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Wednesday, July 17, 2013

Retratos de um sector


A China apresentou ontem uma longa lista de acusações de corrupção e conduta irregular contra a GlaxoSmithKline, iniciativa que pode sinalizar uma repressão mais ampla nesse lucrativo mercado para as empresas farmacêuticas e médicas.

Em entrevista coletiva ontem, autoridades da divisão de investigação de crimes econômicos do Ministério da Segurança Pública disseram que quatro altos executivos chineses da Glaxo foram detidos por graves violações das leis do país. As autoridades acusaram os executivos de usar agências de viagens como veículos para subornar funcionários do governo, hospitais e médicos, com o objetivo de vender mais medicamentos e a preços mais elevados.

As alegações resultam de uma investigação iniciada publicamente no fim de junho, quando fiscais visitaram vários escritórios da Glaxo, apreendendo documentos e detendo alguns executivos. A investigação atingiu a Glaxo num de seus mercados mais importantes e de mais rápido crescimento, onde mantém mais de 5.000 funcionários e meia dúzia de fábricas e laboratórios de pesquisa.

No entanto, pessoas da área dizem que o setor de saúde na China está submerso em um corrupção sistêmica. Muitas empresas médicas atuam através de intermediários para alcançar mais nichos de um mercado difuso, enquanto os médicos muitas vezes procuram reforçar seus baixos salários por meio de regalias. "A corrupção é considerada por muitos um grande impedimento para as iniciativas de reforma da saúde do governo chinês", disse Jason Mann, especialista em saúde e diretor administrativo da firma de investimentos Konus Capital, em Hong Kong.

Isto acontecerá só na China?!

Wednesday, October 27, 2010

Ligações perigosas II

Jorge Torgal foi até Janeiro deste ano consultor da Glaxo, o laboratório que vendeu a Portugal seis milhões de vacinas da gripe A, a pandemia que afinal não foi. Além disso, Torgal é há muito tempo um grande, grande amigo da ministra Ana Jorge. Tão amigos que foram vistos não há muito tempo a passear juntos em Lisboa. É evidente que nestas coisas da política também se pode aplicar a máxima dos negócios: amigos, amigos, negócios à parte. Mas como estas coisas andam sempre ligadas e a Glaxo até foi boazinha e aceitou a devolução de metade do lote de vacinas sem encargos para o Estado, é mais do que justo este prémio ao Jorge Torgal.

Thursday, February 04, 2010

Gripe A: finalmente o bom senso

Depois de meses de "festa mediática" sobre um fantasma que só os "Técnicos" da OMS viram, o Ministério da Saúde, em Portugal, decidiu fechar a luz da sala: Portugal vai poupar 15 milhões de euros por ter cancelado parte da encomenda de vacinas contra a gripe A que tinha feito à farmacêutica GlaxoSmithKline.

Mas, cuidado com as leituras enviesadas que se fazem pelos media pouco profissionais. É que Portugal só vai poupar 15 milhões de euros, mas vai "cozer com batatas" isto: Portugal fica ainda com 3,5 milhões de doses, depois cerca de meio milhão de pessoas terem sido já imunizadas, mas a ministra tem dito que o objectivo continua a ser o de vacinar os grupos de riscos inicialmente definidos, que correspondem a 30 por cento da população, cerca de três milhões de pessoas.

É que mesmo depois da incompetente e alarmista OMS avisar de que a Gripe A, não passava de um ventinho, Portugal continuou a "fazer compras" à Glaxo: Dos seis milhões de vacinas encomendadas, já chegaram a Portugal 1,6 milhões, e a distribuição dos últimos stocks enviados pelo laboratório (só em Janeiro a GSK entregou mais de 800 mil doses) ainda está a ser feita por vários centros de saúde.

Claro que a Dra. Ana "Gripe A" Jorge vai sempre argumentar com isto: Até terça-feira, o vírus da gripe A foi responsável pela morte de 104 pessoas em Portugal. Mas, a referida médica, temporáriamente Ministra, não se refere ao número médio de mortes causado pela gripe sazonal nos últimos 10 anos!

Tuesday, November 11, 2008

Pagar tarde, custa mais dinheiro

O Estado português é forte. As multinacionais farmacêuticas não são mais fracas do que o Estado português. Se algum burocrata do Estado pensa que sim, mude de ideias!

Vejamos, esta saga relativa à guerra entre o Estado português e os Laboratórios farmacêuticos:
  • A indústria farmacêutica não tem dúvidas: não é pelo facto de os hospitais pagarem todas as dívidas atrasadas, como decidiu o Governo no final da semana passada, que os laboratórios vão começar a vender os medicamentos mais baratos.
  • O presidente da Glaxo portuguesa, Manuel Gonçalves, também considera que os preços não vão descer e aponta o esmagamento das margens dos laboratórios nos últimos três anos: “Estou na indústria há 25 anos e nunca vi negociações tão agressivas nos hospitais como desde 2005”.
  • Contudo, para o economista Pedro Pita Barros a situação não é tão linear. “A redução de preços depende da capacidade negocial e da credibilidade que os hospitais terão a partir de Janeiro”. Ao Diário Económico, o professor de Economia da Saúde na Universidade Nova explica que “os preços dos medicamentos só vão descer se os laboratórios acreditarem que houve uma mudança de regime, que os prazos de pagamento não vão outra vez derrapar”.
  • Actualmente, os hospitais demoram, em média, um ano a pagar aos fornecedores. Os próximos três meses são, por isso, essenciais: “Os laboratórios podem não querer fazer descontos já em Janeiro, porque ficariam vinculados a esses preços, suportando ainda um novo atraso nos pagamentos”.

Quem paga aos seus fornecedores com um diferimento de um ano, ainda quer ser levado a sério? A vantagem das multinacionais farmacêuticas é que têm o seu poder assente fora de Portugal, se não o Estado português forçava a barra. Mas, eles sabem isso, e o contribuinte português é que paga a factura!

Tuesday, June 05, 2007

A satisfação ou a devolução do dinheiro

Estamos habituados às guerras comerciais me vários sectores da economia, como por exemplo na distribuição alimentar. Chega-se mesmo a prometer, a satisfação ou a devolução do dinheiro.


Estamos a ler bem? Estamos a ler sobre medicamentos? Parece que sim. Mas, perguntamos nós, como é que se pode demonstrar a insatisfação perante medicamentos que poderão conduzir a uma melhoria do estado de doentes com câncro? Será isto apenas e só marketing agressivo?

Vejamos mais detalhes da notícia:
  • Glaxo, Britain’s biggest pharmaceutical company, has already introduced similar risk-sharing schemes in two European countries.
  • It hopes that the system will allow the NHS to afford expensive new cancer treatments that it is developing – some of which are expected to cost tens of thousands of pounds but which may work in only a limited number of patients.
  • They include Tykerb, a breast cancer drug that was recently approved for sale in America and is also being tested as a treatment for brain cancer. It is expected to cost about £25,000 a year.
  • The news comes after Janssen-Cilag, another pharmaceutical company, has offered to pay the costs of Velcade, another £25,000 cancer treatment, if patients do not benefit.

Uma ideia que o Professor Correia de Campos deveria acolher e promover em Portugal.

Wednesday, January 31, 2007

Maus comportamentos

Lemos na BBC, que: Secret emails reveal that the UK's biggest drug company distorted trial results of an anti-depressant, covering up a link with suicide in teenagers.

Nada está imune, no mundo em que vivemos. Mas, é grave que um dos maiores fabricantes de medicamentos do mundo, actue desta forma: GlaxoSmithKline (GSK) attempted to show that Seroxat worked for depressed children despite failed clinical trials.

E que o estudo científico, que suportou o referido medicamento, tenha estes níveis de ética:

GSK's biggest clinical trial of Seroxat on children was held in the US in the 1990s and called Study 329. Child psychiatrist Dr Neal Ryan of the University of Pittsburgh was paid by GSK as a co-author of Study 329. In 2002 he also gave a talk on childhood depression at a medical conference sponsored by GSK. He said that Seroxat could be a suitable treatment for children and later told Panorama reporter Shelley Jofre that it probably lowered rather than raised suicide rates. In amongst the archive of emails in Malibu, Shelley was surprised to find that her own emails to Dr Ryan from 2002 asking questions about the safety of Seroxat had been forwarded to GSK asking for advice on how to respond to her.

Acreditamos, que a verdade venha ao de cima!