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Sunday, October 13, 2013

Crime, disse ele!

Há por aí muito distraído que ainda não percebeu porque é que Portugal faliu! Uns acreditam que Portugal deixou de ter sorte. Outros, acham que os restantes europeus deixaram de ser amigos dos portugueses. Outros ainda, acreditam que a globalização foi madrasta dos portugueses (quando foram os portugueses a iniciarem a globalização).

A falência chegou por várias razões: incapacidade de organização; falta de visão e de estratégia; falta de disciplina e de rigor; ou ainda, por fundamentos de corrupção, mais ou menos, generalizada.

Este é apenas mais um casoPaulo Macedo já comentou a alegada fraude na construção do Hospital Pediátrico de Coimbra. Em causa está o consórcio "Somague-Bascol", que terá inflacionado a obra em 27 milhões de euros.

Discute-se até à exaustão, um eventual corte nas pensões de cerca de 100 milhões de euros, quando apenas numa única obra pública, parece que há o trambique de 27 milhões de euros!

Grande Estado português, que tolera e olvida, tamanhos ataques.

Os putativos criminosos até parece que foram criativos: Neste caso a denúncia partiu de um ex-fiscal residente da obra. João Costa da Silva diz que o construtor inventou a existência de um lençol de água e de rocha no terreno que obrigava ao uso de explosivos. Os materiais da obra já começaram a ceder por defeitos no edifício.

O contribuinte é a parte ignorada neste faz-que-faz. Os representantes do Estado, ou seja, os políticos e os altos funcionários do Estado, fingem que se mexem: O Tribunal de Contas abriu um inquérito... o DCIAP de Coimbra também investiga o caso... o Ministro admite irregularidades.

E há ainda quem se interrogue sobre a razão da falência. Pior cego, é o que não quer ver.

Sunday, August 30, 2009

Morte por apendicite

A negligência médica é um tema vasto, que pode estar muitas vezes relacionada com o erro médico ou com a incompetência. Poderão os médicos errar ou serem negligentes, como os outros tipos de trabalhadores? Podem, mas estarão sempre em risco vidas humanas.

Isto é arrepiante: 1) Ana Rita Santos residia em Sevilha, Tábua, e deu entrada no HPC na tarde de 16 de Março de 2004, por indicação de uma médica do Centro de Saúde, que a tinha observado no dia anterior. 2) Os dois especialistas que a analisaram optaram por lhe dar alta médica, sem procederem a 'qualquer exame de diagnóstico complementar', explica a acusação do Ministério Público. 3) Ana Rita regressou a casa, mas perante o agravamento dos sintomas, a família levou-a no dia seguinte, 17 de Março, a um médico em Arganil que lhe diagnosticou uma apendicite aguda e a encaminhou de novo para o HPC, a 60 quilómetros de distância. 4) A menina acabaria por morrer no caminho, em Raiva, Penacova, a 20 quilómetros do hospital, para onde era levada num carro conduzido pelo irmão, hoje com 29 anos, e acompanhada pela mãe, Emília Marques, de 52 anos, doméstica. Tinham passado apenas 24 horas sobre a primeira consulta no HPC.

A responsabilidade não pode ser fácilmente alijada.

Tuesday, June 30, 2009

Hospital Pediátrico: nascerá torto?

O Hospital Pediátrico de Coimbra está a crescer, para se dar à luz, lá para o final do ano.

Costuma-se dizer por cá, que o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita! Será este o caso do futuro Hospital Pediátrico de Coimbra, que irá integrar o Centro Hospitalar de Coimbra?

Bem, nós não vimos a obra, mas há quem tenha visto e já esteja a alertar para aspectos a corrigir:
  • "O que se está a fazer é remendar um grande conjunto de incompetências iniciais. Não se teve em conta o que era necessário num hospital pediátrico", clarificou o candidato à Assembleia da República (AR) pela CDU, à porta das instalações.
  • A existência de salas de cirurgia demasiado pequenas, de portas inadequadas, em madeira, com relevos favoráveis a infecções, ou de corredores estreitos foram problemas reiterados por Manuel Rocha.

Mas, pior, mesmo pior, é este comentário do Administrador do Centro Hospitalar de Coimbra: "Não gosto do modelo arquitectónico, mas herdámo-lo. O que é preciso é pôr aquilo a funcionar". Parece-nos que a coisa vai nascer torta!

Tuesday, October 14, 2008

A telemedicina em Portugal

A telemedicina serve doentes à distância, sobretudo em situações em que escasseiam os recursos ou há um número reduzido de pessoas a servir. Há pessoas que acham "desumano" o facto de o atendimento não ser personalizado, mas nem todos os recursos podem estar disponíveis em todo o lado.

Esta experiência do Hospital Pediátrico de Coimbra parece-nos meritória:
  • Mais de seis mil utentes do Centro e Norte beneficiaram de consultas de telemedicina em cardiologia pediátrica e fetal realizadas pelo Hospital Pediátrico de Coimbra (HPC), que assinala terça-feira dez anos de exames à distância.
  • Implantada pelo Serviço de Cardiologia do HPC, dirigido pelo médico Eduardo Castela, a Telemedicina em Cardiologia Pediátrica e Fetal funciona actualmente em rede com todos os hospitais distritais da região Centro e Vila Real de Trás-os-Montes, bem como com uma unidade de Angola.
  • Desde 2006 que a telemedicina permite também responder, 24 horas por dia, a urgências de diagnóstico pré-natal de doenças cardíacas a todos os hospitais da rede.

Parabéns ao Hospital Pediátrico de Coimbra, que serve gente muito para além de Coimbra.

Friday, April 25, 2008

Hospital Pediátrico de Coimbra em perigo?

Ontem foi notícia, o encerramento do Tribunal da Feira, atendendo ao seu estado de decadência e eventual ruína. Hoje, lemos com alguma incredulidade notícias sobre o futuro Hospital Pediátrico de Coimbra:

  • A Administração Regional de Saúde do Centro (ARS) pediu uma auditoria ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) às obras do novo Hospital Pediátrico de Coimbra, após confirmar diversas irregularidades na construção.
  • "Informações facultadas à ARS por um fiscal incumbido de acompanhar as obras das futuras instalações do Hospital Pediátrico de Coimbra (HPC) são demolidoras". O fiscal encontrou na construção "argamassa de que nem o fornecedor dá garantias face à utilização", além de "betonagem feita num dia e descofragem lateral executada no dia seguinte, tijolos de qualidade inferior e aplicados por molhar, uso de pré-aros de portas em madeira alegadamente atingida pelo fogo e supressão de trabalhos com pagamento ao empreiteiro de metade do valor dos mesmos".
  • O novo HPC, cuja conclusão chegou a ser programada para o fim de 2007, deverá acolher 220 camas.

Será que para além de hospitais anquilosados e com evidente descuido na sua manutenção, vamos ver hospitais novos com problemas congénitos graves?