Showing posts with label Fernando Pardal. Show all posts
Showing posts with label Fernando Pardal. Show all posts

Wednesday, April 17, 2013

Portugal é uma brincadeira

Deveremos racionalizar os recursos? Sim, deveremos. Mas, isto é surreal: Fernando Pardal está registado na Ordem dos Médicos como sendo especialista em Anatomia Patológica. Serviço de especialidade que dirige há anos no Hospital de Braga. Acontece que este clínico acumula, actualmente, cargos de direcção em mais seis especialidades distintas: reumatologia, cirurgia maxilofacial, nefrologia, genética médica e doenças infecciosas.


Ainda que a entidade que gere o Hospital de Braga venha com desculpas absolutamente incompreensíveis: a administração deste hospital, em parceria público-privada, garantiu que o médico está a ocupar estes cargos “interinamente” por ser o elemento mais experiente da equipa, dado que estes serviços “agrupam um número ainda reduzido de profissionais”.

Oh meus amigos, se não têm recursos disponíveis, não digam às pessoas que os serviços existem. Isto é pura manipulação. Isto é enganar as pessoas frontalmente. Nem sequer se deveria tolerar isto, num hospital privado. Num hospital público, é absolutamente inacreditável e diz bem sobre a choldra em que Portugal se vê envolvido.

Não contentes com a falta de profissionalismo, e com a não existência de ética, querem mandar o lixo para debaixo do tapete: do site do hospital foi retirada a informação que dava conta, até à passada segunda-feira, do nome de Fernando Pardal associado às sete especialidades.

Sunday, October 28, 2012

Total desprezo pelos cidadãos

Já aqui tínhamos comentado esta triste notícia: O Hospital de Braga assumiu «erro humano» na programação do equipamento utilizado no tratamento de fototerapia de uma mulher de 61 anos, que acabou por morrer poucos dias após o tratamento.

Curiosamente, antes, um alegado responsável do hospital (director clínico) terá dissertado algo deste género: Fernando Pardal apenas garantiu que o hospital iniciou “um processo de averiguações interno com carácter de urgência”. Mas frisou, em declaração pública e baseado em “informações preliminares de um processo que será mais longo”, que “não houve, em nenhum momento, esquecimento de doente em qualquer tipo de equipamento do hospital”.

Errar é humano. Mas, trabalhar tendo como objecto pessoas, deve implicar um elevado grau de responsabilidade. Não pode ser gerido de forma leviana. O branqueamento da morte de um cidadão, ainda que por erro ou incidente, é um acto leviano. Não se compreende que exista Ministério Público em Portugal, e este órgão não pareça ter qualquer intervenção.

Pelo menos, é o que parece: De acordo com o que se vier a apurar, poderá ser instaurado um processo de natureza disciplinar ou então ser feita uma participação ao Ministério Público.

O que será preciso para que exista a intervenção do Ministério Público? Uma escuta telefónica a um político?