Showing posts with label Dr. Luis Graça. Show all posts
Showing posts with label Dr. Luis Graça. Show all posts

Friday, April 01, 2011

A natureza humana

Há gente para tudo. Aquilo que para nós é bom, para outros é mau. Uns gostam do azul, outros do amarelo. Mas, há limites. A natureza humana não pode ser desregrada. Ou mesmo, completamente desregrada.

Isto é absolutamente incompreensível: “Aquilo que me preocupa mais são aquelas mulheres que, ao abrigo da lei, fizeram um aborto em meados de 2009, no início de 2010 vêm fazer outra interrupção e no final de 2010 vêm fazer outra”, afirmou hoje Luís Graça em declarações à agência Lusa.

O que é isto? Abortar é como ir à praia? Abortar é como fazer uma viagem? Não nos parece.

  1. De acordo com o relatório dos registos das Interrupções da Gravidez (IG) da Direção-Geral da Saúde, referentes ao período de janeiro a dezembro de 2010, independentemente dos motivos, foram realizados 19.436 abortos, menos 412 do que em 2009 (19.848).
  2. De acordo com este documento, mais de 250 mulheres que interromperam a gravidez em 2010 tinham feito três ou mais abortos anteriormente e, destas, quatro já tinham abortado mais de dez vezes.
  3. Para o presidente da SPGO, Sociedade Portuguesa de Ginecologia e Obstetrícia, Luís Graça, que se afirma “militante dos direitos das mulheres”, “isto já é um abuso do direito”.
  4. “Como o povo diz, na primeira qualquer um cai, na segunda só cai quem quer. E quem vem à segunda e vem à terceira é uma mulher que é de facto negligente para si própria e até para o Serviço Nacional de Saúde, que está a gastar dinheiro e recursos para, ao fim e ao cabo, resolver a pura negligência dessas mulheres”, afirmou.
  5. A situação é, para Luís Graça, “preocupante”. O médico defende que “devia haver uma taxa moderadora a ser paga pelas pessoas”.
  6. No entanto, o médico defende que “continua a ser um número muito elevado, quando existem métodos de contraceção que são muito eficazes e que estão disponíveis nos centros de saúde e há pessoas preparadas para fazerem um acompanhamento de quem procura estes métodos”.
  7. “Não se justifica que haja tantas gravidezes indesejadas que tenham que ser interrompidas. É importante que as pessoas compreendam que mais vale prevenir do que remediar e para isso é preciso que haja uma política mais pró-ativa em termos de informação”, afirmou.
Portugal vai por maus caminhos, se continua assim. Tarde ou cedo, há um preço a pagar.

Wednesday, December 22, 2010

O aborto: o resultado do facilitismo

É triste, mas é verdade: Este ano, por cada dia que passou, foram feitos 53 abortos legais. Em 2007, os números não ultrapassaram os 36.

E a tristeza acentua-se quando lemos isto: O número de interrupções voluntárias da gravidez tem crescido sucessivamente desde que a prática foi despenalizada há três anos. Em 2009, houve 19 572 contra os 18 607 abortos praticados em 2008 (mais 965). E, até Agosto de 2010, os casos já atingiram o patamar dos 13 mil.

Como esta questão foi "ideologizada", entristece-nos que isto aconteça: 354 (mulheres) foram reincidentes e fizeram mais do que um aborto em 2008 e 2009. Como? Fazer um aborto é tão natural como fazer férias? Para nós, que não somos mulheres, achamos que não, mas a forma como é encarado o aborto por estas "reincidentes", mais parecem....umas férias, ..... parece!

Felizmente, que ainda há pessoas que assumem publicamente a sua ingenuidade: "A tendência no Norte da Europa é para uma estabilização passado dois ou três anos. E depois um decréscimo: na Dinamarca, por exemplo, ao fim de dois ou três anos os números começaram a baixar. Se cá não baixam é preocupante: legislou-se, mas não se iniciou um programa a sério de prevenção da gravidez", critica Luís Graça, director do serviço de obstetrícia do Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

Óbviamente que o Legislador (Parlamento e Governo) são mais uma vez, entidades imunes a uma realidade complexa. Facilitar e permitir, é a atitude dos irresponsáveis, como se pode aquilatar.

O Dr. Luis Graça assume: "Tomam-se medidas pontuais, mas não se tomam medidas de acompanhamento. Não há políticas preventivas e, assim, o aborto vai continuar a ser usado como um método de não concepção."