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Thursday, July 03, 2008

Agressão contra profissionais de saúde

De vez em quando, fazemos aqui a alusão a algumas agressões a médicos que vão ocorrendo um pouco por todo o lado. O fenómeno não é maciço, mas revela uma mudança estrutural da relação entre médicos e doentes.

Vejamos mais uma agressão em Portugal: Um médico da Extensão de Saúde de Prado, em Vila Verde, acusou um doente de o ter agredido depois de lhe ter recusado uma consulta, na tarde de terça-feira.

E a razão da agressão também revela uma mudança de atitude dos doentes: Segundo o médico Maurício Esteves, que só dá consultas da parte da tarde naquela unidade de saúde, o doente, de 59 anos, irrompeu pelo gabinete a dentro no intervalo de duas consultas e agrediu-o. Na origem das agressões terá estado a recusa do clínico em fazer um TAC ao paciente.

Nada que nos espante. Não somos adeptos de métodos violentos, sejam eles quais forem. Queremos apenas levantar mais uma vez, uma temática que se acentuará nas próximas décadas:
  1. Os doentes já não têm os Médicos e os outros profissionais de saúde, no mesmo escalão social, que tinham há algumas décadas. Isto é, e como refere a Professora Regina Herzlinger, "os pacientes estão fartos de ser pacientes".
  2. Os doentes têm cada vez mais informação, quer através da Internet, quer através de mecanismos auto-didactas. Este facto vai levar a muitas colisões com a inabalável prescrição médica.

Monday, May 05, 2008

Agressões a médicos

Por cá, passaram a ser mediatizadas as agressões de alunos e de pais, a professores. Em Espanha, o estatuto dos médicos já não lhes confere uma certa protecção por parte de doentes em cólera!

Vejamos estes detalhes:
  • En total, el Colegio de Médicos de Valencia y la Conselleria de Sanidad registraron el año pasado 40 agresiones a profesionales. Cada semana se produce un caso nuevo y la mayoría de las víctimas son médicos de familia que se ven acosados por pacientes violentos en el propio centro de atención primaria, según la memoria del colegio profesional.
  • El número de denuncias ha aumentado en los últimos cinco años según explica el presidente del Colegio de Médicos, Vicente Alapont, porque existe "una mayor confianza de los médicos en el colegio. Ahora saben que denunciar sirve", señala. El aumento de las denuncias ha tenido un efecto disuasorio que se confirma en el menor número de agresiones notificadas. Medidas como considerar delito y no falta la agresión a un médico han sido cruciales.
  • La mitad de las denuncias, 22 se produjo en atención primaria, nueve de ellas en hospitales, dos en clínicas privadas y una en un centro de especialidades. Desde el año 2003, cuando se redactó un documento pionero para recoger todas las agresiones, la cifra no ha parado de bajar. Hasta entonces, los médicos se limitaban a expresar su queja de forma verbal a otros compañeros, pero no era habitual la denuncia lo que impedía conocer la dimensión real del problema.

De facto, não há nada melhor do que mediatizar os acontecimentos e sobretudo tentar levá-los à barra do tribunal, para que as situações difíceis diminuam.

Tuesday, October 16, 2007

Uno de cada diez médicos ha sufrido agresiones de los pacientes o familiares

Não, não vamos falar do caso português. Isto é, não sabemos qual é a percentagem de médicos portugueses que são agredidos ou insultados pelos doentes ou seus familiares.

A notícia vem de Espanha, e é preocupante: Las consultas de atención primaria, los servicios de atención hospitalaria o las unidades de urgencias se han convertido, en alguna ocasión, en un verdadero calvario para un porcentaje nada desdeñable de los médicos españoles.

Não aplaudimos, evidentemente. O que queremos chamar à atenção, é que esta é uma tendência crescente no mundo, e à qual Portugal não irá fugir. As pessoas exigem cada vez mais dos prestadores de cuidados de saúde; as pessoas exigem mais qualidade de vida; as pessoas exigem custear menos os cuidados de saúde. Normalmente, quem está do "outro lado", são os médicos e os enfermeiros.

Os números são assustadores: Las cifras de estas actitudes violentas evidencian, por sí mismas, la intranquilidad y el temor que se ha instalado entre los médicos. De los 160.000 médicos en ejercicio, el 10% ha sido agredido físicamente alguna vez por pacientes o familiares de pacientes, y una amplia mayoría, tres de cada cuatro, han recibido una o más veces amenazas verbales, según una encuesta de la Confederación Estatal de Sindicatos Médicos (CESM), mayoritaria en el sector.