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Sunday, November 04, 2012

Habituem-se

O diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) afirmou que a situação desta escola no atual contexto de crise "é péssima" e antecipou um cenário "catastrófico" caso se confirme o corte orçamental da UC. "A situação da FMUC neste momento é péssima. (...) Hoje em dia, a gestão corrente da faculdade é muito difícil, não há dinheiro para nada", disse Joaquim Murta em declarações à agência Lusa, adiantando que a gestão corrente desta escola "é muito difícil" e que "não há dinheiro para nada", mesmo para "as coisas mais básicas". Falta de verba para toners das impressoras onde são impressos os exames dos alunos, para o papel higiénico ou para as rações dos animais do biotério foram alguns dos exemplos dados por Joaquim Murta. Mas este "constrangimento total" reflete-se, segundo o professor catedrático, noutras áreas. "Temos um problema grave porque somos uma faculdade em que fazemos muita prestação de serviços ao exterior. São receitas próprias que é preciso incentivar e acarinhar e, muitas vezes, não temos o dinheiro para os reagentes...", afirmou. Joaquim Murta referiu ainda que entre os "milhões largos de euros" que a escola tem a haver o principal devedor é o Estado. Lembrou, por outro lado, que os cursos de Medicina são "muito caros".

Parece que a dívida de Portugal aos credores externos é de cerca de 200.000 milhões de euros!

Wednesday, June 18, 2008

Investigação em saúde em Portugal

Em Portugal, o conhecimento não tem valor. Em Portugal, desdenha-se o conhecimento. Em Portugal, as Universidades desdenham a realidade. Em Portugal há muito pouca investigação aplicada. Isto é: patentes e patentes com fins comerciais.

Não basta produzir "papers". Não basta ter "centros de investigação". Não basta existirem "investigadores". É importante, que o estudo se transforme e produza realmente, isto é, sejam criados produtos e serviços que tragam valor acrescentado á sociedade. De outra forma, a sociedade não consegue ver vantagem nenhuma na existência de investigação!

Aqui, fala-se de alguns casos portugueses, que parece que vão mostrando resultados:
  • «Criar sinergias para que a inovação chegue mais depressa ao mercado» é, segundo o pró-reitor Fernando Guerra, um dos objectivos do Medtech, fórum internacional que reúne desde ontem centena e meia de líderes europeus de investigação, peritos do sector da saúde e tecnologias médicas, responsáveis de pequenas e médias empresas e investidores privados no auditório do edifício central do Pólo II da Universidade de Coimbra (UC).
  • Os projectos trazidos ao Medtech mostram tecnologias já prontas a entrar no mercado ou ainda à procura de parceiros para serem desenvolvidas.
  • «Espera-se que pelo menos 10 por cento das apresentações venham a ser concretizadas a nível de mercado», sustentou Jorge Figueira, do Gabinete de Apoio às Transferências do Saber da UC.

A Europa está lenta, face às necessidades do mercado. Portugal parece começar a pensar em fazer alguma coisa.....

Post Scriptum: Este nome "Gabinete de Apoio às Transferências do Saber da UC" é estranho!