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Tuesday, May 10, 2011

SNS: já era!

Ter um Serviço Nacional de Saúde deve significar mais do que infraestruturas hospitalares e médicos nos Centros de Saúde. Ou então, enganam-nos. Seria importante que a chamada classe governante viesse dizer o que é "Serviço Nacional de Saúde", e já agora, se o conceito que têm, se ajusta ao conceito constitucional. De outra forma, estamos e estaremos perante sistemáticos embustes e falácias.

Seria preferível que se assumisse que a economia Portuguesa não tem suporte para garantir o que está escrito na Constituição da República Portuguesa. E mudava-se.

Isto é a confirmação prática e objectiva que o SNS não existe: A despesa pública em medicamentos vai passar de três mil milhões de euros para 1,75 mil milhões de euros em três anos, afirmou hoje o economista Francisco Ramos, baseado nas propostas apresentadas pela «troika» para o setor.

Há por aí quem diga, que a "Tróika" não existe na Constituição da República Portuguesa, mas está acima dela! O que será isto, se não o facto de Portugal ser um protectorado da UE, ou numa versão mais antiquada, uma colónia da UE!?

Sunday, May 08, 2011

Com a verdade me enganas IV

A política raramente é séria. Goste-se ou não, lembramo-nos de Franklin Roosevelt, de Winston Churchill, de John F. Kennedy. Marcaram as suas épocas. Não disseram só verdades, mas foram frontais, corajosos e consistentes.

Isto é uma mistificação ou se quisermos uma completa falácia, vindo de quem vem: José Sócrates, acusou o PSD de pretender «destruir o Serviço Nacional de Saúde» (SNS) com as suas propostas para o sector.

E porquê? Porque o SNS, tal como foi originalmente criado, já não existe. O SNS custa cada vez mais aos cidadãos. O SNS não oferece aos cidadãos: estomatologia, oftalmologia e outras especialidades, a não ser em situações muito pontuais e com longas listas de espera.

Os medicamentos são cada vez mais caros. As taxas moderadoras serão cada vez mais caras. E perante isto, o ainda Primeiro Ministro vem dizer que defende o SNS? Embustes. Falácias.

Salvo se o ainda Primeiro Ministro se estiver a referir aos que não pagam IRS (estimados em cerca de 40% dos portugueses), e que não pagam quase nada. Mas, ainda assim, estes que não pagam IRS, estão a pagar cada vez mais os medicamentos, e continuam na sua grande maioria sem acesso à utilização de especialidades médicas várias, e a próteses, etc.

Política não é sinónimo de verdade. Mas, a falácia e o embuste cansam e causam náusea.

O SNS só é tendencialmente gratuito (mecanismo mistificador colocado na Constituição da República), para muito poucos portugueses. E com o memorandum of understating, estabelecido com a famosíssima Tróika, o SNS vai ser tendencialmente a pagar para todos os cidadãos que têm rendimentos, ainda que ganhem os famosíssimos 500 euros mensais.

Wednesday, May 04, 2011

Primeiros impactos

Nada de especial, mas vai doer. Por enquanto, é suave:
  • "Cortar substancialmente (dois terços no total) os benefícios fiscais para a saúde, incluindo os seguros privados".
  • o aumento de taxas moderadoras.
  • cortes nos custos com a ADSE.
  • redução de gastos nos hospitais.
  • cortes nas despesas do transporte de doentes e nos meios complementares de diagnóstico.
É a vida!