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Monday, January 24, 2011

Lições de Gestão pata Totós III


Há muitos anos, vários grupos empresariais privados trouxeram ao mercado uma inovação na forma como compravam aos seus fornecedores, aproveitando-se da sua capacidade de aquisição alargada. Ou seja, a Sonae ou a Jerónimo Martins, por exemplo, descobriram que ao comprarem como uma única organização, em vez de uma multi-compra, tinham poupanças significativas.

O Estado português parece que descobriu esta solução há alguns anos. Mas, até agora nada fez. Por exemplo, na saúde existiu uma entidade chamada SUCH, que supostamente fazia a compra agregada em nome de várias instituições públicas e privadas, suas associadas. Mas, não o fazia de forma sistemática.

Naturalmente, que esta aquisição conjunta causa danos nas organizações que vendem produtos e serviços ao Estado. Ou seja, se conseguirem vender a cada organização do Estado, têm muito mais capacidade de negociação e por isso também poderão fazer mais lucro.

E últimas notícias sobre a propalada criação da Central de Compras do Estado? Parece que há, mas é mais do mesmo: Governo falha promessa de lançar central de compras em 2010.

Pois, não nos surpreende. Há claros intuitos de adiar a criação da Central de Compras, porque vai doer a muita gente no sector privado! Mas, seremos nós contra o sector privado? Não. Somos a favor de princípios de gestão sãos aplicados ao sector público. E porquê? Apenas e só, porque estamos cansados do fardo em que consiste a actual e próxima carga fiscal.

Mas, será que este atraso no aparecimento da Central de Compras é mero laxismo? Não. Nada disso. É algo concertado, senão vejamos: Os hospitais já começaram a celebrar os contratos directamente com os seus fornecedores, nomeadamente com a indústria farmacêutica, sem recorrer aos serviços da central de compras, seja para comprar medicamentos ou material clínico.

Só não vê, quem não quer!

O Contribuinte que aguente. Até quando?

Monday, April 16, 2007

A função compras, na saúde

Se o SNS se assume "como um todo", é natural e óbvio, que aproveite as sinergias, pelo facto de representar um volume significativo de compras. Aliás, é assim que fazem as grandes organizações, públicas ou privadas.

Nunca percebemos porquê que existia o SUCH, que significa "Serviço de Utilização Comum dos Hospitais", porque se a sua nomenclatura correspondesse à sua actividade, seria a "central de compras" do SNS.

Mas, parece que é desta:
  • E se os hospitais se juntassem todos para ir às compras? Este foi o convite que o Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH) fez a nove unidades de Lisboa. Todas aceitaram e, depois de quase um ano de preparação, nasce hoje formalmente o ACE - Agrupamento Complementar de Empresas.
  • É a primeira entidade empresarial, sem fins lucrativos, na área da saúde dedicada às compras e logística e tem um grande objectivo: fazer com que os hospitais públicos poupem dinheiro numa área que representa 40 a 45% dos seus orçamentos.

Ficamos satisfeitos com a acção, mas achamos que é tudo demasiado lento. Lentíssimo, mesmo. E já agora, porquê só nove unidades hospitalares e apenas em Lisboa?

E ficamos estupefactos, com esta afirmação: "É uma grande responsabilidade, sabemos que todos os olhos vão estar postos em nós. Tem que correr bem", afirma Paula Nanita, a presidente do conselho de administração do SUCH.

Mas, afinal os Gestores Públicos não são pagos para assumirem responsabilidades?