Sunday, May 26, 2013

O que é uma beterraba?



Réalisée dans les écoles au cours du premier trimestre 2013, une enquête indique que les enfants ne boivent pas assez d'eau, consomment trop d'assaisonnement, ignorent de nombreux fruits et légumes et la composition des aliments transformés comme les frites ou les nuggets.

A table près d'un enfant sur quatre boit du sirop, du jus de fruit ou du soda et seulement 20 % disent ne jamais rajouter de sel ou du sucre dans leur plat. Quant aux sauces mayonnaise et ketchup, ils sont 10 % à déclarer en rajouter systématiquement.

Parmi les fruits et légumes, si les jeunes reconnaissent facilement les poires, les pastèques et les carottes, en revanche ils sont 87 % à ne pas savoir ce qu'est une betterave. Un écolier sur trois ne sait pas non plus identifier un poireau, une courgette, une figue ou un artichaut.

Enfin, un quart d'entre eux ignorent que les frites sont faites à partir des pommes de terre. Quant aux chips, jambon et nuggets, ils sont environ 40 % à ne pas savoir d'où ils viennent et près de la moitié d'entre eux ne sait pas l'origine du steak haché ou du jambon de leur assiette. Quant aux pâtes, ils sont seulement un tiers à savoir comment elles sont faites.

Blood donation is valuable, so why not pay donors?


For nearly 40 years, efforts to compensate people for donating blood have been discouraged by the World Health Organization. In the United States, the American Red Cross says “all blood collected for transfusion in the United States must be from volunteer donors.”

But the authors of an essay published in Friday’s edition of Science challenge the rationale for such policies, which presume that the highest-quality blood comes from altruistic donors. The types of people who would donate blood only if offered compensation (i.e. intravenous drug users) are more likely to be people with bloodborne infectious diseases (i.e. HIV or hepatitis) — or so the thinking goes.

Such concerns are unfounded, write Nicola Lacetera, Mario Macis and Robert Slonim. Among the reasons:

* Donated blood can be screened to make sure it’s safe to use for transfusions.
* By offering incentives to those who show up for a blood drive rather than those who actually donate, there’s little incentive for would-be donors to lie about their health history.
* A field trial in Argentina that offered supermarket vouchers worth roughly $11.50 or $19.20 (in U.S. dollars) boosted blood supply without having any effect on safety.
As the Argentina trial showed, financial incentives work. The economists reviewed 19 cases of “incentive items” being offered to encourage people to donate blood, including coupons, T-shirts, lottery tickets and an extra vacation day. In 18 of those 19 cases, the enticements worked — and the more the reward was worth, the more blood donation increased. The only “incentive” that was a dud was a free cholesterol test.

Tuesday, May 21, 2013

Eutanásia geracional

A hecatombe persiste. Era esperada. Restam-nos os detalhes. Agora, o conceito de "eutanásia geracional": A ARS do Norte divulgou um «indicador» que sugere um máximo de cinco fármacos para doentes acima dos 75 anos, explicando hoje ser esse o número limite «definido internacionalmente» para evitar o agravamento do risco de interações medicamentosas.

O Senhor Presidente da República está próximo da idade determinada pela ARS-Norte: nascido a 15 de Julho de 1939, perfazendo próximamente 74 anos. Na fase terminal do seu mandato, terá o Prof. Cavaco Silva direito a mais do que cinco fármacos por dia?

Sunday, May 12, 2013

Retalhos da vida de uma médica


A coisa está dura. Não vai ficar melhor. Mas, há gente que ainda brinca: Uma médica de serviço no hospital de Santarém foi surpreendida a jogar computador por uma utente que estava há mais de uma hora à espera para ser atendida no serviço de urgências, sem nenhum outro doente à sua frente.

Apesar do estado comatoso da nação, há quem insista em lutar: A queixosa, Mara Cardoso, que ainda conseguiu tirar uma fotografia com o seu telemóvel à caricata situação, vai apresentar queixa na Ordem dos Médicos e desconfia da validade da exposição que preencheu no Livro de Reclamações que lhe entregaram.

Tudo isto se passa num hospital público: Foram também pedidos esclarecimentos ao Conselho de Administração do Hospital de Santarém, que ficou de devolver o contato, mas não o fez até ao momento.

Pior, foi o tratamento prestado pela prestadora de serviço:"Ainda se exaltou, discutiu comigo e disse-me que eu podia bem esperar duas horas, uma vez que tinha pulseira verde", conta a utente.


O que não tem remédio, remediado está!

Wednesday, May 08, 2013

Médicos: finalmente, um caminho

É verdade. A vida está má. Portugal faliu. Por muito tempo. Não vale a pena, chorar. Não vale a pena, parar. É preciso avançar: O ministro da Saúde brasileiro anunciou planos para recrutar milhares de médicos estrangeiros para trabalhar em regiões remotas e onde há maior carência de clínicos no país. A maioria, cerca de seis mil, serão cubanos, mas Alexandre Padilha abriu também a porta ao recrutamento de profissionais de Portugal e Espanha.

Aliás, os próximos patrões dos jovens médicos portugueses, até os elogiam: "Como ministro da Saúde, não vou ficar vendo a situação de Espanha e Portugal – que têm médicos de muita qualidade, que falam português e que vivem uma situação de 30% de desemprego – sem pensar em alternativas de intercâmbio para trazer esses profissionais", anunciou o governante na última terça-feira.

Um outro português emigrado, tão do agrado do Ministro da Saúde do Brasil: As fotografias foram divulgadas pelo próprio Ministério da Saúde do Brasil. Mostram uma reunião de trabalho entre a Octapharma, uma empresa farmacêutica sediada na Suiça, o ministro brasileiro da Saúde, Alexandre Padilha e José Sócrates. Um encontro que decorreu em Brasília, no início de Fevereiro. O ex-primeiro ministro português é, desde dia 1 de Janeiro, presidente do conselho consultivo para a América Latina da multinacional farmacêutica.

Friday, May 03, 2013

Fazer o mesmo, com menos

Após a falência da nação, não há outra hipótese. Até porque, desenganem-se aqueles que acreditam no linguajar dos políticos do poder e da oposição. Nenhuma falência se resolve em poucos anos. O estado comatoso da nação vai demorar gerações.

Sendo assim, só resta trabalhar o mesmo, por menos dinheiro: Os hospitais-empresa (EPE) vão perder pelo menos 160 milhões de euros de financiamento no próximo ano. A transferência do Orçamento do Estado para estas unidades de saúde será - e de acordo com as últimas previsões do ministério tutelado por Paulo Macedo - de quatro mil milhões de euros em 2014. Para o ano seguinte a dotação dos hospitais deverá manter-se e só em 2016 está previsto um aumento ligeiro do financiamento, em 24 milhões de euros.

Naturalmente que quem irá pagar esta factura, serão em primeira instância os utilizadores dos hospitais, vulgo doentes. Pois, quem por lá trabalha, provavelmente não vai gostar da situação e vai trabalhar menos. Ou se quisermos, vai ser menos eficiente. O ciclo que deveria ser virtuoso, vai ser vicioso. Os portugueses foram historicamente um povo ingénuo. A ingenuidade não tem que ser má, mas tem sempre um preço a pagar.

Friday, April 26, 2013

Patients may be at risk of over-treatment


Despite a health care system burdened by high costs and patients facing long waits for medical procedures, many Canadians are getting unnecessary diagnostic tests and surgeries that may leave them worse off, physicians say.


Patients in their 40s and 50s who have elective knee-replacement surgery, for example, are at increased risk for early failure of the artificial joint, said Gillian Hawker, a rheumatologist and clinical epidemiologist at the University of Toronto.


Revision surgery to repair the artificial joint is a complex procedure that does not always go well, she said. But try telling that to middle-aged patients who insist they need a new knee or hip so they can ski into their golden years, she added. “They will keep looking until they find a surgeon who will operate,” Hawker said. “Then they have surgery and are surprised that, when you hit a new joint hard, it wears out fast.”


Knee replacement surgery is on a list of procedures under review by Canadian provinces in a recent push to reduce unnecessary medical treatments and diagnostic tests. The Health Care Innovation Working Group, an interprovincial body, is re-evaluating procedures including MRIs, joint replacements and cataract removal to set new guidelines on when such interventions are necessary and when they are of questionable benefit.


In the past two years, “there’s been a groundswell of energy focused on overdiagnosis and overtreatment,” said Alan Cassels, a pharmaceutical policy researcher at the University of Victoria and the author of Seeking Sickness: Medical Screening and the Misguided Hunt for Disease (2012).

Monday, April 22, 2013

Portugal: o país do "faz de conta"

Volta e meia, vem à praça pública, a discussão da avaliação dos médicos. Assim como se fala muitas vezes, da avaliação dos Juízes. Ou ainda da avaliação dos funcionários públicos. Aliás, em Portugal existiram em tempos, na chamada administração pública, as promoções automáticas. Como se alguém pudesse ser promovido, sem sequer ser avaliado.

Muita gente, acha estranho que Portugal tenha falido. Que grande estranheza. Veja-se mais esta barrigada de riso:  Os médicos vão pela primeira vez ser avaliados através de objetivos que passam por parâmetros como a "eficácia, eficiência e qualidade", contando para a sua classificação a atividade assistencial, a produtividade e a atitude profissional, informou a tutela.

Pela primeira vez? Como? Já não eram avaliados? Ou antes, eram avaliados pelos amigos? Ou avaliados pela cor do cartão partidário? Ou avaliados por pertencerem à Irmandade?

Apesar desta grande novidade, a montanha vai parir um rato, mais uma vez: Sem revelar pormenores sobre a forma como esta avaliação se vai realizar -- cujas deliberações irão ser publicadas em Diário da República e no Boletim do Trabalho e do Emprego --, a ACSS adiantou que o modelo se aplica "já em 2013 aos médicos que exercem funções nas entidades prestadoras de cuidados de saúde, independentemente da natureza jurídica do estabelecimento de saúde, bem como do vinculo detido pelo profissional".

A autoridade ainda parece gozar com os contribuintes, ao fazer afirmações com uma falta de vergonha incomensurável: "A avaliação do desempenho, além de ser essencial em qualquer organização para garantir a qualidade do serviço prestado e a melhoria das práticas profissionais, constitui um elemento fundamental e, neste caso, imprescindível, no âmbito do percurso profissional de todos os trabalhadores em funções públicas", lê-se na informação da ACSS.

Como se nós não soubéssemos!

Wednesday, April 17, 2013

Portugal é uma brincadeira

Deveremos racionalizar os recursos? Sim, deveremos. Mas, isto é surreal: Fernando Pardal está registado na Ordem dos Médicos como sendo especialista em Anatomia Patológica. Serviço de especialidade que dirige há anos no Hospital de Braga. Acontece que este clínico acumula, actualmente, cargos de direcção em mais seis especialidades distintas: reumatologia, cirurgia maxilofacial, nefrologia, genética médica e doenças infecciosas.


Ainda que a entidade que gere o Hospital de Braga venha com desculpas absolutamente incompreensíveis: a administração deste hospital, em parceria público-privada, garantiu que o médico está a ocupar estes cargos “interinamente” por ser o elemento mais experiente da equipa, dado que estes serviços “agrupam um número ainda reduzido de profissionais”.

Oh meus amigos, se não têm recursos disponíveis, não digam às pessoas que os serviços existem. Isto é pura manipulação. Isto é enganar as pessoas frontalmente. Nem sequer se deveria tolerar isto, num hospital privado. Num hospital público, é absolutamente inacreditável e diz bem sobre a choldra em que Portugal se vê envolvido.

Não contentes com a falta de profissionalismo, e com a não existência de ética, querem mandar o lixo para debaixo do tapete: do site do hospital foi retirada a informação que dava conta, até à passada segunda-feira, do nome de Fernando Pardal associado às sete especialidades.

Sunday, April 14, 2013

A insustentabilidade do SNS

Há muito que se escrevia por aqui, que era uma evidência. Não era possível ter hospitais mal geridos, um pouco por todo lado. Não era possível ter centros de saúde, sem qualquer integração com os hospitais. Não era possível dar ao sector farmacêutico, rios de dinheiro, à custa de um contribuinte depenado e dos credores estrangeiros. Não era possível, tanta desorganização e tanta gente ociosa.

Os co-pagamentos foram um paliativo. Agora, diz-nos um dos políticos de turno, que nem a co-pagar o SNS, este é auto-sustentável: "Não é com as taxas moderadoras que o SNS se tornará sustentável", disse o secretário de Estado da Saúde, ao ser questionado sobre um eventual aumento das taxas moderadoras.

Incapazes de assumiram perante os portugueses, que a falência é um facto, continuam, com mistificações: "O SNS, para se tornar sustentável precisa de uma conjugação de esforços, que passa por uma muito maior eficiência na prestação de cuidados e serviços, pela capacidade de prevenção que passa, e começa, pelo comportamento das pessoas", acrescentou.

Isto vai acabar muito mal!

Sunday, April 07, 2013

Magic mushrooms


Magic mushrooms could provide a new treatment for depression, according to a leading psychiatrist who is calling for a change in the law to allow him to conduct the first clinical trial of the hallucinogenic drug.

Prof David Nutt, of Imperial College London, claims that a dose of the key psychedelic ingredient in the fungi, equivalent to five magic mushrooms, can switch off parts of the brain involved in depression. In a small-scale study by his team, volunteers reported that their mood improved for up to two weeks after being injected with the drug. Prof Nutt, who is president of the British Neuroscience Association and a former government adviser on drug misuse, has been given £500,000 of funding to conduct the first clinical trial with a purified form of the illegal drug.

He said that the trial, which will involve 60 patients, would use a synthetically manufactured form of psilocybin, the psychedelic ingredient in about 200 species known commonly as magic mushrooms. About one in 10 people in Britain suffers from depression each year, but at least 10 per cent of them fail to respond to treatment.

Tuesday, April 02, 2013

Iceberg de corrupção

Se não é, parece. Pois, atentemos o que diz a Senhora Ministra da Justiça: A ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, admitiu nesta terça-feira que “é de enorme dimensão” a fraude ao Serviço Nacional de Saúde. Em causa estão, sobretudo, as prescrições médicas fraudulentas e as burlas praticadas nas farmácias.

Nos EUA, antes de chegar ao Meretíssimo, os potenciais criminosos aprestam-se por chegar a acordo com o Estado, ou seja o lesado, e indemnizá-lo, procurando assim evitar mais estragos.


Em Portugal, nada se passará, até porque, quase de certeza, a Polícia Judiciária ou o Ministério Público cometerão erros processuais, que conduzirão à anulação de decisões posteriores. Ou os eventuais criminosos armar-se-ão com grandes escritórios de advogados, que mandam mais em Portugal do que os próprios Tribunais, e nada se passará, apesar de aparentes evidências: Segundo um balanço apresentado nesta terça-feira, entre médicos, farmacêuticos e outros profissionais ligados à saúde foram constituídos 252 arguidos e detidas 34 pessoas nas várias investigações desencadeadas pela Judiciária. Condenações em tribunal, Paula Teixeira da Cruz garante que também já as há, embora não tenha especificado quantas nem em que casos.

A forma como se detalha até é hilariante: “A fraude é praticada em todo o país e envolve grupos organizados. Alguma desta criminalidade é altamente sofisticada”, descreveu. Depois das operações policiais terem tido lugar, as autoridades registaram uma “substancial redução de prescrição por parte de alguns médicos e de vendas nalgumas farmácias, bem como ao nível da despesa do Serviço Nacional de Saúde”.

Portugal é um fartote, sobretudo para os contribuintes, e mais dia, menos dia, para os detentores de depósitos bancários, uma vez que os credores não vão aceitar pagar estes crimes.

Monday, April 01, 2013

Farmácias online ilegais

Os EUA é um país de extremos. Mas, por lá, a Lei funciona. Ou, como neste caso, nem foi preciso o Tribunal entrar em campo: A empresa de correio expresso UPS acordou ontem pagar 40 milhões de dólares (31,2 milhões de euros) para evitar ir a tribunal pela entrega de medicamentos em nome de farmácias online ilegais.

Se este caso acontecesse em Portugal, a empresa de correio expresso seria julgada daqui por uns quantos anos, logo antes do caso prescrever. A seguir, prescrevia, e os prevaricadores continuavam impunes.

O Ministério Público dos EUA funciona sem ineficiências propositadas, como acontece habitualmente em alguns países: O Departamento de Justiça dos Estados Unidos levou a cabo uma investigação em que provou que a UPS fez o transporte e entrega de medicamentos em nome de farmácias na Internet que distribuíam substâncias controladas e sujeitas a receita, sem que as mesmas fossem suportadas por prescrições médicas válidas.

A diferença fundamental entre seres humanos, não está relacionada com a cor da pele ou a religião, está relacionada com o facto de existirem seres humanos que aprendem com a experiência, enquanto outros cometem erros sucessivos.

Tuesday, March 26, 2013

Evidentemente, Senhor Ministro

Não é possível misturar aquilo que não se pode misturar. O azeite não se mistura com a água. O vinho mistura-se com a cerveja, mas não presta. A água misturada com o leite não tem sentido. Tudo isto, a propósito de misturas inconcebíveis: Um processo de inquérito levado a cabo pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS) concluiu que nos 48 hospitais públicos investigados, dez exerciam medicina privada nas suas próprias instalações, após o horário de funcionamento dos serviços públicos, tal como consultas, exames de diagnóstico e cirurgias.

É preciso ter em conta que o Estado é de todos os cidadãos, e em particular daqueles que contribuem para ele, isto é os contribuintes. Infelizmente, o Estado em Portugal tem tido donos. Os governantes de turno. As castas que se assenhoram do Estado, eleitas e não-eleitas, como os altos funcionários do Estado, como sejam as elites da magistratura, das repartições de finanças, das polícias, das forças armadas, etc.

Portugal chegou ao fim de uma era, porque tem sido objecto de utilização a seu bel prazer daquelas elites que se assenhoraram do Estado. Com esta forma de funcionar, Portugal entrou em bancarrota. Pode mesmo deixar de existir para sempre, e como existiu no passado, livre e independente.

Mas, como todos sabemos, as Leis feitas pelos "donos do Estado" favorecem um conjunto de entidades, muitas delas com claros interesses privados: Esta prática não é ilegal, mas de acordo com a ERS levanta várias questões que podem ser prejudiciais para os utentes do Serviço Nacional de Saúde, tais como a "ausência de transparência na relação entre o utente e o prestador", o aumento dos tempos de espera para os utentes do SNS "para dar preferência ao atendimento de outros utentes (particulares ou beneficiários de seguros de saúde)".

Portugal chegou ao fim, por culpa dos seus "donos" e por omissão dos restantes cidadãos.

Thursday, March 21, 2013

Quem não come por ter comido

A doença não é de perigo! É verdade. Durante décadas, existiram alguns negócios no sector da saúde que eram melhores do que "vender água de coco no deserto". Não significa que muitos dos serviços prestados não fizessem sentido. Apenas se verificou um excesso de excessos. Portugal passou em duas décadas de um país em desenvolvimento para um país desenvolvido. Foi bom. Mas, foi algo conquistado com ajudas externas. Agora, acabou-se: A faturação dos consultórios de medicina dentária diminuiu cerca de 40 por cento, em 2012, em resultado da crise que leva as pessoas a não gastar na prevenção, revelou o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas.

Quem conhece bem os ciclos económicos, sabe bem que longos ciclos de miséria, por vezes são possíveis de inverter. Contudo, sabe também que longos ciclos de prosperidade podem trazer tempestades, se não assentarem em estruturas fortes.

Agora, contam-se os estragos: O bastonário disse que a faturação dos 5.000 a 6.000 consultórios de medicina dentária diminuiu entre 30 a 40 por cento, no ano passado, em relação a 2011.

Monday, March 18, 2013

Turismo médico

Numa fase de economia em declínio acentuado, em que o pânico se instala, nada como tentar ser criativo e buscar novas soluções com possibilidade de concretização: As cirurgias de transplante de cabelo poderão transformar-se num novo cartão de visita para o turismo de saúde no Algarve. A crença é de um especialista português que tem operado vários estrangeiros na região e que defende que o procedimento pode vir a ajudar a combater a crise no setor.

É bom ler isto, num tempo de descrença absoluta: Segundo Pedro Cruz Dinis, mesmo com os gastos na viagem e estadia no Algarve, o paciente ficaria a ganhar relativamente aos preços naquele país, e as qualidades turísticas da região tornam-na capaz de competir com os países que oferecem este tipo de cirurgias a preços semelhantes, como a Grécia, a Turquia ou a Hungria.

Friday, March 15, 2013

What a crazy world


While energy drinks like Monster and Red Bull are not inherently dangerous, their popularity has resulted in the doubling of hospital visits related to excessive intake. Now come reports that these caffeine-fueled drinks are the top-selling beverage — of any kind — in all Army and Air Force general stores worldwide. That has many in the military and medical profession concerned, and for good reason.

Pieter Cohen, an assistant professor at Harvard Medical School, and Colonel Erin Edgar, the chief surgeon for US Central Command, are joining forces to urge the Pentagon to do what the Food and Drug Administration so far has not: regulate the consumption of energy drinks. 

Soldiers who took energy supplements were more likely to suffer from irregular heartbeats; some in combat were not able to return to duty; and others required expensive, and sometimes dangerous, aeromedical evacuation.

The Pentagon shouldn’t remove energy drinks from Army and Air Force general stores. They’re popular and safe, if used in moderation. But the military need not perpetuate an unnecessary risk. It should take a close look at how much caffeine is in each of the various products used by soldiers — from Red Bull to caffeine-laced gum for combat purposes — and provide simple guidelines to troops on how much is too much.

Friday, March 08, 2013

Os leprosos poderosos

Quando a riqueza se concentra e a miséria aumenta, é natural que se processem ajustamentos mais ou menos violentos. Como a chamada Justiça não é amiga dos cidadãos portugueses, e como o sentimento de impunidade é absoluto, sobretudo quando estão em causa pessoas das chamadas "castas superiores", os cidadãos recolhem-se no pouco poder que têm: na desconfiança, no boicote, na omissão, na guerrilha, se for mesmo necessária.

Perante gangues organizados, só mesmo a guerrilha é a ferramenta adequada para afrontar os vampiros: O presidente do Instituto do Sangue receia que as notícias sobre as ligações de José Sócrates à Octapharma, que trata o plasma, se traduzam em menos doações e esclareceu que o sangue dos portugueses não está envolvido em negócios.

Os portugueses são, por ora, um povo manso, ou tolerante. Apesar de ao longo da sua História, os portugueses foram tudo menos mansos! Se alguém tem a memória curta, há quem pense mais fundo e mais longe.

Por ora, a guerrilha é a arma adequada para afrontar os vampiros do sangue: «Qualquer notícia à volta do sangue, do plasma ou das plaquetas é destrutiva em termos de colheitas. Os dadores, que ainda por cima são benévolos, afastam-se das nossas brigadas sempre que pressentem que existe qualquer negócio, qualquer coisa menos transparente».

Ninguém gosta de estar junto dos leprosos (salvo, a dignidade humana que merecem).

Friday, March 01, 2013

Promiscuidades

Num país que vive a miséria, a impunidade, e o esbulho fiscal, todos os cidadãos de bem, e ainda há muitos, têm que desconfiar de tudo. Até porque, a quase generalidade dos detentores de cargos públicos, vá-se lá saber porquê, são normalmente ricos ou pelo menos abastados, depois de exercerem os tais cargos, quando antes, andavam por aí, aos caídos!

Às vezes, o que parece é: «O presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT), Luís Cunha Ribeiro, vive numa casa no mesmo prédio de José Sócrates, na rua Braamcamp, em Lisboa. A casa está arrendada à empresa Convida - Investimentos Imobiliários e Turísticos, da qual é administrador Paulo Castro, que é também gestor da Octapharma na Suíça e gerente da Octapharma em Portugal. E foi ainda Paulo Castro que convidou José Sócrates para ser consultor daquela farmacêutica suíça para a América Latina.»

Friday, February 22, 2013

A razão da falência de Portugal

Há muitos portugueses que se indagam sobre a razão da falência de Portugal. Há muitas. Uma delas está relacionada com a falta de rigor e de controlo da chamada "coisa pública": O Ministério da Saúde comunicou às entidades competentes nos últimos meses mais de 60 casos de fraudes relacionadas com prescrição e faturação de medicamentos, num montante que ultrapassa os 45 milhões de euros.

Como os funcionários do Ministério da Saúde não gostam muito de trabalhar, nem sequer sabem o que é a função de controlo de gestão, muitos destes "golpes" cometidos contra o pobre do contribuinte, são apenas detectados através da informatização em curso no Ministério: Em comunicado emitido na sequência da detenção de cinco pessoas no âmbito da operação da Polícia Judiciária (PJ) "Receitas a Soldo", o ministério refere que "segue ativamente os casos anómalos detetados no processo de conferência de prescrições e respetiva faturação, tanto de medicamentos como de meios complementares de diagnóstico e terapêutica".

Não se pense que Portugal vai sair da falência tão cedo, até porque as más práticas e a imoralidade, não desaparecem rápidamente. Tem que haver Justiça. De outra forma, tudo continuará com dantes. Só que, o dinheiro escasseará cada vez mais. É o fado!