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Monday, December 17, 2007

Pay for performance

A Grã - Bretanha tem o NHS. Portugal tem o SNS. O SNS não tem qualquer parecença com o SNS, mas Correia de Campos segue tudo o que se faz por lá. Algumas idéias poderão fazer sentido, outras nem por isso. Mas, independentemente de fazerem ou não sentido, importa ter o bom senso (o que será isso?), de aplicar medidas que se ajustem à realidade portuguesa.

Vejamos mais esta "importação" do NHS: Os médicos dos hospitais públicos vão começar a ser remunerados em função da produtividade já durante o próximo ano, confirmou hoje à agência Lusa fonte oficial do Ministério da Saúde.

O que significará, ser pago em função da produtividade? Uma assalariada do Professor Correia de Campos lançou algumas pistas: «A intenção do Ministério é avançar com essa iniciativa durante o próximo ano, mas não há ainda qualquer data concreta», declarou à Lusa a assessora de imprensa do ministro Correia de Campos.

E alvitra-se esta solução: Para a remuneração baseada na produtividade contabiliza-se o número de consultas ou cirurgias feitas por cada médico.

Cuidado com as idéias copiadas rápidamente, é que ainda vamos ver doentes a serem operados várias vezes ao ano. Ou então, um doente que é atendido de manhã, ainda poderá ser atendido à tarde!

É preciso ter bom senso. Mas, concordamos que os médicos ou quaisquer outros funcionários não podem estar em "roda livre"!

Tuesday, July 31, 2007

Lições do NHS

Nem sempre temos que seguir modelos alheios. Mas, não faz mal nenhum, olhar para outros exemplos, para além do nosso. Tudo isto a propósito do número de horas de trabalho dos Médicos na Grã-Bretanha, no National Health System (NHS).

Vejamos esta notícia: GPs in England spend almost 40% longer on each patient consultation than they did in 1992/93, research shows.

Óptimo, para os doentes, pois assim os seus Médicos podem ouvi-los mais e melhor. Mas, atenção aos detalhes: Data released by the Information Centre for Health and Social Care show the average consultation time in 2006/07 was 11.7 minutes, up from 8.4 minutes.

Contudo, However, most are not working outside "normal" hours as they once did. In 1992/93 the average GP worked around seven hours a week outside surgery hours.

Sempre a baralhar e dar de novo: A new contract was introduced for GPs in 2004. The deal allowed them to opt out of evening and weekend work, in return for around a £6,000 a year drop in pay.

É sempre bom poder optar por trabalhar menos, abdicando de alguma parte do salário.

Mas, parece que os Médicos Britânicos não se podem queixar dos contratos elaborados com o NHS, da era Blair: But performance-related components to the contract have led to their pay rising by over a fifth in the first year of the contract, with average GP pay now above the £100,000 barrier.

Convenhamos, que 1 libra = 1,5 euros, pelo que cada Médico de Clínica Geral aufere na Grã - Bretanha cerca de 150.000 euros por ano. Não está mau!

Wednesday, July 11, 2007

Ordenados na saúde na Grã-Bretanha

A saúde está difícil, para os doentes, para os pagadores (Estado e Segurados), e até os profissionais de saúde se queixam.

Vejamos o panorama dos ordenados na saúde, na Grã-Bretanha, segundo vemos aqui:
  • The U.K.'s National Health Service, the state-run system that provides medical care to residents of England and Wales, paid specialist doctors about 112,000 pounds ($228,000) this year, an increase of 16 percent since 2004.
  • while qualified ambulance staff earned 32,100 pounds and qualified nurses earned 26,100 pounds, the Information Centre, an independent body that collects and analyzes health statistics.
  • Consultants' salaries don't include all the private work that they undertake outside of the NHS.

A propósito desta notícia, o que diz a British Medical Association: ``It takes over 15 years of intensive training to become a consultant,'' . ``They are highly skilled and their salaries reflect the intensity and responsibility of their work.''

Notas: 1 euro = 1,37 dolares; 1 euro = 0,67 libras britânicas.

Monday, January 22, 2007

Pay for performance

De boas intenções, estamos todos fartos! Na Grã-Bretanha, a Ministra da Saúde, Patricia Hewitt implementou um sistema de "pay for performance", inspirando-se em modelos privados de saúde americanos.


Já os Médicos não gostam da conclusão do novo modelo de pagamento, e da apreciação da Ministra: Doctors criticised Ms Hewitt, saying she was "denigrating" GPs.

Do lado de Ms. Hewitt ouvimos a habitual e pretensa declaração de ingenuidade: I think if we anticipated this business of GPs taking a higher share of income in profits we would have wanted to do something to try to ensure that the ratio of profits to the total income stayed the same and therefore more money was invested in even better services for patients.

Nós, os Clientes da saúde, só nos resta: unir-nos! Sem Clientes, não há negócio da saúde, para ninguém!