Showing posts with label aumento dos medicamentos. Show all posts
Showing posts with label aumento dos medicamentos. Show all posts

Friday, November 21, 2008

Efeitos colaterais II

Vivemos em turbulência. Vivemos em instabilidade. Vivemos sem hipótese de perspectivar o futuro. E uma das consequências é esta: Os medicamentos para tratamento de doenças do foro psiquiátrico e neurológico são dos que mais contribuíram para o aumento da factura do Serviço Nacional de Saúde com tratamentos em ambulatório (farmácias).

E o que pretende fazer o SNS? Reduzir a comparticipação nos medicamentos? Ou impedir que os médicos receitem este tipo de medicamentos?

Onde está a prevenção na saúde? Prever, significa tentar anticipar aquilo que poderá ser previsível. Há muito tempo que se prevê que a instabilidade que se vive em Portugal, e não só, leva à "sociedade prozac". Faz-se alguma coisa para tentar aliviar a pressão das pessoas? Não. Até o "ópio do povo", que é o futebol, anda agora pelas ruas da amargura! Ou seja, o prozac é a tábua de salvação! Antes o prozac, do que o aumento do crime ou do suicídio!

Mas, há mais medicamentos que estão a fazer disparar a despesa de saúde:
  • De acordo com os resultados preliminares da auditoria pedida pelo Ministério da Saúde, quatro dos seis grupos de remédios responsáveis por 85% desse crescimento dizem respeito a doenças daquelas duas áreas.
  • Quanto aos grupos de fármacos com maior peso na subida dos gastos, o grupo destacou seis. Além dos imputados às doenças psiquiátricas e neurológicas (antipsicóticos, antidepressivos, antiepilépticos e anticonvulsivantes), apurou-se um peso crescente da área da diabetes e da hipertensão. Do relatório consta ainda uma lista de 20 fármacos com responsabilidade em 91% do crescimento dos gastos do SNS.

Não há muito a fazer nesta área de gastos. Mas, nós sabemos que há muitas áreas do SNS onde se pode poupar tanto! Mesmo, muito dinheiro. Mas, dá trabalho a quem quiser impôr a contenção. Ai, isso dá.

Tuesday, November 11, 2008

Pagar tarde, custa mais dinheiro

O Estado português é forte. As multinacionais farmacêuticas não são mais fracas do que o Estado português. Se algum burocrata do Estado pensa que sim, mude de ideias!

Vejamos, esta saga relativa à guerra entre o Estado português e os Laboratórios farmacêuticos:
  • A indústria farmacêutica não tem dúvidas: não é pelo facto de os hospitais pagarem todas as dívidas atrasadas, como decidiu o Governo no final da semana passada, que os laboratórios vão começar a vender os medicamentos mais baratos.
  • O presidente da Glaxo portuguesa, Manuel Gonçalves, também considera que os preços não vão descer e aponta o esmagamento das margens dos laboratórios nos últimos três anos: “Estou na indústria há 25 anos e nunca vi negociações tão agressivas nos hospitais como desde 2005”.
  • Contudo, para o economista Pedro Pita Barros a situação não é tão linear. “A redução de preços depende da capacidade negocial e da credibilidade que os hospitais terão a partir de Janeiro”. Ao Diário Económico, o professor de Economia da Saúde na Universidade Nova explica que “os preços dos medicamentos só vão descer se os laboratórios acreditarem que houve uma mudança de regime, que os prazos de pagamento não vão outra vez derrapar”.
  • Actualmente, os hospitais demoram, em média, um ano a pagar aos fornecedores. Os próximos três meses são, por isso, essenciais: “Os laboratórios podem não querer fazer descontos já em Janeiro, porque ficariam vinculados a esses preços, suportando ainda um novo atraso nos pagamentos”.

Quem paga aos seus fornecedores com um diferimento de um ano, ainda quer ser levado a sério? A vantagem das multinacionais farmacêuticas é que têm o seu poder assente fora de Portugal, se não o Estado português forçava a barra. Mas, eles sabem isso, e o contribuinte português é que paga a factura!

Friday, June 20, 2008

Onde está o Prof. Correia de Campos?

Uma das coroas de glória do anterior Ministro da Saúde foi a sua "vitória" perante a Indústria farmacêutica. Ou seja, Correia de Campos fez crer a todos nós, que afinal o Estado português tinha mais força que o poderoso lobby dos Laboratórios farmacêuticos, e forçou-os ao congelamento de preço dos medicamentos.

Quando "a oferta é muita, o pobre desconfia". O Professor Correia de Campos voltou à suas aulinhas! Agora lemos esta notícia:
  • O Governo autorizou a subida de preço de 121 apresentações de medicamentos. A decisão foi tomada em Maio, a pedido dos laboratórios.
  • O secretário de Estado adjunto e da Saúde justificou os aumentos, ontem, no Parlamento, com a necessidade de manter os produtos antigos no mercado com preços desactualizados e evitar a transferência de prescrição e de utilização para medicamentos mais caros.

No entanto, o Deputado João Semedo, que por acaso é Médico, diz isto: os aumentos se registaram em cerca de 300 medicamentos, mas sublinhou que “não são medicamentos envelhecidos mas recentes”.

O Professor Correia de Campos parece que já não é Ministro! A Indústria farmacêutica continua a vender medicamentos novos e velhos. Os medicamentos velhos e novos parece que estão em descongelamento ......de preços!