Friday, April 27, 2012

Why Do So Many Doctors Regret Their Job Choice?

In an online questionnaire of 24,000 doctors representing 25 specialties,only 54%, said they would choose medicine again as a career, down from 69% in 2011. Just 41% would choose the same specialty again. Only a quarter of doctors said they would choose the same practice setting, compared with 50% a year ago. Why such frustration and discontent among physicians? The Medscape survey cites declining incomes, excessive paperwork, and vast uncertainty about changes dictated by the Affordable Care Act.


Especially for patients over 65, doctors must fill out multiple layers of insurance forms. A single elderly patient can have Medicare, and then secondary and tertiary insurance coverage, all of which require separate forms.


The Medscape survey also describes how hospitals are buying up private practices both in primary care and other specialties. This makes some doctors feel less independent and discouraged, says Howard Forman, a professor at the Yale School of Management who researches diagnostic radiology, health policy and healthcare leadership. “The transformation of the field from independence and professionalism to being commoditized and feeling like you’re just another worker is disheartening to some,” he says.

Saturday, April 21, 2012

Aborto recorrente: uma prática irracional

Independentemente de se concordar ou discordar do aborto, há situações que caiem no âmbito da chamada IVG (interrupção voluntária da gravidez), que não cabem na cabeça de um tinhoso!

Repare-se nisto: O último estudo feito sobre o número de abortos em Portugal foi realizado pela Federação Portuguesa pela Vida (FPV) e teve por base os dados oficiais disponíveis: da Direcção-geral da Saúde e do Instituto Nacional de Estatística, até 2010. De acordo com esses números, desde 2007 realizaram-se em Portugal mais de 80 mil interrupções, das quais perto de 13.500 foram repetições. 

Não vamos discutir se é preferível que os pais optem pelo aborto, em vez de um previsível futuro atroz. Não vamos discutir que é dramático que em Portugal, em que existem apenas 1,7 activos por cada reformado, o que deveria levar-se a cabo seria uma política de apoio ao nascimento de crianças, e não à sua morte.

Agora, estes números que vêm de 2007 para cá deixam-nos estes números devastadores: 13.500 dos cerca de 80.000 abortos, são repetições. O quê? Como? Um deslize é aceitável. Isto não são deslizes, isto é irracionalidade, paga pelo erário público, ou seja paga pelos contribuintes e pelos credores de Portugal!

Mas, mesmo sob ponto de vista humano, é caso para perguntar, que raio de pessoas são estas que abortam sucessivamente?! Não vale a pena vir dizer que há um déficit de informação e de formação. Mentira. A escola pública existe, e só não anda lá, quem não quer. Os Centros de Saúde têm políticas de planeamento familiar. Há distribuição de formas de contracepção. Isto é desleixo. Isto é gente tonta.

Portugal não tem tino. Portugal não merece continuar nesta irracionalidade.

Friday, April 13, 2012

Lições de Professor jubilado

Correia de Campos parece que ainda é deputado em Estrasburgo. Correia de Campos deixa de ser funcionário público no activo. Correia de Campos, de forma sempre abrasiva, deixa um conjunto de ideias confusas e controversas, a propósito da Maternidade Alfredo da Costa:
  1. O ex-ministro da Saúde Correia de Campos defende que os partos realizados no Hospital São Francisco de Xavier sejam transferidos para a Maternidade Alfredo da Costa.
  2. O ex-ministro manifesta-se frontalmente contra o encerramento da MAC.
  3. “A MAC é um modelo de alta qualidade mas insustentável no futuro. A integração em hospital central é lógica e evidente, não o fecho. Todo aquele edifício deve ser integrado no Hospital de Todos os Santos. Até lá a MAC deve ficar onde está”
  4. “Reconverter as instalações ótimas do S. Francisco Xavier para outras áreas”, como a oncologia.
  5. O ex-ministro lembra ainda, para sustentar a sua opinião, que o serviço de saúde privado “se está a sentir” com a crise e que, provavelmente, a franja de 35 por cento de partos realizados no privado vai regressar ao setor público.
  6. “Não falta dinheiro. O Governo português tem que encontrar meios, tem que saber que o encargo de seis ou sete hospitais será superior a um novo e tem que aproveitar os fundos comunitários e não desperdiça-los, deitá-los fora, como fez com a Parque Escolar”.
  7. Embora sublinhe que “nem todos os exercícios de planeamento tenham sido bem feitos”, Correia de Campos não tem dúvidas de que se “justificava” a construção da maternidade do Hospital de Loures, até porque vai “drenar as grávidas de Mafra”.
Sinceramente, parece que a jubilação de Correia de Campos vem no momento certo. A dúvida é um importante companheiro da ciência. Embora, a dúvida é inimiga de um gestor de recursos. Ao ver tanta dúvida e caminho transversal, fácilmente se percebe o estado comatoso do chamado SNS. E Correia de Campos não foi dos piores Ministros da Saúde.

Wednesday, April 11, 2012

Evidentemente que não, Senhor Ministro

O Gestor Paulo Macedo, que desempenha funções de Ministro da Saúde afirmou isto: Apesar dos esforços, "a sustentabilidade do SNS não está minimamente assegurada".

Que surpreendente, Senhor Ministro! O peso do SNS é tão grande na economia portuguesa, que só com um crescimento económico relevante, o SNS se mantem sustentável. Ora, como não se vislumbra crescimento económico relevante, provavelmente nem sequer ao longo da presente década, é natural que o co-pagamento das despesas de saúde ou o seu racionamento, são as únicas vias a seguir, por muito que isso doa. Quem disser o contrário, ou é um fantasista ou é mentiroso.

No entanto, o Gestor Paulo Macedo, ou é ingénuo, ou finge que não sabe a história toda, quando afirma isto: o Governo quis discriminar a Saúde numa "época de emergência nacional" e que por isso reforçou com o Orçamento Rectificativo a verba da Saúde em 1.500 milhões de euros, sendo que em 2012 o sector disporá da maior dotação de sempre: 9 mil milhões de euros. O importante agora, diz o ministro, é que "depois da sua aplicação não voltemos à mesma situação que encontrámos em 2011".

Evidentemente que em 2013, a situação vai-se repetir, apesar de um controlo de gestão superior ao que se verificava no tempo da antecessora de Paulo Macedo.

Monday, April 09, 2012

Sítio mal frequentado

Parece que foi Eça que o terá dito, que Portugal era um sítio mal frequentado. Já lá vai mais de um século, e de facto, a gente que frequenta o sítio que dá pelo nome de Portugal é, como Eça dizia, muito fraca: Fabricar medicamentos falsos é um delito que, em Portugal, dificilmente levará o infractor à prisão. Tal só acontece se se provar, posteriormente, que alguém sofreu danos ao consumir esse medicamento. O alerta foi feito pelo vice-presidente do Infarmed, Hélder Mota Filipe, que defende uma alteração da lei para, desse modo, se poder travar este tipo de criminalidade.

Que raio andam a fazer os Senhores Deputados, os tais que fazem as Leis? Que raio anda a fazer a Entidade que supervisiona a farmácia e os medicamentos? Podem-se fazer medicamentos e vende-los, e caso não façam mal, nem bem, o impostor não é penalizado. Que sítio tão mal frequentado.

O pior é que segundo o especialista da Entidade reguladora até é difícil provar a relação causa-efeito: "É muito difícil provar esse risco [do dano causado pela ingestão de medicamentos contrafeitos], a não ser que morra alguém ou que fique altamente debilitado. Mesmo assim, é preciso provar que não há inequivocamente dúvida nenhuma de que aquela situação resulta só e apenas da utilização do medicamento. Tudo o resto é difícil de criminalizar", adiantou ainda Mota Filipe à Lusa.

Afinal, para que pagam impostos aqueles que ainda não saíram de Portugal, e que têm o privilégio de ter rendimentos? Para sustentar esta gente que ocupa os mais altos lugares da República? Assim, como assim, não há vantagem nenhuma em haver supervisão. Sempre se poupavam uns patacos!

Vivam as "minis" II

O falhanço é total: O secretário de Estado Adjunto e da Saúde afirmou que tem «falhado tudo» para desincentivar os jovens do consumo de álcool e defendeu a realização de uma campanha que envolva a escola, a família e os serviços de saúde.

Que grande novidade, Senhor Secretário de Estado. Só quem anda a dormir, ou está alheado das festas académicas acha isto uma novidade. O coma alcoólico é comum, é endeusado, é o máximo. Quem não atingir o coma alcoólico não é bom estudante. Naturalmente que há excepções.

Pior é impossível: 1) Um estudo recente do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT) sobre o consumo de álcool, tabaco e drogas em meio escolar refere que os jovens portugueses começam a consumir álcool cada vez mais cedo, a beber em maiores quantidades e a embriagarem-se mais vezes; 2) Segundo o estudo, 37,3 por cento dos alunos com 13 anos já experimentou beber álcool, número que sobe para 90,8 por cento nos jovens com 18 anos.

E não se venha culpar a Tróika por esta situação. Esta situação calamitosa é que trouxe a Tróika.

Wednesday, March 28, 2012

Vivam as "minis"


Portugal vai mal, dizem alguns. Portugal, vai andando, dizem outros. Portugal vai bem, dizemos nós: Portugal está entre os dez países europeus onde se consome mais álcool. Segundo um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), o velho continente lidera o consumo mundial.

Em frente, marchar, marchar: Na Europa, assiste-se a uma média anual de 12,4 litros por habitante; em Portugal, essa média é de 13,4 litros, colocando o País no 9º lugar da lista de maiores consumos no conjunto de 34 Estados europeus. No topo da lista estão países do leste da Europa, onde o consumo é de 14,5 litros de álcool por ano.

Sunday, March 25, 2012

First drug to 'slow' progression of arthritis


Arthritis patients could be given a £1 a day drug to delay progression of the disease and reduce the need for hip and knee replacements, a study has suggested. The drug Strontium ranelate, marketed as Protelos, is already used for people with the brittle bone disease, osteoporosis because it prevents the bone dissolving and stimulates new growth. However it has been found it can also slow the progression of osteoarthritis, the first drug to do so. The new findings, presented at the European Congress on Osteoporosis and Osteoarthritis (ECCEO) in Bordeaux, France, showed that Protelos reduced deterioration of knee joint cartilage in a group of arthritis patients by a third over three years. It also led to a significant reduction in pain and improved day-to-day mobility. Experts said the findings were 'exciting' and could change the way arthritis is treated. 

Sunday, March 18, 2012

Comadres

A operação relax redux:

  1. A IMS explica que “tomou conhecimento da imputação de suspeitas de alegados crimes informáticos que envolveriam dados de farmácias e está totalmente confiante de que, no que toca à IMS Health, não há qualquer fundamento para estas suspeitas”.
  2. “A IMS Health investiu muito esforço para tentar reconstruir o seu Painel de Farmácias no seguimento do litígio que a opõe à ANF, de forma a ser capaz de prestar informação no mercado como qualquer outro concorrente, e limitou-se a recolher dados transaccionais sobre vendas de farmácias, cuja recolha estava contratualmente legitimada”, refere a empresa.
  3. “A IMS Health tomou também conhecimento de que esta investigação teve origem numa queixa da ANF, entidade com quem a IMS Health, como é do conhecimento público, tem um litígio pendente há vários anos, com base em diversos fundamentos”.

Friday, March 16, 2012

A saúde dá lucro

Pelo menos é o que parece, a pensar no Grupo Espírito Santo: A ESS obteve um resultado líquido de 5,0 milhões de euros em 2011, face a 1,5 milhões de euros de 2010, perfazendo o segundo ano consecutivo de lucros. Em 2009, a empresa tinha registado um prejuízo de 3,4 milhões de euros. 

Não somos contra o lucro. Não somos contra os prejuízos pontuais. Somos contra o charco, a má gestão, a incompetência, os prejuízos crónicos. Goste-se ou não do estilo da Eng. Isabel Vaz, parece estar a dar retorno ao patrão Espírito Santo. É para isso que lhe pagam.


E abalança-se a mais: "Já anunciámos publicamente o interesse em analisar os HPP", disse hoje Isabel Vaz, presidente da Espírito Santo Saúde num encontro com jornalistas, em Lisboa, acrescentando que esta operação seria importante para a "expansão e crescimento" do grupo.


Saúda-se alguém que aposta num país em evidente falência, financeira e de ânimo.

Thursday, March 15, 2012

Medicamentos genéricos

Dizem que o Brasil é um país emergente, pertencendo ao grupo dos países que fazem parte do acrónimo BRIC (Brasil, Rússia, Índia, China). No Brasil é assim: Os medicamentos similares (genéricos de marca) representam 65% da indústria farmacêutica nacional, de acordo com dados do IMS Health. E com a queda da patente de, aproximadamente, mais 12 fármacos de referência em 2012, a tendência é de aquecimento no mercado. O Laboratório Teuto, que é pioneiro na produção de medicamentos genéricos no Brasil e possui um completo portfólio de similares, pretende crescer 30% nas vendas do segmento.


Portugal faz parte da União Europeia, embora esteja integrado no grupo de países do acrónimo PIIGS (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia, Espanha). Em Portugal é assim: Os medicamentos genéricos atingiram em 2011, uma quota de mercado de 21,65%, o que representa um crescimento de 14% face a 2010, segundo dados da IMS Health.

Wednesday, March 14, 2012

IMS: grande relax

Afinal, o tráfico é algo global e aparentemente realizado com grande ligeireza: através do sistema informático a IMS Health conseguia ter acesso a informação privilegiada que em circunstâncias legais estaria apenas disponível à ANF. A multinacional tinha assim acesso ao tipo de medicamentos que eram mais vendidos, quem eram os destinatários, os historiais clínicos dos doentes, bem como informação sobre o receituário dos médicos. Estes dados eram por sua vez vendidos a outras empresas além-fronteiras, com o objectivo de controlar a concorrência.


Entidades reguladoras? Ministério Público? Lei? A festa continua em Portugal!

Tuesday, March 13, 2012

IMS: relax?

Tempos turbulentos. Tempos de volatilidade. Por vezes resultam em tempos de vale tudo!

Não percebemos o que quer dizer isto: A Polícia Judiciária (PJ) desmontou uma fraude no sector farmacêutico, como resultado da “Operação Relax”, desencadeada no âmbito de uma investigação de seis meses. Segundo informações da PJ, o caso envolve crimes de “burla informática, sabotagem informática, dano a programas ou outros dados informáticos, acesso ilegítimo, acesso indevido e tratamento transfronteiriço de dados pessoais”.

Sabemos que as farmácias estão mal económica e financeiramente. Mas, estes contornos são surreais: esta rede era encabeçada por uma farmácia bastante famosa em Portugal que, a partir de um software informático, estaria a controlar os movimentos de cerca de 250 outros estabelecimentos farmacêuticos. Ainda segundo a mesma fonte, a recolha destes dados permitia à referida farmácia conseguir ganhar vantagem em concursos públicos.

Depois da falência de Portugal, perpetrada intencionalmente,  a que mais teremos que assistir?

Wednesday, March 07, 2012

Autoridade de supervisão?

Anacom. Banco de Portugal. Autoridade da Concorrência. ASAE. Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos. Entidade Reguladora da Saúde. Tantas autoridades. Temos dúvidas sobre o seu valor acrescentado. Custam muito aos contribuintes que pagam impostos, que são uma espécie em vias de extinção. Não esquecer que os desempregados não pagam impostos. Os sem - abrigo não pagam impostos. E tantos outros, não auferem rendimentos em Portugal. Preferem fazê-lo num Off-Shore próximo.

Vejamos mais uma entidade reguladora: O bastonário da Ordem dos Médicos (OM) pediu ao Infarmed - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, para que “faça uma rigorosa auditoria à legalidade da substituição de medicamentos nas farmácias durante os anos de 2010 e 2011”.

Agora, a regulação e a supervisão é a pedido. Ao que chegámos! Pior, a suposta Autoridade do medicamento é avisada: O bastonário dos médicos questiona Jorge Torgal se é “hábito” do Infarmed pesquisar esta matéria e com que resultados. “Pode a Ordem dos Médicos ter acesso a essas auditorias?”


A situação a que Portugal chegou não é dramática. É risível. Pode vir a transformar-se num drama. Mas, antes é mais tragicomédia!

Wednesday, February 29, 2012

Metal scare over hip replacement joints

Nearly 50,000 people with all-metal hip replacements are to be called in for annual blood checks because of fears that metal particles shearing off the joint could cause them harm. The Medicines and Healthcare Regulatory Authority (MHRA) issued new guidance hours before the British Medical Journal (BMJ) was due to publish an investigation into the implants, linked to a Newsnight programme in the evening. The BMJ and Newsnight allege that hundreds of thousands of people around the world have been exposed to dangerously high levels of toxic metals in their bodies as a result of the introduction of metal-on-metal implants. One type, the DePuy ASR, was banned by the MHRA after it became clear that it caused problems and needed replacing much sooner than others. But critics argue that the regulators have been slow to act against other metal-on-metal implants which shed metal particles into surrounding tissue. There have been a small number of cases where, it is claimed, toxic chromium and cobalt ions have leaked into the lymph nodes, liver and kidneys before leaving the body as urine.

Monday, February 27, 2012

O calote não compensa

Por vezes, ficamos espantados porque ficarão alguns credores tanto tempo à espera do pagamento dos devedores. A razão pode ter vários contornos. Um passado decente do devedor. A importância do devedor para o credor.

No entanto, somos dos que acreditam que chegará uma altura em que o credor se cansa: A Roche Farmacêutica suspendeu hoje o pagamento a crédito a 23 hospitais públicos com dívidas há mais de 500 dias.

A Roche poderá estar ainda na fase de forçar o devedor a curvar-se. Mas, sendo a Roche suíça, rapidamente passará à fase de abandono de Portugal. Depois da saída, entre outras multinacionais, da Shell, do Carrefour, ou da Vitória Seguros, mais multinacionais que ainda actuam em Portugal, aproveitarão para sair.


Gente séria, não gosta de lidar com gente escorregadia: No caso destes 23 hospitais, apresentam "dívidas acumuladas há mais de 500 dias, chegando mesmo em alguns casos a superar os 1.000 dias, em claro incumprimento do prazo de pagamento de 60 dias, acordado contratualmente por ambas as partes".

Sunday, February 26, 2012

Obamacare


The Obama administration’s remake of the U.S. health care system stands on three legs. One, it makes the purchase of insurance compulsory. Two, it doles out new entitlements via expanded Medicaid, subsidies, and certain coverage requirements. And three, it promises to control the growth of medical costs. These three parts differ in their implications and prospects. The first leg may give way altogether; the second is partially already in place; the third provides the rationale for centralized allocation of resources in health care. This summer the Supreme Court is to decide on the constitutionality of the 2010 Patient Protection and Affordable Care Act, which faces various challenges to its thousands of sections. Moreover the centerpiece challenge to the individual insurance mandate may invalidate other provisions as well. In fact the uncertainties extend well beyond the Supreme Court decision and its consequences. Not only the results of the 2012 presidential election but also congressional and state elections may result in changes to the law or to the way it is applied.

Thursday, February 23, 2012

O regresso de Cordeiro

Regressado de onde nunca saiu. João Cordeiro. Ex-Presidente da Associação Nacional de Farmácias. Reeleito Presidente da Associação Nacional de Farmácias. Quem fez das farmácias algo mais do que lojas de bairro, não consegue arranjar quem o substitua. Nos Sindicatos, nos Partidos, nas Confederações patronais, é a mesma coisa, eternizam-se no poder, não sabem criar sucessores. Gostam muito do poder.

Apesar de ser co-responsável pela situação, vem lamber as feridas em público: cerca de 1900 farmácias encontram-se hoje em situação económica “dramática” e se nada for feito para inverter a situação, o problema irá atingir, no final de 2012, 2400 farmácias, afirmou esta quarta-feira João Cordeiro que, mais uma vez, tomou posse como presidente da direcção da Associação Nacional das Farmácias (ANF), escreve o Correio da Manhã.


João Cordeiro sabe que usufruiu de vantagens conquistadas na mesa dos sucessivos dirigentes do Ministério da Saúde, como sejam, a contingentação do mercado, as margens de lucro garantidas ou os acordos especiais de pagamento do Estado. Ainda assim, julga que ainda consegue condicionar a mesa: João Cordeiro apontou a consecutiva redução do preço dos medicamentos desde 2005, o adiamento de reformas estruturas e a "instrumentalização partidária da saúde e do medicamento".


Habitue-se, Dr. João Cordeiro. As vantagens conseguidas por vias administrativas, ou seja à mesa do Orçamento de Estado, acabaram. De vez.

Tuesday, February 21, 2012

O patrão da saúde

Dizem que há Ministério da Saúde. E Administração Central dos Serviços de Saúde. E Administração Regional de Saúde. E Direcção Geral de Saúde. Mas, quem manda na saúde em Portugal são estes Senhores: A ordem dos médicos alerta para os perigos de fazer do sangue um negócio. A ordem não concorda com a decisão do hospital de Loures de ter entregue o serviço de sangue a uma empresa privada exterior ao hospital.


Apesar de alguém ter autorizado: A ARS-LVT confirmou à TVI que deu autorização à gestão do hospital para subcontratar o serviço de sangue, mas esclarece que isso só aconteceu depois de uma inspecção da autoridade para o serviço de sangue e transplantação e pelo Instituto Português do Sangue.

Monday, February 20, 2012

Mensagens de texto

Leer muchos mensajes de texto puede tener un impacto negativo sobre la capacidad lingüística de interpretar y aceptar palabras nuevas, según un estudio realizado  por investigadores de la University of Calgary, en Canadá, que ha comprobado también que aquellos individuos que leen más en el formato impreso tradicional –libros, revistas o periódicos– son más propensos a aceptar esas mismas palabras.

Lee sugiere que leer textos en el formato impreso tradicional expone a los sujetos a un lenguaje variado y creativo que no se encuentra en el lenguaje coloquial de los mensajes de texto que se usa entre los jóvenes. A su juicio, leer propicia la flexibilidad en el uso del lenguaje y la tolerancia hacia palabras nuevas. Además, ayuda a los lectores a desarrollar habilidades que les permiten generar lecturas de interpretación de palabras nuevas o poco usuales.

Friday, February 17, 2012

Protectorado

A República é formal. O Estado é formal. O Governo é formal. O protectorado é real: Os fornecedores do Serviço Nacional de Saúde vão ter de esperar até Abril para verem saldadas parte das dívidas acumuladas pelos hospitais. Isto se a ‘troika' autorizar o Governo a transferir para os hospitais os 1.500 milhões de euros dos fundos de pensões da banca. Mas o aval da ‘troika' não está garantido.

O aumento da despesa não pode ser, nem formal: Paulo Macedo não garantiu que estejam reunidas as condições que as autoridades internacionais exigem para desbloquear o dinheiro. É que se entre Novembro de 2011 e Janeiro deste ano não se tiver registado já uma alteração da tendência de acumulação de pagamentos em atraso, o dinheiro para saldar dívidas não será libertado.

Ai, Portugal, Portugal!

Sunday, February 12, 2012

A evidente incapacidade de gestão II

Não é preciso saber muito de gestão. Não é preciso andar por Universidades internacionais. Basta saber fazer contas de merceeiro, para se perceber este fim à vista: Há mais de três anos que o Serviço de Saúde da Madeira não faz pagamentos. A dívida acumulada ronda já os mil milhões de euros. Os fornecedores cortaram o crédito e exigem pagamentos a pronto de medicamentos e produtos hospitalares. O presidente do Serviço de Saúde da Madeira confirma que a situação «é grave», havendo já «carências e ruturas» em todas as áreas.

Wednesday, February 08, 2012

O pânico da corporação médica

Em todas as profissões existem altos e baixos. Em todas as profissões há flutuações entre procura e oferta. Mas a corporação médica tem pânico disto: O novo bastonário da ordem dos Enfermeiros denunciou hoje que mais de 1.700 enfermeiros emigraram no ano passado e que só nas primeiras três semanas deste ano 200 destes profissionais solicitaram declarações para sair do país.

Porque será que há sempre alguns mais iguais do que outros?

Monday, February 06, 2012

Cheating III

Isto passa-se em Portugal. Isto passou-se no principal hospital universitário de Portugal. Não foi no principal hospital do Burkina Fasso: O arguido Hugo Tiago Dourado afirmou hoje em tribunal, no julgamento do caso de cegueira do hospital de Santa Maria, que em julho de 2009, não havia manual de procedimentos no setor de produção de medicamentos.

Isto até nos parece crime: Hugo Dourado, que era farmacêutico no hospital de Santa Maria...sublinhou que o manual só foi elaborado uma semana depois daquelas seis pessoas terem perdido a visão. O documento foi elaborado para ser enviado a Inspeção-Geral das Atividades da Saúde ainda que dele conste a data de 2007, sublinhou o farmacêutico.

O Sahara está a subir para Norte, e já chegou à Peninsula Ibérica!

Friday, February 03, 2012

Cheating II

Doctors studying to become dermatologists have, for years, shared exam questions by memorizing and writing them down after the test to become board certified, CNN has confirmed. Reports of the use of what are known as "airplane notes" comes after revelations last month that radiology residents around the country for years also have used what are known as "recalls" to prepare for the written exam, which is one step in becoming certified by the American Board of Radiology. In the wake of the CNN story, the group that oversees 24 medical specialties issued a statement condemning the use of the recalls.

The American Board of Medical Specialties said on its website that, "It should be made abundantly clear that recalling and sharing questions from exams violates exam security, professional ethics and patient trust in the medical profession. When it happens, the practice should be addressed swiftly and decisively. Whether someone is providing or using test questions, ABMS Member Boards enforce sanctions that may include permanent barring from certification, and/or prosecution for copyright violation." CNN has confirmed the practice also exists with dermatology, where the recalls are known as "airplane notes," because residents write down as much as they can remember on the plane after taking the test.

Tuesday, January 31, 2012

Uma descomunal falta de vergonha

Andam para aí a dizer que há falta de médicos, pelo menos há décadas. Dizem também, que há falta de médicos no Interior de Portugal e nos Centros de Saúde. Há milhares de portugueses a cursar medicina em Espanha, na República Checa e na República Dominicana, sobretudo porque em Portugal não há vagas suficientes no ensino superior público e no ensino superior privado está vedada a leccionação em medicina. Ou seja, a Ordem dos Médicos manda, pode e quer, na política pública de ensino.

Com uma absoluta desfaçatez, e fazendo dos cidadãos tolos, vem a tal de Ordem dos Médicos pedir isto: A Ordem dos Médicos apelou, numa carta enviada ao ministro da Saúde, à revisão dos 'números clausus' para Medicina e do número destes cursos em Portugal, adequando-os "às reais necessidade futuras dos portugueses".

E a razão para tal dislate é esta: "Se o Estado continuar a financiar cursos a mais e a impor vagas em excesso, que reduzem a qualidade da formação, não pode depois dizer que não há dinheiro para tratar os doentes ou para permitir que todos os licenciados em Medicina tenham acesso a uma especialidade", adianta o bastonário.

Não queremos ver médicos portugueses desempregados, ou sequer a emigrar. Queremos ver os médicos que têm pouco trabalho nos hospitais de Lisboa, Porto e Coimbra, reorientados para as áreas em que há falta de clínicos. Se esta abordagem funciona em todas as profissões, porque não servirá para os médicos? Já agora, se há "vagas em excesso", como diz a corporação médica, porque será que ainda há por aí umas largas centenas de médicos espanhóis, brasileiros, cubanos, etc.?

Com élites destas, Portugal não vai sair da presente falência tão cedo!

Wednesday, January 25, 2012

Crónica de uma morte anunciada III

Já por aqui vamos escrevendo sobre a prevista morte do chamado Serviço Nacional de Saúde. Isto é, não vão acabar os hospitais, nem os Centros de Saúde. Não vão fechar os IPO's, nem os médicos vão ficar todos desempregados. Mas, Portugal não gera riqueza para suportar laboratórios farmaceuticos pomposamente enriquecidos. Portugal não gera riqueza para dar trabalho a todos os médicos que se passeiam pelos hospitais de Lisboa, Porto e Coimbra. Portugal não gera riqueza para dar análises clínicas e meios complementares de diagnóstico quase gratuitos a quase toda a gente. Portugal não gera riqueza para ter muita gente rica no Serviço Nacional de Saúde, quando os contribuintes estão depenados e o país em bancarrota.

Este é só mais um retrato que ilustra o que nós já pensamos há muito:
  • De acordo com o INE, entre 2000 e 2008, os gastos em saúde, em termos nominais, cresceram 4,9% por ano, ao passo que o crescimento médio anual da riqueza nacional se ficou nos 3,9% - o que coloca o País como o quinto que mais gasta na União Europeia, logo depois de países como França, Alemanha, Áustria e Bélgica. A despesa total do sector ascendeu a mais de 17 mil milhões, o que representa 10% do PIB.
Ou seja, é muito bonito ter quase tudo gratuito quando se vai a um serviço público de saúde, mas quem paga? As empresas competitivas fogem do país. Os membros mais válidos e com potencial apressam-se a sair de Portugal, ou são empurrados pelos Governos. Perante isto, o que se quer? Milagres? Só em Fátima, e é só para quem acredita!

Ainda para mais num cenário nada improvavel, mas que contribui adicionalmente para adensar as já de si nuvens negras: A expectativa é que os custos com saúde continuem a crescer nos próximos anos, pressionados por três factores principais: o envelhecimento da população, o ritmo da inovação tecnológica e o aumento das doenças crónicas são os três factores apontados pelos especialistas para o agravamento da despesa, ameaçando a sustentabilidade do sistema.

Perguntamos nós, valerá a pena pagar impostos neste momento em Portugal? Quais serão as contrapartidas desse pagamento?

Thursday, January 19, 2012

Farmácias: o fim de festa

Depois da festa de décadas de lucros garantidos, de controlo da oferta de lojas abertas, e de garantia do pagamento dos créditos por parte de um Estado gastador, vem a borrasca da realidade de que Portugal é um país pobre, mas tem que ser honesto.

Não se faz por aqui, o culto da pobreza. Faz-se antes, o culto da oportunidade para todos, do rigor e do mérito. Em Portugal, tudo parece existir à volta do Estado - feudal. O Estado português faliu por muitos anos. Agora, a sociedade se quer sobreviver, tem que mostrar que tem valor, e que não vive apenas porque está agarrada ao Estado.

Este panorama reforça a ideia de que o sector do retalho farmaceutico vivia faustosamente com o apoio claro do Estado, e só por isso:

1. De acordo com o estudo, o número de farmácias com fornecimentos suspensos era de 255 em Dezembro de 2009, de 450 em Dezembro de 2010 e de 795 em Dezembro de 2011, o que traduz uma variação de mais 212% em dois anos. No final de 2009 havia 121 processos judiciais em curso para regularização das dívidas, número que subiu para 287 no final do ano passado, uma variação de 145%. Já o número e farmácias com um prazo de pagamento superior a 90 dias ascendia a 1.169 em 2011, mais 39% do que as 839 que estavam na mesma situação em 2009.

2. João Cordeiro ouvido na AR por requerimento do PS, para debater a situação financeira das farmácias, avisa que são já muitas as farmácias em insolvência. E, perante esta situação, a Associação Nacional de Farmácias avança com uma proposta para fixar a margem de lucro das farmácias com cada medicamento.

Estes Senhores empresários, que até têm algum mérito, têm que saber sobreviver sem o apoio descarado do contribuinte. E deixarem-se de feudalismos, como este: O presidente da ANF, João Cordeiro, considerou “urgente o Ministério da Saúde olhar para estes números”, sublinhando que “a situação é muito grave”.

Relembremos que possuir uma farmácia, na sua grande maioria dos casos, era sinónimo de ser rico, até há pouco tempo. E no fundo, ter um negócio aberto implica sempre risco e adversidade, que deve ser compensado por capacidade e engenho do empreendedor, para assim vir a ter interesse comercial. De outra forma, gera-se iniquidade, gerada por relações perigosas.

Tuesday, January 10, 2012

Horas extraordinárias

O conceito de horas extraodinárias é de fácil compreensão. Ou seja, quando os recursos humanos existentes não asseguram o trabalho em curso, tem que se pedir às mesmas pessoas que desempenhem mais horas de trabalho. Ora, o recurso às horas extraordinárias, só pode ser utilizado de forma extraordinária. Se o recurso às horas extraordinárias for recorrente, então deverá contratar-se mais pessoas para se fazer face ao trabalho que existe.

No Ministério da Saúde, e no que respeita aos médicos, o conceito parece ser diferente. Se não vejamos: As urgências hospitalares podem ficar sem médicos suficientes a partir de Abril, tendo em conta os «milhares de profissionais» que entregaram as declarações a solicitar o cumprimento das 100 horas extraordinárias anuais previstas na lei.

Como? 100 horas de trabalho extraordinário, são as horas equivalentes a quase 3 semanas de trabalho. E mesmo assim, os médicos acham pouco? Os hospitais de Lisboa, Porto e Coimbra, têm inapelavelmente centenas de médicos a mais. Porque se pagam horas extraordinárias, se há gente que efectivamente anda pelos corredores a passar o tempo?

Pior, a corporação sindical dos médicos dá-se ao luxo de afirmar isto: normalmente em menos de três meses os médicos realizam as 100 horas extraordinárias, a FNAM prevê complicações a partir de meados de Abril.

É preciso gestão no Ministério da Saúde.

Tuesday, January 03, 2012

A (in)dignidade por menos de um vintém

Portugal está exausto. Portugal consumiu durante décadas, sem tino. Portugal não consegue ter caminho. Fechou hospitais ineficientes, e chutou os doentes para terceiros, mas esqueceu-se de pagar: Os mais de 2,3 milhões de euros que Portugal deve a Espanha, relativos a 2008, 2009 e 2010, foram divulgados pela vice-presidente e porta-voz da Junta da Extremadura, Cristina Teniente.

O processo é longo. Correia de Campos. Maternidades com menos de 1.500 partos anuais deveriam fechar. Em zonas raianas, poderia optar-se pela solução "ibérica". Como em Portugal, o Estado (que são todos os contribuintes) se habituou a pagar tarde e a más horas, quem representa o dito Estado assume que pode ter esta prática da mesma forma junto de credores nacionais ou estrangeiros. Enganados estão.

A Indústria farmacêutica já ameaçou fechar os fornecimentos. Afinal, o que representa Portugal para a Glaxo ou para a Pfizer? Menos de 1% do seu volume de negócios global.

Agora, nuestros hermanos seguem as pisadas: “Não foi recebido o pagamento de qualquer montante em divida nem no ano de 2008, nem em 2009”, tendo apenas sido liquidado um montante “praticamente simbólico em 2010”, pelo que, “até ao dia de hoje, a dívida é de 2,33 milhões de euros”, afirmou a porta-voz da Junta da Extremadura.

E agora, o que farão os Senhores da João Crisóstomo? Querem ver o nome de Portugal andar ainda mais pelas ruas da amargura?

Monday, January 02, 2012

Obesity kills

"Being fat takes the fun out of being a kid," read graphics of a TV ad in which a young girl tells of how she doesn't like going to school because she's bullied over her weight. It is part of a video and print campaign to combat childhood obesity in Georgia, which has one of the highest childhood obesity rates in the nation. But could the ads end up stigmatizing overweight kids instead of solving the problem? "Blaming the victim rarely helps," said Dr. Miriam Labbok, director of the Carolina Global Breastfeeding Institute at the University of North Carolina at Chapel Hill. "These children know they are fat and that they are ostracized already."

Wednesday, December 28, 2011

Eles comem tudo e não deixam nada!

José Afonso cantou noutros tempos, Os vampiros!

Agora, temos esta não - novidade: Hospitais desperdiçam dois milhões por dia.

Aliás, só quem andava distraído pode só agora chegar a estas conclusões:

1. Analisado o modelo de financiamento dos cuidados de saúde prestados pelas unidades hospitalares do Serviço Nacional de Saúde (SNS) entre 2007 e 2009, os auditores do Tribunal de Contas (TC) concluíram que, "devido a ineficiências nas unidades hospitalares", as perdas para o internamento rondaram os 242 milhões de euros e no caso de ambulatório foram cerca de 503 milhões.

2. O TC considera que os métodos de formação de preços são "desadequados" e que a "ausência" de informação completa e fidedigna sobre os custos das várias actividades das unidades hospitalares levam a uma redução da eficiência.


3. No entanto, de acordo com a auditoria, os preços não são a principal causa dos problemas detectados: "quer no internamento, quer no ambulatório, as ineficiências nos preços, ao contrário do que aparenta, não são as mais relevantes", indica o relatório, no qual os relatores alertam a tutela para a importância de focar mais os problemas técnicos e a afectação de recursos.


Nós que andamos pelos hospitais e centros de saúde do SNS, e observamos algumas notícias nos jornais, fácilmente percebemos que o poder político fez (e faz) fretes a uns quantos parceiros publicos e privados. Só que estes fretes custam e custarão muito a quem ainda trabalha. A máquina vai parar!

Monday, December 26, 2011

Cheating

Around 1,000 Dutch women have breast implants of the suspect kind made by a French company but sold under a different name, a Netherlands health official has said, broadening a scandal that could affect 300,000 or more women worldwide. Health authority spokeswoman Diane Bouhuijs said a Dutch company had bought implants made by Poly Implant Prothese, which went bankrupt in 2010 after French authorities shut its doors. It is now under investigation. They were sold rebranded as "M-implants". "We estimate 1,000 women in the Netherlands have them. We have advised them to consult their physician," Bouhuijs said. She declined to name the Dutch company. The rebranding expands the controversy in which PIP, once the world's third-largest maker, is accused of using industrial-grade instead of medical-grade silicone in some of its implants, which made them cheaper. They were sold in various European and Latin American countries. The company's founder, Jean-Claude Mas, was able to charge lower prices for the implants using the non-approved silicone.

Friday, December 23, 2011

A balda nos Hospitais EPE

Apesar da chegada de um gestor à Avenida João Crisóstomo, o SNS ainda continua na balda:
  1. existe uma nova derrapagem nas contas públicas, motivada pelos novos encargos com os pensionistas da banca e os hospitais-empresa.
  2. Em específico, os novos encargos estão relacionados com o facto de os hospitais-empresa terem passado para o perímetro das contas do Estado, o que irá motivar agora vários pagamentos.
Sabemos que pagar contas em tempo, é algo que as instituições do Ministério da Saúde nunca souberam fazer. Mas mesmo numa fase de bancarrota do Estado, não se consegue travar este sistemático derramamento?

Wednesday, December 21, 2011

Portugal de joelhos - 3

Já esperávamos há muito que o chamado SNS estivesse falido. Para nós, não é surpresa. Surpresa é sem dúvida, aparecerem os coveiros do SNS a chorarem como os crocodilos: "Suspeito que seja uma questão ideológica e não uma orientação da 'troika', porque vamos reduzir o acesso público à saúde e aumentar em alternativa o sector privado e lucrativo", afirmou Ana Jorge.

Se existisse dignigidade e seriedade em Portugal, esta Senhora Jorge teria saído de Portugal, ou estaria caladinha, pois o rasto que deixou é sinistro. Num país em decadência económica há mais de uma década, as despesas com saúde foram sempre significativas, não só facilitando o acesso de forma anárquica a todos os cidadãos, como também distribuindo benesses pelas várias corporações que sugam o sistema de saúde pública.

Aliás, a falência de Portugal é apenas e só o reflexo de descontrolo da máquina do Estado em vários sectores, e em particular no sector mais gastador, o da saúde. Portugal tem agora que passar pela suprema humilhação de ter determinações específicas, por parte dos seus credores, como esta: A 'troika' quer aumentar pelo menos em 20 por cento o número de doentes por médico de família nos centros de saúde e em 10 por cento nas unidades de saúde familiar (USF), segundo a revisão do memorando de entendimento.

Tuesday, December 20, 2011

Farmaceuticos de toda a Ibéria, uni-vos!

El cierre de farmacias de la Comunidad Valenciana, que se ha producido en los dos últimos días y que estaba previsto que concluyera mañana, ha sido desconvocado, según informa el Colegio de Farmacéuticos de Valencia.

Este anuncio se produce después de que la Conselleria de Sanidad comunicara que hoy se ha efectuado el pago de 60 millones de euros a las farmacias cuando la Generalitat ha podido disponer del dinero "y no como respuesta a la huelga".

En un comunicado, el Consejo Valenciano de Colegios de Farmacéuticos ha pedido disculpas por las molestias que hayan podido ocasionar los cierres de las farmacias de la Comunidad a los pacientes, al tiempo que ha recordado que esos cierres han sido "necesarios" para poder seguir dispensando todos los medicamentos con normalidad.

Tuesday, December 13, 2011

A Madeira é só um pequeno ilhéu

A Madeira está para Portugal, como Portugal está para a União Europeia. A Madeira viveu durante décadas do financiamento do Continente e do crédito internacional com o aval do Estado português.

Portugal viveu durante décadas tendo como base o financiamento internacional. Agora, com o crédito adicional da chamada Tróika, Portugal vive com o aval da finança internacional, isto é, com o apoio da União Europeia e do FMI.

Ou seja, quer a Madeira, quer o Continente, tiveram um crescente desenvolvimento durante décadas. Este desenvolvimento foi obtido através da dependência acentuada do crédito internacional. Agora, Portugal entrou em bancarrota e a Madeira entrou em colapso.

Este é só mais um exemplo que ilustra a imensa irresponsabilidade de quem tem governado o país ou alguma das suas partes: A Associação Nacional de Farmácias (ANF) informou hoje, em comunicado, que a partir do próximo dia 15 de Dezembro (quinta-feira) as farmácias não poderão continuar a dispensar medicamentos a crédito à população da Região Autónoma da Madeira. Isto porque a dívida da região às farmácias é, neste momento, de 77 milhões de euros, estando em dívida as comparticipações desde Setembro de 2009.

Quem vive à custa dos outros, dificilmente muda de caminho. Isto passa-se com os indivíduos, as famílias ou as empresas. É como a toxicodependência. É quase irreversível. A gente que conduziu Portugal e todas as suas partes à actual condição, continua a dirigir a nação.

Quando a cabeça não pensa, o corpo é que paga: a ANF publicou um anúncio na imprensa informando que as farmácias vão deixar de dispensar medicamentos a crédito à população da Região Autónoma da Madeira a partir de quinta-feira.

Tuesday, December 06, 2011

A evidente incapacidade de gestão

Durante décadas, possuir uma farmácia significava: sucesso, status, riqueza aparente, ou riqueza real. Claro que este maná, fundamentava-se em: contingentação do mercado, isto é, as farmácias beneficiavam de uma protecção legal, que evitava a abertura do número de farmácias necessárias ao mercado. Depois, os lucros estavam garantidos por Lei. E ainda, a corporação das farmácias, geria bem a sua relação com o seu principal pagador, o Estado.

Entretanto, com a bancarrota do Estado português, os credores do Estado impuseram um corte drástico na comparticipação no pagamento dos medicamentos. Os principais consumidores de medicamentos, os idosos, vivem de reformas baixas ou muito baixas.

Perante este cenário, a festa está a chegar ao fim:

1. Distribuição precipitada de dividendos, stocks descontrolados, caixa e crédito das farmácias usados para pagar divórcios, casas, carros e férias sem ter em conta necessidades futuras como pagamento a distribuidores ou modernização. São muitas as razões encontradas pelos vendedores para a falência de farmácias e excesso de oferta no mercado de venda e trespasse.

2. Apesar da desvalorização, nenhum admite que o negócio tenha deixado de ser rentável, passou apenas a ter de ser mais bem gerido: uma farmácia com uma facturação anual de um milhão era vendida por três. Hoje está no mercado a 1,2 milhões.

3. “Antes as margens davam para tudo, para os empregados roubarem, para férias, para casas. Hoje é preciso uma melhor gestão”, diz ao i o representante que tem as 87 farmácias. Assumir o passivo significa ter o dinheiro disponível. E os intermediários cobram ainda a sua margem: “São situações em que se pode negociar com os bancos, mas em grande parte as dívidas a fornecedores, que também estão com a corda na garganta, são para pagar logo”.

Na India, as vacas sagradas morrem de velhas. Em Portugal, parece que já não há vacas gordas. Em Portugal, os empresários sem concorrência, já não têm dinheiro para pagar a sua incapacidade de gestão!

Sunday, December 04, 2011

O Estado português e os zombies

Diz-se por aí, que há despesa a mais e trabalho a menos. Nós concordamos.

Diz-se por aí, que há gente que ganha dinheiro, sem dar a contrapartida inerente de trabalho. Nós concordamos.

O actual governo veio dizer que extinguiria Fundações e departamentos inúteis.

O anterior governo disse que extinguiu vários serviços.

Aqui está um verdadeiro zombie: O Alto Comissário Adjunto da Saúde, Ponciano Oliveira, cessou funções no Alto Comissariado da Saúde (ACS) no dia 1 de Outubro de 2011. As funções de direcção do ACS são asseguradas, a partir dessa data, pela Directora de Serviços de Coordenação Internacional, Regina Carmona.

Fantástico. Um organismo que foi extinto (foi o que disse o Governo Sócrates), mantém-se vivo, apesar de estarmos no Governo Passos, e este ter vindo dizer que queria extinguir organismos inúteis.

Um morto, que afinal está vivo, só pode ser um zombie.

Mas cuidado, este é um zombie que consome impostos a quem trabalha. É um zombie perigoso. Este zombie até tem relações internacionais!

Portugal está definitivamente condenado, com Sócrates e com Passos.

Wednesday, November 30, 2011

A gestão do caos II

Há muito tempo que Portugal vai mal. Mal dirigido. Poucos se importam com a condução, enquanto os financiadores do país forem fornecendo liquidez.

Estes são exemplos contraditórios:

1. Grande parte do desperdício no Serviço Nacional de Saúde é da responsabilidade dos médicos. Esta é pelo menos a convição do presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida - ele próprio um médico. Miguel Oliveira e Silva diz que os clínicos portugueses receitam demais, pedem exames a mais e, muitas vezes, fazem-no por causa de interesses comerciais.

2. Uma norma da Direção Geral de Saúde (DGS) sobre a utilização clínica de antipsicóticos está a gerar contestação junto de alguns psiquiatras. «Esta norma tem em vista um critério economicista. Os doentes respondem de forma diversa aos antipsicóticos e as respostas têm de ser dadas caso a caso. Parte-se do princípio de que um médico é uma pessoa de bem, mas, de qualquer modo, as prescrições podem ser investigadas e fiscalizadas. Isso já existe».

Evidentemente que há desperdício. Há desperdício, porque há recursos para se gastarem em desperdícios. Não há melhor forma de se fazerem reformas do que fechar a torneira do dinheiro. Os portugueses, quer sejam os doentes, quer sejam os prestadores de serviços de saúde, têm a memória curta. Pior, julgam que Portugal gera a riqueza suficiente para dar a qualidade de vida superior que pretendem obter. Estão enganados. A mudança vai acelerar. E muito.

Sunday, November 27, 2011

Portugal de joelhos - 2

Quando a má fama ultrapassa fronteiras, as reacções são em cadeia:

  1. Os hospitais com dívidas estão a ser forçados a cumprir novas regras para continuar a receber medicamentos dos laboratórios.
  2. As empresas farmacêuticas exigem que seja fixado um plano de pagamento a prestações da dívida ou só admitem fornecer uma nova remessa de medicamentos quando a factura anterior estiver saldada.
  3. Alguns laboratórios não estão dispostos a esperar pelo prometido plano de pagamento da dívida dos hospitais aos fornecedores e decidiram avançar para medidas por conta própria.
Isto é fantástico, pois o que acontece neste momento ao Estado português (quem será o Estado português?), costuma acontecer a qualquer indivíduo ou instituição que não cumpre com as suas obrigações. E quando não se cumpre à primeira, nem à segunda, nem à terceira, já ninguém acredita em promessas vãs: O Governo promete apresentar um calendário de regularização de dívidas a fornecedores até ao final do ano, mas, enquanto isso, o problema agrava-se com o aumento dos débitos dos hospitais que, em Outubro, ultrapassava os 1,3 mil milhões de euros e da demora no pagamento (média de 450 dias de atraso).

Ou seja, estamos declaradamente em bancarrota, ainda que tudo continue na mesma, o Senhor Presidente da República diz mal das instituições europeias, uma boa parte da classe política diz mal dos credores e ainda financiadores de Portugal, e uma grande parte dos portugueses ainda não percebeu o que se passa. De si próprio, ninguém diz mal.

É sempre melhor ver a culpa nos outros.

Thursday, November 24, 2011

Artérias

Boston Scientific Inc. has received U.S. approval to launch its latest drug-coated stent for patients with clogged arteries, a key milestone that is expected to increase profitability for the medical device maker. Stents are mesh-metal tubes used to prop open arteries after they have been cleared of dangerous fatty plaque deposits. Stents are threaded into the artery on the tip of a catheter and then squeezed into place using an inflatable balloon. The device's drug coating is designed to prevent scar tissue from growing over the stent and reclogging the artery.

Sunday, November 20, 2011

Portugal de joelhos

De 3 em 3 meses, Portugal é objecto de avaliação por parte dos seus credores, mais conhecidos como Tróika. Ou seja, formalmente, Portugal tem um Presidente da República, um Parlamento eleito e um governo executivo. Na prática, Portugal é dirigido pelos funcionários da UE, BCE e FMI. Ou seja, os poderes democráticos, associados ao poder financeiro nacional, já não mandam em Portugal.

Noutros domínios se verifica a diminuição de Portugal no cenário internacional, sendo este só mais um pequeno detalhe de completa incúria dos interesses de Portugal: A farmacêutica Roche anunciou hoje que vai alterar a sua política de crédito, a partir de dezembro, junto de cinco hospitais portugueses com dívidas acumuladas há mais de 750 dias.

Prazos de pagamento de 750 dias? Como? Portugal está de joelhos, não por causa da Tróika, mas por culpa própria. O que os suíços da Roche estão a afirmar na cena internacional é que Portugal não é um país honrado, nem um país em quem se pode confiar. E se não se pode confiar, não se pode fiar.

Coitados dos portugueses que estejam doentes, e precisem dos medicamentos da Roche, pois a partir de agora, essa farmacêutica vai restringir o acesso dos seus medicamentos em Portugal. Por agora em 5 hospitais. Daqui a pouco tempo, a todos os hospitais.

Portugal não se consegue corrigir.

Wednesday, November 16, 2011

Finalmente a verdade

Já fomos por aqui escrevendo sobre a "não falta de médicos em Portugal". Bastava ir aos hospitais centrais de Lisboa (Santa Maria, São José, Egas Moniz, etc.), do Porto (Santo António ou São João), e Coimbra (Hospitais da Universidade de Coimbra), para se avaliar que haviam médicos a mais, a passearem-se pelos corredores, e muitos, a dormirem nos chamados "bancos de 48 horas".

Pois, finalmente alguém que tenta gerir o SNS chega a esta conclusão: Paulo Macedo afirmou hoje que existem mil médicos especialistas a mais nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde.

Claro está, que faltam médicos em Alcoutim, em Sernancelhe, em Arganil ou em Castro Verde. Porque será que os médicos que existem a mais no Hospital de Santa Maria, não quererão ir para Celorico da Beira, por exemplo?

Sunday, November 13, 2011

Quitting is hard

More than two-thirds of American smokers say they want to quit but only a fraction actually do, according to a government report released Thursday, suggesting people would benefit from more help in kicking the habit. Of the nearly 69% of adult smokers who wanted to quit in 2010, more than half tried but only 6.2% succeeded, according to the Centers for Disease Control and Prevention. Those who try can double or triple their chances with counseling or medicine, but most of those who tried to quit last year didn't use either. Nor did they receive advice to quit from a doctor.

Wednesday, November 09, 2011

It's the economy, stupid

Bill Clinton, ex-Presidente dos EUA deixou esta célebre frase: it's the economy, stupid.

Isto é a economia estúpida: O mercado farmacêutico registou uma quebra no volume de vendas de 13,4% em Outubro, face ao mesmo mês do ano passado, somando 261,1 milhões de euros em vendas de medicamentos.

Pois é, antes gastava-se em medicamentos, o que se queria, o que não se queria e mais o que nos prescreviam, e nós nem queríamos.

Mas, às vezes a economia portuguesa consegue ser mais estúpida ainda: O valor de vendas no segmento dos medicamentos genéricos caiu 15,3%, uma quebra superior à do mercado farmacêutico.

Será que os medicamentos genéricos são mais dispensáveis? Ou será que os medicamentos genéricos são mais baratos e menos inovadores, e por isso perderam parte do mercado?

Mas, esta é a nova economia real: os encargos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com medicamentos vendidos nas farmácias em Outubro foram, segundo estimativas - os valores finais da despesa do SNS serão ajustados após encerramento do receituário de Outubro, que ainda não está concluído - 102,5 milhões de euros, o que corresponde a uma quebra de 20,4% face ao período homólogo.

Wednesday, November 02, 2011

Ligações perigosas V

Vivemos na "era Maddoff". A era em que a ganancia é tremenda. A era em que todos querem ser muito ricos. Mesmo aqueles que não são muito ricos, e percebem que nunca conseguirão vir a se-lo, fazem coisas destas:
  • Oitocentos e dois mil euros foi a despesa dos técnicos da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) em deslocações em serviço no estrangeiro durante 2010 e entre Janeiro a Setembro de 2011, segundo informações da base de dados do Governo.
  • Os destinos dos colaboradores daquele organismo variam entre Cabo Verde, Malásia, Índia, Estados Unidos da América, Brasil, Guatemala e várias cidades europeias.
Claro que se pode alegar sempre que há Conferencias sobre temáticas relevantes na Guatemala e em Cabo Verde. Aliás, estes países reunem muita da nata científica mundial, junto a uma cabana!

Num país em que tudo é nivelado pelo salário mínimo nacional, de 485 euros mensais, isto é estrondoso: Uma formação em Londres, para dois participantes, durante cinco dias, custou 2699 euros.

Pior, isto revela uma mentalidade tacanha e pouco escrupulosa: O Infarmed salienta que o "valor despendido na maioria das deslocações em serviço é reembolsado ao Infarmed pelas entidades que as promovem". Ou seja, a entidade reguladora da farmácia e do medicamento anda a pôr os seus técnicos a viajar, e as despesas inerentes serão pagas pelos laboratórios farmacêuticos? Para nós isto tem um nome, mas deverão ser as entidades que exercem a auditoria sobre o Infarmed (Ministério da Saúde?) é que deverão chegar a conclusões!