it became clear that it caused problems and needed replacing much sooner than others. But critics argue that the regulators have been slow to act against other metal-on-metal implants which shed metal particles into surrounding tissue. There have been a small number of cases where, it is claimed, toxic chromium and cobalt ions have leaked into the lymph nodes, liver and kidneys before leaving the body as urine.

Monday, February 27, 2012

O calote não compensa

Por vezes, ficamos espantados porque ficarão alguns credores tanto tempo à espera do pagamento dos devedores. A razão pode ter vários contornos. Um passado decente do devedor. A importância do devedor para o credor.

No entanto, somos dos que acreditam que chegará uma altura em que o credor se cansa: A Roche Farmacêutica suspendeu hoje o pagamento a crédito a 23 hospitais públicos com dívidas há mais de 500 dias.

A Roche poderá estar ainda na fase de forçar o devedor a curvar-se. Mas, sendo a Roche suíça, rapidamente passará à fase de abandono de Portugal. Depois da saída, entre outras multinacionais, da Shell, do Carrefour, ou da Vitória Seguros, mais multinacionais que ainda actuam em Portugal, aproveitarão para sair.


Gente séria, não gosta de lidar com gente escorregadia: No caso destes 23 hospitais, apresentam "dívidas acumuladas há mais de 500 dias, chegando mesmo em alguns casos a superar os 1.000 dias, em claro incumprimento do prazo de pagamento de 60 dias, acordado contratualmente por ambas as partes".

Sunday, February 26, 2012

Obamacare


The Obama administration’s remake of the U.S. health care system stands on three legs. One, it makes the purchase of insurance compulsory. Two, it doles out new entitlements via expanded Medicaid, subsidies, and certain coverage requirements. And three, it promises to control the growth of medical costs. These three parts differ in their implications and prospects. The first leg may give way altogether; the second is partially already in place; the third provides the rationale for centralized allocation of resources in health care. This summer the Supreme Court is to decide on the constitutionality of the 2010 Patient Protection and Affordable Care Act, which faces various challenges to its thousands of sections. Moreover the centerpiece challenge to the individual insurance mandate may invalidate other provisions as well. In fact the uncertainties extend well beyond the Supreme Court decision and its consequences. Not only the results of the 2012 presidential election but also congressional and state elections may result in changes to the law or to the way it is applied.

Thursday, February 23, 2012

O regresso de Cordeiro

Regressado de onde nunca saiu. João Cordeiro. Ex-Presidente da Associação Nacional de Farmácias. Reeleito Presidente da Associação Nacional de Farmácias. Quem fez das farmácias algo mais do que lojas de bairro, não consegue arranjar quem o substitua. Nos Sindicatos, nos Partidos, nas Confederações patronais, é a mesma coisa, eternizam-se no poder, não sabem criar sucessores. Gostam muito do poder.

Apesar de ser co-responsável pela situação, vem lamber as feridas em público: cerca de 1900 farmácias encontram-se hoje em situação económica “dramática” e se nada for feito para inverter a situação, o problema irá atingir, no final de 2012, 2400 farmácias, afirmou esta quarta-feira João Cordeiro que, mais uma vez, tomou posse como presidente da direcção da Associação Nacional das Farmácias (ANF), escreve o Correio da Manhã.


João Cordeiro sabe que usufruiu de vantagens conquistadas na mesa dos sucessivos dirigentes do Ministério da Saúde, como sejam, a contingentação do mercado, as margens de lucro garantidas ou os acordos especiais de pagamento do Estado. Ainda assim, julga que ainda consegue condicionar a mesa: João Cordeiro apontou a consecutiva redução do preço dos medicamentos desde 2005, o adiamento de reformas estruturas e a "instrumentalização partidária da saúde e do medicamento".


Habitue-se, Dr. João Cordeiro. As vantagens conseguidas por vias administrativas, ou seja à mesa do Orçamento de Estado, acabaram. De vez.

Tuesday, February 21, 2012

O patrão da saúde

Dizem que há Ministério da Saúde. E Administração Central dos Serviços de Saúde. E Administração Regional de Saúde. E Direcção Geral de Saúde. Mas, quem manda na saúde em Portugal são estes Senhores: A ordem dos médicos alerta para os perigos de fazer do sangue um negócio. A ordem não concorda com a decisão do hospital de Loures de ter entregue o serviço de sangue a uma empresa privada exterior ao hospital.


Apesar de alguém ter autorizado: A ARS-LVT confirmou à TVI que deu autorização à gestão do hospital para subcontratar o serviço de sangue, mas esclarece que isso só aconteceu depois de uma inspecção da autoridade para o serviço de sangue e transplantação e pelo Instituto Português do Sangue.

Monday, February 20, 2012

Mensagens de texto

Leer muchos mensajes de texto puede tener un impacto negativo sobre la capacidad lingüística de interpretar y aceptar palabras nuevas, según un estudio realizado  por investigadores de la University of Calgary, en Canadá, que ha comprobado también que aquellos individuos que leen más en el formato impreso tradicional –libros, revistas o periódicos– son más propensos a aceptar esas mismas palabras.

Lee sugiere que leer textos en el formato impreso tradicional expone a los sujetos a un lenguaje variado y creativo que no se encuentra en el lenguaje coloquial de los mensajes de texto que se usa entre los jóvenes. A su juicio, leer propicia la flexibilidad en el uso del lenguaje y la tolerancia hacia palabras nuevas. Además, ayuda a los lectores a desarrollar habilidades que les permiten generar lecturas de interpretación de palabras nuevas o poco usuales.

Friday, February 17, 2012

Protectorado

A República é formal. O Estado é formal. O Governo é formal. O protectorado é real: Os fornecedores do Serviço Nacional de Saúde vão ter de esperar até Abril para verem saldadas parte das dívidas acumuladas pelos hospitais. Isto se a ‘troika' autorizar o Governo a transferir para os hospitais os 1.500 milhões de euros dos fundos de pensões da banca. Mas o aval da ‘troika' não está garantido.

O aumento da despesa não pode ser, nem formal: Paulo Macedo não garantiu que estejam reunidas as condições que as autoridades internacionais exigem para desbloquear o dinheiro. É que se entre Novembro de 2011 e Janeiro deste ano não se tiver registado já uma alteração da tendência de acumulação de pagamentos em atraso, o dinheiro para saldar dívidas não será libertado.

Ai, Portugal, Portugal!

Sunday, February 12, 2012

A evidente incapacidade de gestão II

Não é preciso saber muito de gestão. Não é preciso andar por Universidades internacionais. Basta saber fazer contas de merceeiro, para se perceber este fim à vista: Há mais de três anos que o Serviço de Saúde da Madeira não faz pagamentos. A dívida acumulada ronda já os mil milhões de euros. Os fornecedores cortaram o crédito e exigem pagamentos a pronto de medicamentos e produtos hospitalares. O presidente do Serviço de Saúde da Madeira confirma que a situação «é grave», havendo já «carências e ruturas» em todas as áreas.

Wednesday, February 08, 2012

O pânico da corporação médica

Em todas as profissões existem altos e baixos. Em todas as profissões há flutuações entre procura e oferta. Mas a corporação médica tem pânico disto: O novo bastonário da ordem dos Enfermeiros denunciou hoje que mais de 1.700 enfermeiros emigraram no ano passado e que só nas primeiras três semanas deste ano 200 destes profissionais solicitaram declarações para sair do país.

Porque será que há sempre alguns mais iguais do que outros?

Monday, February 06, 2012

Cheating III

Isto passa-se em Portugal. Isto passou-se no principal hospital universitário de Portugal. Não foi no principal hospital do Burkina Fasso: O arguido Hugo Tiago Dourado afirmou hoje em tribunal, no julgamento do caso de cegueira do hospital de Santa Maria, que em julho de 2009, não havia manual de procedimentos no setor de produção de medicamentos.

Isto até nos parece crime: Hugo Dourado, que era farmacêutico no hospital de Santa Maria...sublinhou que o manual só foi elaborado uma semana depois daquelas seis pessoas terem perdido a visão. O documento foi elaborado para ser enviado a Inspeção-Geral das Atividades da Saúde ainda que dele conste a data de 2007, sublinhou o farmacêutico.

O Sahara está a subir para Norte, e já chegou à Peninsula Ibérica!

Friday, February 03, 2012

Cheating II

Doctors studying to become dermatologists have, for years, shared exam questions by memorizing and writing them down after the test to become board certified, CNN has confirmed. Reports of the use of what are known as "airplane notes" comes after revelations last month that radiology residents around the country for years also have used what are known as "recalls" to prepare for the written exam, which is one step in becoming certified by the American Board of Radiology. In the wake of the CNN story, the group that oversees 24 medical specialties issued a statement condemning the use of the recalls.

The American Board of Medical Specialties said on its website that, "It should be made abundantly clear that recalling and sharing questions from exams violates exam security, professional ethics and patient trust in the medical profession. When it happens, the practice should be addressed swiftly and decisively. Whether someone is providing or using test questions, ABMS Member Boards enforce sanctions that may include permanent barring from certification, and/or prosecution for copyright violation." CNN has confirmed the practice also exists with dermatology, where the recalls are known as "airplane notes," because residents write down as much as they can remember on the plane after taking the test.

Tuesday, January 31, 2012

Uma descomunal falta de vergonha

Andam para aí a dizer que há falta de médicos, pelo menos há décadas. Dizem também, que há falta de médicos no Interior de Portugal e nos Centros de Saúde. Há milhares de portugueses a cursar medicina em Espanha, na República Checa e na República Dominicana, sobretudo porque em Portugal não há vagas suficientes no ensino superior público e no ensino superior privado está vedada a leccionação em medicina. Ou seja, a Ordem dos Médicos manda, pode e quer, na política pública de ensino.

Com uma absoluta desfaçatez, e fazendo dos cidadãos tolos, vem a tal de Ordem dos Médicos pedir isto: A Ordem dos Médicos apelou, numa carta enviada ao ministro da Saúde, à revisão dos 'números clausus' para Medicina e do número destes cursos em Portugal, adequando-os "às reais necessidade futuras dos portugueses".

E a razão para tal dislate é esta: "Se o Estado continuar a financiar cursos a mais e a impor vagas em excesso, que reduzem a qualidade da formação, não pode depois dizer que não há dinheiro para tratar os doentes ou para permitir que todos os licenciados em Medicina tenham acesso a uma especialidade", adianta o bastonário.

Não queremos ver médicos portugueses desempregados, ou sequer a emigrar. Queremos ver os médicos que têm pouco trabalho nos hospitais de Lisboa, Porto e Coimbra, reorientados para as áreas em que há falta de clínicos. Se esta abordagem funciona em todas as profissões, porque não servirá para os médicos? Já agora, se há "vagas em excesso", como diz a corporação médica, porque será que ainda há por aí umas largas centenas de médicos espanhóis, brasileiros, cubanos, etc.?

Com élites destas, Portugal não vai sair da presente falência tão cedo!

Wednesday, January 25, 2012

Crónica de uma morte anunciada III

Já por aqui vamos escrevendo sobre a prevista morte do chamado Serviço Nacional de Saúde. Isto é, não vão acabar os hospitais, nem os Centros de Saúde. Não vão fechar os IPO's, nem os médicos vão ficar todos desempregados. Mas, Portugal não gera riqueza para suportar laboratórios farmaceuticos pomposamente enriquecidos. Portugal não gera riqueza para dar trabalho a todos os médicos que se passeiam pelos hospitais de Lisboa, Porto e Coimbra. Portugal não gera riqueza para dar análises clínicas e meios complementares de diagnóstico quase gratuitos a quase toda a gente. Portugal não gera riqueza para ter muita gente rica no Serviço Nacional de Saúde, quando os contribuintes estão depenados e o país em bancarrota.

Este é só mais um retrato que ilustra o que nós já pensamos há muito:
  • De acordo com o INE, entre 2000 e 2008, os gastos em saúde, em termos nominais, cresceram 4,9% por ano, ao passo que o crescimento médio anual da riqueza nacional se ficou nos 3,9% - o que coloca o País como o quinto que mais gasta na União Europeia, logo depois de países como França, Alemanha, Áustria e Bélgica. A despesa total do sector ascendeu a mais de 17 mil milhões, o que representa 10% do PIB.
Ou seja, é muito bonito ter quase tudo gratuito quando se vai a um serviço público de saúde, mas quem paga? As empresas competitivas fogem do país. Os membros mais válidos e com potencial apressam-se a sair de Portugal, ou são empurrados pelos Governos. Perante isto, o que se quer? Milagres? Só em Fátima, e é só para quem acredita!

Ainda para mais num cenário nada improvavel, mas que contribui adicionalmente para adensar as já de si nuvens negras: A expectativa é que os custos com saúde continuem a crescer nos próximos anos, pressionados por três factores principais: o envelhecimento da população, o ritmo da inovação tecnológica e o aumento das doenças crónicas são os três factores apontados pelos especialistas para o agravamento da despesa, ameaçando a sustentabilidade do sistema.

Perguntamos nós, valerá a pena pagar impostos neste momento em Portugal? Quais serão as contrapartidas desse pagamento?

Thursday, January 19, 2012

Farmácias: o fim de festa

Depois da festa de décadas de lucros garantidos, de controlo da oferta de lojas abertas, e de garantia do pagamento dos créditos por parte de um Estado gastador, vem a borrasca da realidade de que Portugal é um país pobre, mas tem que ser honesto.

Não se faz por aqui, o culto da pobreza. Faz-se antes, o culto da oportunidade para todos, do rigor e do mérito. Em Portugal, tudo parece existir à volta do Estado - feudal. O Estado português faliu por muitos anos. Agora, a sociedade se quer sobreviver, tem que mostrar que tem valor, e que não vive apenas porque está agarrada ao Estado.

Este panorama reforça a ideia de que o sector do retalho farmaceutico vivia faustosamente com o apoio claro do Estado, e só por isso:

1. De acordo com o estudo, o número de farmácias com fornecimentos suspensos era de 255 em Dezembro de 2009, de 450 em Dezembro de 2010 e de 795 em Dezembro de 2011, o que traduz uma variação de mais 212% em dois anos. No final de 2009 havia 121 processos judiciais em curso para regularização das dívidas, número que subiu para 287 no final do ano passado, uma variação de 145%. Já o número e farmácias com um prazo de pagamento superior a 90 dias ascendia a 1.169 em 2011, mais 39% do que as 839 que estavam na mesma situação em 2009.

2. João Cordeiro ouvido na AR por requerimento do PS, para debater a situação financeira das farmácias, avisa que são já muitas as farmácias em insolvência. E, perante esta situação, a Associação Nacional de Farmácias avança com uma proposta para fixar a margem de lucro das farmácias com cada medicamento.

Estes Senhores empresários, que até têm algum mérito, têm que saber sobreviver sem o apoio descarado do contribuinte. E deixarem-se de feudalismos, como este: O presidente da ANF, João Cordeiro, considerou “urgente o Ministério da Saúde olhar para estes números”, sublinhando que “a situação é muito grave”.

Relembremos que possuir uma farmácia, na sua grande maioria dos casos, era sinónimo de ser rico, até há pouco tempo. E no fundo, ter um negócio aberto implica sempre risco e adversidade, que deve ser compensado por capacidade e engenho do empreendedor, para assim vir a ter interesse comercial. De outra forma, gera-se iniquidade, gerada por relações perigosas.

Tuesday, January 10, 2012

Horas extraordinárias

O conceito de horas extraodinárias é de fácil compreensão. Ou seja, quando os recursos humanos existentes não asseguram o trabalho em curso, tem que se pedir às mesmas pessoas que desempenhem mais horas de trabalho. Ora, o recurso às horas extraordinárias, só pode ser utilizado de forma extraordinária. Se o recurso às horas extraordinárias for recorrente, então deverá contratar-se mais pessoas para se fazer face ao trabalho que existe.

No Ministério da Saúde, e no que respeita aos médicos, o conceito parece ser diferente. Se não vejamos: As urgências hospitalares podem ficar sem médicos suficientes a partir de Abril, tendo em conta os «milhares de profissionais» que entregaram as declarações a solicitar o cumprimento das 100 horas extraordinárias anuais previstas na lei.

Como? 100 horas de trabalho extraordinário, são as horas equivalentes a quase 3 semanas de trabalho. E mesmo assim, os médicos acham pouco? Os hospitais de Lisboa, Porto e Coimbra, têm inapelavelmente centenas de médicos a mais. Porque se pagam horas extraordinárias, se há gente que efectivamente anda pelos corredores a passar o tempo?

Pior, a corporação sindical dos médicos dá-se ao luxo de afirmar isto: normalmente em menos de três meses os médicos realizam as 100 horas extraordinárias, a FNAM prevê complicações a partir de meados de Abril.

É preciso gestão no Ministério da Saúde.

Tuesday, January 03, 2012

A (in)dignidade por menos de um vintém

Portugal está exausto. Portugal consumiu durante décadas, sem tino. Portugal não consegue ter caminho. Fechou hospitais ineficientes, e chutou os doentes para terceiros, mas esqueceu-se de pagar: Os mais de 2,3 milhões de euros que Portugal deve a Espanha, relativos a 2008, 2009 e 2010, foram divulgados pela vice-presidente e porta-voz da Junta da Extremadura, Cristina Teniente.

O processo é longo. Correia de Campos. Maternidades com menos de 1.500 partos anuais deveriam fechar. Em zonas raianas, poderia optar-se pela solução "ibérica". Como em Portugal, o Estado (que são todos os contribuintes) se habituou a pagar tarde e a más horas, quem representa o dito Estado assume que pode ter esta prática da mesma forma junto de credores nacionais ou estrangeiros. Enganados estão.

A Indústria farmacêutica já ameaçou fechar os fornecimentos. Afinal, o que representa Portugal para a Glaxo ou para a Pfizer? Menos de 1% do seu volume de negócios global.

Agora, nuestros hermanos seguem as pisadas: “Não foi recebido o pagamento de qualquer montante em divida nem no ano de 2008, nem em 2009”, tendo apenas sido liquidado um montante “praticamente simbólico em 2010”, pelo que, “até ao dia de hoje, a dívida é de 2,33 milhões de euros”, afirmou a porta-voz da Junta da Extremadura.

E agora, o que farão os Senhores da João Crisóstomo? Querem ver o nome de Portugal andar ainda mais pelas ruas da amargura?

Monday, January 02, 2012

Obesity kills

"Being fat takes the fun out of being a kid," read graphics of a TV ad in which a young girl tells of how she doesn't like going to school because she's bullied over her weight. It is part of a video and print campaign to combat childhood obesity in Georgia, which has one of the highest childhood obesity rates in the nation. But could the ads end up stigmatizing overweight kids instead of solving the problem? "Blaming the victim rarely helps," said Dr. Miriam Labbok, director of the Carolina Global Breastfeeding Institute at the University of North Carolina at Chapel Hill. "These children know they are fat and that they are ostracized already."