The optimism expressed by liver specialist Dr. Marc Bilodeau – who says we’re at
the beginning of a new era in both the treatment and cure of Hepatitis C – is
comforting if not contagious. This is especially true for any of us who has ever witnessed the great suffering
of someone who dies from the virus that causes cirrhosis and liver failure, or
liver cancer. However, Bilodeau – who is also a researcher at the Centre de recherche du CHUM,
Hopital Saint-Luc in Montreal – has a message for ALL baby boomers and health
care providers, including pharmacists and dentists. To the boomers, who may not know they’re infected with the virus until it’s too
late: “Ask your doctor for a simple blood test.”
Friday, February 01, 2013
Tuesday, January 29, 2013
Maus ventos em Portugal
Não vale a pena embandeirar em arco. Não vale a pena chorar pelo leite derramado. Não vale a pena, a lástima. Vale a pena estar atento à miséria crescente, que era antecipadamente previsível: A V Jornada de Recolha de Medicamentos, do Banco Farmacêutico, vai decorrer no dia 16 de Fevereiro, contando com a adesão de 110 farmácias das regiões do Alentejo, Algarve, Covilhã, Lisboa, Santarém e Setúbal.
Os números crescem: esta edição serão beneficiadas 67 IPSS e misericórdias das regiões onde decorre a campanha.
Não temos nada contra a caridade, ou sequer a solidariedade. Antes pelo contrário. Contudo, uma sociedade constrói-se com trabalho, com esforço, com empenho. A solidariedade é importante, mas é efémera.
Enquanto isto, o Governo exulta por contrair dívida, para pagar dívidas. A Oposição está já ansiosa por voltar ao poder. Coitados dos portugueses!
Wednesday, January 23, 2013
Exclusividade: exige-se!
Evidentemente que é uma exigência crucial, que contribuirá inevitavelmente para a sobrevivência do Serviço Nacional de Saúde impor a exclusividade aos médicos. Infelizmente, as tentativas de colocar controlos de horários, como o "pica-ponto" ou a "dedeira" do Prof. Correia de Campos, foram meros paliativos, que não evitam que os médicos estejam no Hospital de serviço, entre as 9h15m e as 12h45m.
Assim, o gestor Paulo Macedo vê bem o cenário: O ministro da Saúde admite estudar a separação dos profissionais entre o setor público e o privado para garantir a sustentabilidade da Saúde.
Já sabemos qual vai ser o relambório das corporações médicas, Ordem e Sindicatos. Vão logo dizer que só vão ficar no serviço público, os piores médicos. Como se isso fosse verdade. É o mesmo que dizer que os Juízes, os militares, os polícias ou os funcionários das finanças não prestam, pois eles estão em exclusividade na Função Pública. É tempo de ouvir as corporações, e tomar decisões, sem tibiezas. Custe o que custar!
Friday, January 18, 2013
Lobos com pele de Cordeiro
Engraçados e patuscos estes farmaceuticos de oficina: Mais de metade das farmácias tinha o fornecimento de medicamentos suspenso em
dezembro, mês em que estes estabelecimentos registaram a maior quebra nas
vendas, revelou hoje a Associação Nacional de Farmácias (ANF).
Durante décadas, entrelaçaram-se com o Estado, através de negócios tripartidos entre o Ministro de serviço na João Crisóstomo e a banca que oleava o sistema. Viveram como nababos, viajaram por paraísos tropicais, ajudaram à expansão económica dos grupos automóveis alemães, fizeram de cada farmácia de oficina, um objecto de luxo, travestido de serviços de saúde.
Agora, choram, fazem birras, e até luto: Em dezembro de 2012, o número de farmácias com fornecimentos suspensos em
pelo menos um grossista era de 1600, ou seja, mais de 55 por cento do total das
farmácias do país.
Esqueceram-se que a farmácia de oficina é um negócio, com uma vertente regulamentar, mas simultaneamente altamente protegido pelo sempre amigo Estado, pois foi e é o seu melhor cliente, e ainda por cima, permite que a abertura de farmácias seja limitada por Lei.
Mas, o sempre adormecido Estado, lá acordou, depois de uma falência evidente, e teve que corrigir a obesidade: No total de 2011 e2012, a redução da despesa pública com medicamentos dispensados
nas Farmácias será superior a 600 milhões de euros.
Parabéns, Dr. Paulo Macedo.
Sunday, January 13, 2013
Será o SNS confiável?
Gostávamos que sim. No entanto, esta notícia é um forte sinal de desconfiança no Serviço Nacional de Saúde: O antigo Presidente da República, Mário Soares, deu entrada no Hospital da Luz no sábado devido
a uma indisposição e está estável, mas sob vigilância médica.
Porque é um sinal de desconfiança? Apenas porque o antigo Presidente da República reside numa zona de grande concentração hospitalar pública, sendo também a zona com mais recursos humanos e tecnológicos de qualidade na oferta de saúde.
Ora se assim é, porque prefere o antigo Presidente da República, estar a recuperar de um ligeiro AVC, num pequeno hospital privado de Lisboa?
Friday, January 11, 2013
Até os militares
Há uma ideia antiga, de que há guardas morais das sociedades mais desenvolvidas. Os bombeiros, os padres, os professores, ou os militares, são considerados como pessoas de bem, pessoas que cumprem, pessoas rigorosas.
Em Portugal, até nisto se perdeu o norte: Na edição desta sexta-feira, o Correio da Manhã denuncia uma fraude de 13 milhões de euros na saúde militar.
O descontrolo, o amiguismo, o nepotismo é total e absoluto: O jornal revela que existiam familiares de militares com inscrição à margem da lei no sistema. Trabalhavam na iniciativa privada e tinham regalias públicas. Foram 12 mil pessoas as que beneficiaram de esquema ilegítimo desde 2008.
E o que se faz agora? Obrigam-se as pessoas a devolverem o dinheiro? Há quantos anos se vive em bordel?
Já não há guarda moral, para o cidadão cumpridor que aguenta um Estado confiscatório e apenas protector de élites corruptas e corrompidas.Sunday, January 06, 2013
Failing NHS bosses will go
A típica tolerância católica não é aceite nos países protestantes. Vejamos mais um exemplo:
- Health Secretary Jeremy Hunt has warned NHS managers cannot expect to keep their jobs if they preside over failings in care.
- There were hundreds more deaths than expected at the hospital between 2005 and 2009. Some of those deaths were caused by the failings at the hospital.
- A public inquiry has been looking at how the failures in care were allowed to happen by managers and regulators. Ahead of its report, Mr Hunt called for "total openness and transparency when things go wrong", and a change of culture to give greater priority to compassion.
- "Just as a manager wouldn't expect to keep their job if they lost control of their finances nor should they expect to keep it if they lose control of the care in their organisation either,"
- "And that means above all happy and motivated staff - something that is always a priority in successful NHS organisations or indeed any other organisation as well. "Most of all we need a change of culture.
- "Patients must never be treated as numbers but as human beings, indeed human beings at their frailest and most vulnerable."
- The Patients Association backed Mr Hunt's comments, saying "managers and boards must be held accountable for what goes on within their trusts and the appropriate action must be taken".
Como se percebe, a situação reporta-se à Grã-Bretanha. Em Portugal, who cares!
Tuesday, January 01, 2013
Monster
Monster Energy has been hit with yet another class action lawsuit, but not one
that plows much new ground, according to attorney Justin Prochnow.
Sunday, December 30, 2012
A imagem do declínio aprofundado
Quer se goste ou não, o nascimento é um símbolo positivo e de felicidade evidente. A morte é inevitável, e é também um símbolo de decadência. Portugal está decadente há bastante tempo, apenas por culpa própria, até nisto: Houve mais 16 mil funerais do que partos só no primeiro semestre de 2012.
O povo e as élites estão imunes e desatentos: Aos défices financeiros Portugal soma défices demográficos consecutivos. Se
considerarmos apenas os seis primeiros meses de 2012, morreram quase mais 16 mil
pessoas do que as que nasceram em Portugal, o que se justifica em parte devido
ao pico da mortalidade verificado em Fevereiro e Março. É muito? Para alguns
especialistas, é demasiado. A manter-se a tendência, será "preocupante". Em
2011, o número de funerais suplantou em cerca de seis mil o total de partos, e
nessa altura já soaram campainhas de alarme.
Como aqui se refere, este problema não se limita apenas à presente falência do Estado português: Cada ano que passa registam-se menos nascimentos em Portugal. Explicações
simplistas e centradas no presente, que domina os debates da actualidade, dirão
que isso se deve à crise. Mas apesar das circunstâncias actuais, este não é um
fenómeno conjuntural. A descida é constante desde a década de 1980 e não foi
invertida mesmo em períodos de melhoria das condições de vida da população.
Porque estará Portugal em processo de auto-destruição?
Saturday, December 22, 2012
Cada cirurgião faz em média uma cirurgia por semana
Portugal está em completo estado de catarse. Se calhar, poderá vir até a diluir-se. Se vier a acontecer, será por culpa dos portugueses, pertençam eles às élites de poder, sejam eles povo, apenas.
Isto são crimes contra uma pátria sem destino e sem vontade ou alma: O presidente do Conselho de Administração do Hospital de São João, no Porto, disse ontem à noite na TVI24 que em Portugal existem 3854 cirurgiões especialistas e que cada especialista em cirurgia, das várias especialidades que há, "faz em média uma cirurgia por semana, convencional".
Isto é aterrador, sobretudo para quem paga impostos: António Ferreira apresentou os seguintes números: "Nós, serviço nacional de saúde, fizemos em Portugal, em 2010, 196 675 cirurgias, em todas as especialidades. Temos em Portugal cirurgiões especialistas, não estou a falar dos internos de especialidade, que também trabalham nos hospitais, 3854. Se considerarmos um ano de 46 semanas isto dá um indicador que é que cada cirurgião especialista, das várias especialidades, faz em média uma cirurgia por semana, convencional".
Coitados dos portugueses que ainda remam contra a maré imensa de oportunistas e sugadores de um Estado falido.
Sunday, December 16, 2012
Farmácias em luto
Fazer dos outros parvos, foi sempre um dos desportos favoritos de uns quantos cidadãos portugueses. Depois de durante décadas, os detentores de farmácias enriquecerem quase todos, muito à custa de uma relação duradoura com o seu principal cliente, o Ministério da Saúde, de repente viram o seu maná ficar ameaçado porque Portugal faliu. Como Portugal faliu, o Ministério da Saúde deixou de poder ser bondoso para os proprietários de farmácias. Estes, como vingança, decidiram escrever por todo o Portugal, "farmácias em luto".
Há quem lhes chame espertos. Há quem lhes chame, "chicos". Nós rimo-nos, não porque a desgraça alheia nos dê prazer, mas porque o feitiço se pode virar contra o feiticeiro: Uma empresa detida em parte pela Associação Nacional de Farmácias é suspeita de
exportação ilegal de medicamentos para vários países europeus, originando falhas
no abastecimento às farmácias em Portugal.
Como o assunto é sério, pois a dívida do Estado português durará décadas a ser paga, é com absoluto desdém que assistimos ao dito luto. De luto estão os contribuintes que têm que aguentar a pilhagem fiscal em curso, muito por força da bondade do Estado durante décadas, sobretudo junto de uns quantos amigalhaços.
Thursday, December 13, 2012
O enfartamento
Um dos sinais de decadência de Portugal passou por uma visão ingénua da vida, em que se criou um imaginário de que os cidadãos tinham direito a tudo (saúde, educação, habitação, etc.), sem que tivessem que dispender recursos directos. Mais, nesse idealismo confrangedor, até se considerava que toda e qualquer parte do país, poderia e deveria ter uma rede de assistência pública, independentemente da sua dimensão social e económica.
O chamado Hospital do Médio Tejo, que resultou da fusão de 3 hospitais (Tomar, Torres Novas e Abrantes), foi um dos máximos expoentes da irracionalidade que varreu Portugal.
Agora, padece-se de enfartamento: O Centro Hospitalar do Médio Tejo, que engloba as unidades de Tomar, Abrantes e Torres Novas, bem como o hospital de Santarém fazem parte da lista dos 21 hospitais em risco de falência técnica no país.
Surprendido? Não. Apenas, nos espantamos de isto estar a acontecer só agora. Naturalmente que quando se fundiram os 3 hospitais, já eram sinais de clara hecatombe à vista.
E quando a cabeça não pensa, o corpo é que paga: Os dados são revelados hoje na edição do jornal Correio da Manhã que aponta para um prejuízo de 14,3 milhões de euros no Centro Hospitalar do Médio Tejo e 3,2 milhões de euros no hospital de Santarém, dados referentes a julho de 2012. Perante este estrangulamento financeiro nos hospitais em falência técnica verifica-se o cancelamento de cirurgias programadas e a suspensão de tratamentos a doentes crónicos.
Há um projecto para transformar a Maternidade Alfredo da Costa em Museu da Criança. Que ideias terão os políticos de serviço para vir a colocar nos hospitais falidos de Tomar, Torres Novas e Abrantes? Lojas do cidadão?
Sunday, December 09, 2012
O navio almirante adornou
Falar em SNS, gratuito e com uma oferta de serviço global, é uma miragem. Cada vez mais, o chamado SNS servirá, ainda que apenas numa relação de qualidade-preço. Isto é, atendendo a que ainda não se paga muito de cada vez que se vai a um hospital ou centro de saúde, públicos, o que se obtem de serviço não é mau.
Contudo, tem que se ponderar o que se paga em impostos. A falácia monumental de que "o SNS era gratuito", sempre se fundamentou na ideia de que "o Estado pagava". Ora, o Estado só pode pagar, o que recebe dos contribuintes.
Agora, o que se obtém do SNS é pouco, mas o que se paga em impostos e em taxas moderadoras é demasiado. Até o navio-almirante, o hospital universitário de Lisboa já está em falência técnica: O hospital de Santa Maria, em Lisboa, já esgotou a verba dada pelo Ministério da
Saúde (290 milhões de euros) para o ano de 2012. Desde o mês de Outubro, o
hospital só tem dinheiro para pagar salários e para despesas com a luz, água e
comida.
A lógica dos Senhores administradores hospitalares, nunca foi a da gestão de uma conta de exploração. A lógica dos chamados administradores, sempre foi a de "gaste-se o que é preciso, independentemente dos custos". Naturalmente, que um dia se haveria de bater no fundo.
Curiosamente, a justificação que se dá para esta situação é igual a tantas outras do passado: Correia da Cunha explicou que o problema não é de má gestão, mas sim de
subfinanciamento e de erros de cálculo. “Este ano o nosso orçamento foi reduzido
em 56 milhões de euros com o pressuposto de que a actividade iria diminuir 20 a
30% com a abertura do hospital Beatriz Ângelo, em Loures, e isso não se
verificou”.
Coitado de quem ainda paga impostos!
Post Scriptum: não há nenhum incentivo para se pagar impostos em Portugal.
Sunday, December 02, 2012
O polvo
Nos idos da década de oitenta, havia uma série de televisão italiana de nome "La piovra". Em Itália, país do Sol, da bela comida, do design e das ligações de la famiglia, nunca se conseguiram eliminar as ligações perigosas. Existiu a "operação mãos limpas"; existiu o herói Juíz António di Pietro; descobriu-se o que era a loja maçónica P2; foram assassinados muitos procuradores e polícias; mas, na Sícilia continuou a mandar a Cosa Nostra; e em Nápoles, mesmo com lixo espalhado por toda a cidade, a Camorra não arredou pé.
Em Portugal, país do Sol, da boa comida, do mar azul e de um certo neo-feudalismo, nunca se conseguem apanhar as ligações perigosas.
No sector do retalho dos medicamentos, as ligações são belíssimas: O Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa está a analisar
novos documentos sobre os negócios da Associação Nacional de Farmácias (ANF). Em
causa estão suspeitas de alegados favores do Governo de José Sócrates à ANF,
liderada por João Cordeiro em 2010.
A ligeireza e a auto-confiança é tão grande, que até se diz isto: João Cordeiro considerava que a então ministra da Saúde, Ana Jorge, "não percebia
um corno" da questão dos preços dos medicamentos e que o seu secretário de
EStado, Francisco Ramos, estava a atrasar o diploma.
Ainda há quem se questione, sobre as razões da falência de Portugal. Só não entende, quem é ingénuo ou tolo, ou ainda quem beneficia do neo-feudalismo.
Foi Você que assinou um documento solidário com as "farmácias em luto"?
Friday, November 30, 2012
Dengue na Madeira
O número de casos de dengue confirmados em laboratório aumentou na última semana para 966. “Foram notificados 1.891 casos de febre de dengue, dos quais 966 com confirmação laboratorial”, afirmou Francisco George, que assina o comunicado semanal, disponível no sítio na Internet da Direção-Geral da Saúde (DGS).
No documento lê-se que no âmbito do processo de monitorização do surto de dengue na ilha da Madeira, “desde o dia 3 de outubro e até ao dia 25 de novembro foram, cumulativamente, notificados 1.891 casos de febre de dengue” na região.
No boletim emitido a 07 de novembro, a DGS anunciou que “a situação epidemiológica atual não implica qualquer restrição a viagens” para a Madeira, mas “os viajantes deverão observar as recomendações” deste organismo disponíveis no seu sítio da Internet e “ter em atenção as orientações das autoridades de saúde da Região Autónoma da Madeira”. “A principal medida de proteção contra picadas de mosquitos vetores é o uso de repelentes”, sustenta a DGS.
Friday, November 23, 2012
A queda da procura das urgências hospitalares
Durante muitos anos, era comum ouvir-se muitos técnicos de saúde referirem que os doentes se deslocavam a uma urgência hospitalar pelas mais variadas razões. Desde acidentes graves, até a uma simples constipação, tudo eram motivos de deslocação a uma urgência hospitalar.
As pessoas não tinham suficiente informação para utilizarem outros recursos do sistema de saúde, como os Centros de Saúde, ou simplemente, não confiavam nestes mesmos recursos. E assim, por qualquer razão, as pessoas deslocavam-se logo à urgência hospitalar, mesmo que acabassem por lá vir a estar por cerca de 10 ou 12 horas.
O preço baixo do atendimento numa urgência hospitalar, também ajudava ao frenesim. Agora, parece que vai começar a haver desafogo na frente hospitalar: Nos primeiros sete meses do ano, os hospitais deram resposta a 3,4 milhões de
episódios de urgência, o que corresponde a menos 1800 casos diários, uma
evolução que se considera estar “em linha com o esperado, registando-se uma
desejável moderação do acesso face a igual período de 2011”.
Mais, parece que na realidade, são as situações menos urgentes ou menos graves, que estão a diminuir nas urgências hospitalares: “A redução é significativa nos verdes e nos azuis".
Ás vezes o pagamento de uma pequena verba (face ao custo significativo de uma urgência hospitalar) pode ser um elemnto formativo e de pressão, junto de uma população mal informada ou mal formada.
Thursday, November 15, 2012
Cigarros: abordagem hardcore
Warning labels on cigarette packages in Canada, which feature disturbing images
that include a diseased tongue and a child wearing an oxygen mask, are among the
toughest in the world, but more needs to be done, such as plain packaging, to
reduce smoking rates, according to a new report. The Canadian Cancer Society published an international report Wednesday that
comprehensively ranks cigarette warning labels in 198 countries and
jurisdictions around the world. Rankings were based on the size of warnings on
cigarette packages and whether countries have introduced picture warnings on
packages. Canada moved up to fourth in the world rankings in 2012, a major boost from 15th
place in 2010. Although it’s an improvement, Canada still hasn’t reclaimed its
top spot. Canada was the first country in the world to introduce graphic warning labels on
cigarette packages. But in 2010, the federal government announced it was
shelving the introduction of larger warning labels with new graphic images. The
CBC later reported the plan was halted after the tobacco industry lobbied the
federal government. Soon after that report aired, Health Minister Leona Aglukkaq
said the update would go ahead. The new warnings, which cover 75 per cent of
cigarette packages, were rolled out earlier this year.
The leader of the pack in this year’s survey is Australia, the first country to
pass legislation requiring plain packaging on cigarettes in addition to graphic
health warnings. In August, Australia’s highest court dismissed a challenge from
the tobacco industry, and the new packaging will be rolled out next month.
Friday, November 09, 2012
Maternidade Alfredo da Costa: sinais de decadência
Portugal não faz filhos. Por cada casal, há cerca de 1,2 filhos. O país morre lentamente. A morte é sempre má. A morte lenta é muito dolorosa. Sem nascimentos têm que se reduzir as maternidades.
Esta é só a mais emblemática: A Maternidade Alfredo da Costa (MAC) vai fechar no “final do ano ou princípio do
[novo] ano”, conforme está previsto, o que significa que vai encerrar antes da
abertura do Hospital de Todos os Santos.
Como diria um ex-Primeiro Ministro, "é a vida"!
Vai acabar o mito dos nascidos em "São Sebastião da Pedreira". Outros mitos acabaram, alguns dos grandes bancos não são portugueses (são angolanos, espanhóis, etc.), as maiores empresas industriais são também estrangeiras (a Auto-Europa, a GALP, etc.) e o Estado português deixou de ser uma pessoa de bem (vai ter que renegociar a dívida, tarde ou cedo, ou se quisermos, não vai pagar o que deve).
Estamos curiosos para saber o que vai ser feito da Maternidade Alfredo da Costa? Não, esclarecem-nos que vai ser isto: As instalações da Maternidade Alfredo da Costa e do Hospital Dona Estefânia, em
Lisboa, vão continuar no Serviço Nacional de Saúde, que as deverá adaptar,
respetivamente, a um centro de exposições e a um espaço dedicado à criança.
Podia ser pior. Por exemplo, poderia vir a ser um qualquer Bataclan!
Curioso vai ser, perceber qual vai ser a reacção de um político de Esquerda, cuja mulher trabalha na velha MAC, e parece que tem um consultório privado nas redondezas!
Sunday, November 04, 2012
Habituem-se
O diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) afirmou que
a situação desta escola no atual contexto de crise "é péssima" e antecipou um
cenário "catastrófico" caso se confirme o corte orçamental da UC. "A situação da FMUC neste momento é péssima. (...) Hoje em dia, a gestão
corrente da faculdade é muito difícil, não há dinheiro para nada", disse Joaquim
Murta em declarações à agência Lusa, adiantando que a gestão corrente desta
escola "é muito difícil" e que "não há dinheiro para nada", mesmo para "as
coisas mais básicas". Falta de verba para toners das impressoras onde são impressos os exames dos
alunos, para o papel higiénico ou para as rações dos animais do biotério foram
alguns dos exemplos dados por Joaquim Murta. Mas este "constrangimento total" reflete-se, segundo o professor catedrático,
noutras áreas. "Temos um problema grave porque somos uma faculdade em que fazemos muita
prestação de serviços ao exterior. São receitas próprias que é preciso
incentivar e acarinhar e, muitas vezes, não temos o dinheiro para os
reagentes...", afirmou. Joaquim Murta referiu ainda que entre os "milhões largos de euros" que a escola
tem a haver o principal devedor é o Estado. Lembrou, por outro lado, que os
cursos de Medicina são "muito caros".
Parece que a dívida de Portugal aos credores externos é de cerca de 200.000 milhões de euros!
Friday, November 02, 2012
SNS: Sinais de fim à vista
Nada que nos surpreenda. Há longos anos que se vinha esticando a corda. Médicos a trabalharem no público e no privado. Descontrolo na despesa dos medicamentos nos hospitais. Enriquecimento dos proprietários de farmácia à custa do financiamento público. Meios complementares de diagnóstico em roda livre. Amiguismo e nepotismo na classe dos administradores hospitalares. Total falta de controlo e auditoria de gestão. Complacência absoluta do chamado "poder político", desde os tempos de Correia de Campos I, até à "Ana Gripe A Jorge" (salvou-se parte do consulado de Correia de Campos II).
Agora, é ver o barco a adornar todos os dias:
1. O Hospital de São João, no Porto, avançou este mês com o plano de redução de horas contratadas com a Conforlimpa, devido a restrições orçamentais. O despedimento de funcionários é "inevitável", segundo a empresa de limpeza.
2. Os utentes do Hospital de Matosinhos estão a ser avisados por carta que têm de pagar dívidas que já prescreveram.
3. O Hospital de Viana do Castelo vai abrir um processo de averiguações ao caso da recém-nascida que sofreu uma hemorragia no umbigo durante cinco horas. Ao CM, a unidade disse estar "muito solidária com a família", mas com os pais, residentes em Barcelos, ainda não trocaram uma palavra. O parto foi a 16 de Outubro e a bebé esteve sete dias internada nos Cuidados Intensivos. Agora os pais ponderam processar o hospital por negligência.
4. Idosa ferida em assalto finge queda na rua para não pagar conta hospitalar. Serviço Nacional de Saúde não comparticipa tratamento nestes casos, cobrando 108 euros mais taxa moderadora. Uma septuagenária vítima de assalto teve de esconder que este foi o motivo da agressão que a levou ao Hospital de Vila Franca de Xira para não pagar 108 euros, além da taxa moderadora. Jorge Santos, filho da idosa agredida durante um assalto no dia 12, em Vila Franca de Xira, contou à Lusa que, quando chegou ao hospital para inscrever a mãe, um funcionário lhe disse: «E agora vai ser novamente roubada.» A expressão antecedeu o esclarecimento de que tinha de pagar 108 euros por este valor não ser pago pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS), tal como acontece nos casos de acidentes de trabalho e de viação, os quais são cobertos pelas seguradoras. «Nem queria acreditar. São coisas como estas que me envergonham deste país. A minha mãe estava cheia de dores, com hematomas na cara e na cabeça e estava envergonhada, pois parecia que tinha de pagar por ter sido assaltada», desabafou. Questionou os funcionários sobre o valor que a mãe pagaria se tivesse caído na rua, ao que lhe terão respondido que, nesse caso, apenas pagaria a taxa (17,5 euros).
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